Show de estrela de nêutrons na galáxia de Andrômeda

andromeda.jpgPor Ethevaldo Siqueira
22/06/2016 - Esta foto mostra uma estrela de nêutrons que gira (spinning star) na galáxia de Andrômeda. Para quem não tem muito conhecimento de astronomia, estrelas de nêutrons são corpos celestes ultracompactos – algumas até do tamanho de uma cidade como São Paulo – com gravidade extremamente alta. No centro delas, a gravidade pode alcançar 1 quatrilhão (10 elevado à 15ª potência) de gramas por centímetro cúbico.

Em decorrência da elevada gravidade superficial, os feixes de luz que passam nas proximidades dessas estrelas de nêutrons são desviados, ocasionando distorções visuais, muitas vezes aberrações cromáticas ou o efeito chamado de lente gravitacional.

Andrômeda, ou M3, é uma galáxia espiral, similar à Via Láctea e a mais próxima da Terra. Nessa imagem, a sonda XMM-Newton registrou pela primeira vez os dados espectrais de uma estrela de nêutrons. A fonte tem um período de 1,2 segundos.

A sonda de raios-X XMM (X-ray Multi-Mirror), gerenciada pela ESA (Agência Espacial Europeia) foi lançada em 10 de dezembro de 1999 por um foguete Ariane 5, da base de lançamento de Kourou.

Copyright: Andromeda: ESA/Herschel/PACS/SPIRE/J. Fritz, U. Gent/XMM-Newton/EPIC/W. Pietsch, MPE; data: P. Esposito et al (2016)

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Um show hi-tech: o retorno de três astronautas

astronautas_tec.jpgEthevaldo Siqueira
21/06/2016 - Este vídeo da NASA mostra o retorno da cápsula da Soyuz TMA-19M a pousar lentamente numa campina do Cazaquistão, nas proximidades da localidade de Dzhezkazgan, às 15:15 (hora local, ou 6:15 de Brasília) de sábado, 18 de junho de 2016.

A bordo da espaçonave, estavam três astronautas: o comandante da Expedição 47, Tim Kopra, da NASA, o comandante da Soyuz, Yuri Malechenko, da agência espacial russa Roscosmos, e o engenheiro de voo Tim Peake, da ESA (Agência Espacial Europeia). Os três passaram 186 dias na Estação Espacial Internacional (ISS).

A tripulação completou a parte de estudos de biologia humana feitos a bordo da NASA sobre a saúde ocular, cognição, marcadores salivares e microbioma. Essas pesquisas abrangem, também, o potencial desenvolvimento de vacinas, com dados que podem ser relevantes no tratamento de pacientes que sofrem de doenças oculares, como o glaucoma. Em seu conjunto, os estudos ajudarão a NASA não apenas a preparar astronautas para viagens de longa duração, como também beneficiarão muitas pessoas na Terra.

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Quer voar num avião de 14 turbinas elétricas?

aviao_nasa.jpgPor Ethevaldo Siqueira
20/06/2016 - A NASA vai testar este avião experimental (X-plane, denominado Maxwell), que usa a nova tecnologia de propulsão com 14 motores elétricos, que fazem girar hélices. Todos esses motores estão instalados em uma asa de desenho exclusivo.

O administrador-chefe da agência espacial, Charles Bolden, destacou o primeiro nome dado a um X-plane, em uma década, durante seu discurso de abertura nesta sexta-feira, 17, em Washington no Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (AIAA) e Fórum e Exposição Anual de Aeronáutica, comumente chamado de Aviation 2016.

"Com o retorno do aviões experimentais pilotados a capacidade de pesquisa da NASA – que é parte fundamental do plano de 10 anos denominado Iniciativa New Aviation Horizons – o avião de uso geral X-57 dará o primeiro passo na abertura de uma nova era de aviação", disse Bolden.

Crédito: NASA Langley/Advanced Concepts Lab, AMA, Inc

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Pele biônica poderá auxiliar no diagnóstico médico

pele_1.jpg10/06/2016 - O cientista japonês Takao Someya inventou uma espécie de pele biônica, que permite aos médicos detectar um pequeno tumor no peito de uma mulher, apenas tocando sua pele.

A pele biônica (e-skin) tem potencial para conferir surpreendentes novos poderes de sensibilidade sobre os seres humanos. É tão leve como uma pena, mas quase indestrutível, e poderia um dia mudar o campo da medicina.

O cientista acredita que a pele biônica pode se tornar uma grande ferramenta de auxílio no diagnóstico médico, ajudando os médicos a prever o avanço de várias doenças. Pode auxiliar cirurgiões, fornecer alertas quando nosso corpo está prestes a ficar doente, ou até mesmo diagnosticar doenças dentro de outro ser humano, simplesmente através do sentido do tato.

Fonte: CNN
Crédito: Jenni Marsh

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Nasa inicia novo projeto para salvar os corais

corais_nasa.jpgPor Ethevaldo Siqueira
03/06/2016 - O mundo passa a ter a partir agora nova esperança de salvar os recifes de coral. Recebi ontem (02-06-2016) da NASA uma notícia muito interessante sobre sobre o projeto CORAL (sigla de COral Reef Airborne Laboratory), que resumo aqui. Com esse projeto, a agência realiza pesquisas de campo e inicia a fase de coleta de dados, por meio de teste operacional em Oahu, Havaí, a partir de segunda-feira, 6 de junho de 2016. E, em continuação, o projeto CORAL fará ao longo de 2017 levantamentos aéreos e aquáticos de recifes de coral representativos, localizados entre o Havaí e a Austrália.

 

Ao se concentrar na totalidade de ecossistemas de recifes, os cientistas do projeto CORAL poderão ter uma percepção muito mas completa sobre o estado atual dos processos biológicos, físicos e químicos que podem afetar os ecossistemas. Estes dados irão ajudá-los a responder a perguntas fundamentais sobre as mudanças por que passam os recifes estão mudando em todo o planet em decorrência dos efeitos das alterações climáticas e das atividades humanas.

1. Como funciona o "CORAL"? – O projeto utiliza um novo instrumento instalado em aviões da NASA projetado especificamente para observar ambientes costeiros. O espectrômetro de imagem remota portátil (PRISM) instalado na ponta de uma haste, na asa de um avião Gulfstream IV, a 8 km de altura, pode detectar objetos de cerca de cerca de 4 metros quadrados, e coletar dados de grandes trechos de recifes. Esse levantamento permitirá aos cientistas distinguir entre corais, algas e areia – informações importantes para avaliar a condição do recife – sem ter que descer debaixo d'água em cada local. Este conjunto de dados uniformes será um avanço sobre os dados atuais, coletadas por múltiplos grupos, com o uso de diferentes técnicas.

2. Recifes são territórios desconhecidos Aqueles que fazem pesquisa online na internet em busca de "imagens de recifes de coral" encontram um milhão de fotos espetaculares. Essas fotos, contudo, mostram apenas a pequena fração das áreas ocupadas por recifes já visitadas por mergulhadores em todo o mundo. E a parte até aqui cientificamente pesquisada é ainda menor. Os pesquisadores da NASA afirmam, assim, que, simplesmente, não dispõem de dados suficientes para compreender quais impactos sobre recifes são os mais prejudiciais e como os recifes resistentes suportam tais agressões.

3. Um mergulho para a ciência – Durante décadas, mergulhar tem sido a técnica mais valiosa para a realização de pesquisas de corais, permitindo aos cientistas estudar tudo, desde a reprodução dos corais até as complexas relações entre corais e outros organismos. No entanto, como método de compreensão de ecossistemas inteiros, o mergulho deixa muito a desejar: é demorado, trabalhoso e caro. O projeto CORAL, por sua vez, pode mapear ecossistemas inteiro de recifes com o uso de tecnologias de sensoriamento remoto, o que representa um enorme passo adiante no avanço e na eficiência das pesquisas.

4. Mais que apenas beleza Os chamados corais duros sobreviveram aos dinossauros, existem na Terra desde o período de meados do Triássico, ou seja, entre 200 a 250 milhões de anos atrás. Durante este tempo, eles evoluíram e diversificaram sua existência nos oceanos do mundo. Os corais construtores de recifes ocupam, normalmente, águas tropicais e subtropicais rasas. No entanto, os corais de águas profundas podem ser encontrados em profundidades de até 6.000 metros. Outros recifes de coral foram descobertos recentemente na foz do Rio Amazonas, em águas turvas e barrentas.

Os ecossistemas de recifes de coral desempenham papel vital na manutenção da biodiversidade marinha da Terra e também são valiosos para os seres humanos, como fonte de alimento, bem como para os avanços da medicina e para as receitas do turismo. Estima que o total de bens e serviços proporcionados pelos ecossistemas globais cheguem a US $ 400 bilhões por ano. Este número é ainda mais impressionante se considerarmos que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente estima que a área de todos os recifes do mundo ocuparia uma superfície menor do que a do Estado do Arizona, nos EUA (área de 296 mil km2, enquanto o Estado de São Paulo tem 248 mil km2).

5. Coral ou recife? – Um coral é produzido pelo acúmulo de organismos minúsculos que são chamados de pólipos. Eles são minúsculos organismos alongados que lembram a forma de um tubo. Seu esqueleto simbiótico é formado de algas e carbonato de cálcio – em geral com menos de 2 cm de diâmetro. Ao contrário de muitos animais, corais são colônias, o que significa que muitos pólipos crescem juntos para formar uma estrutura maior. A maioria dos corais que vemos em aquários são, de fato, colônias. Um recife de coral, por outro lado, é todo um ecossistema que inclui os pólipos individuais e suas colônias, além de seres vivos (por ex., peixes, vermes, invertebrados, algas) e seres não-vivos (por ex., luz solar, areia, água). Os cientistas têm uma boa compreensão de como pólipos individuais de coral e as colônias funcionam, mas sabem muito menos a respeito das várias partes de um recife atuam individual e coletivamente para formar um ecossistema. O projeto CORAL é a primeira grande oportunidade de que dispõe a humanidade de estudar os recifes na escala de ecossistema, em vez de depender de pesquisas, isoladas, desiguais e inconsistentes.

Veja a matéria completa (em inglês) aqui

Crédito: NOAA/NMFS/PIFSC/CRED, Oceanography Team

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Nuvens noctilucentes sobre os polos

nuvens_noctilucentes.jpgPor Ethevaldo Siqueira
13/06/2016 - Essas nuvens são chamadas de noctilucentes, nome de origem latina que significa "noite luminosa" ou "noite que brilha" – um fenômeno raro que surge nas regiões polares a alturas que variam de 76 mil a 86 mil metros acima da superfície da Terra. A foto foi feita no dia 29 de maio de 2016, pelo astronauta Tim Peake, da ESA (Agência Espacial Europeia), a bordo da Estação Espacial Internacional.

No final da primavera e no verão, essas nuvens polares incomuns se formam na alta atmosfera e congelam o vapor dágua para formar nuvens de cristais de gelo. Quando o sol está abaixo do horizonte e o solo está na escuridão, estas nuvens altas podem ainda ser iluminado, emprestando-lhes aspectos etéreos de "noite brilhante".

Crédito: ESA/NASA

Matéria atualizada dia 13/06/2016 às 11:17

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