Há 40 anos eu cobria a chegada da sonda Viking 1

viking1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
25/07/2016 - A NASA divulgou novamente a foto recebida há 40 anos, no dia 20 de julho de 1976, logo após o pouso suave e bem sucedido da sonda Viking Orbiter 1. A imagem mostrava a superfície poeirenta e avermelhada do planeta. Outra sonda-irmã, a Viking Orbiter 2, recolhia uma abundância de imagens de alta resolução e dados científicos , abrindo caminho para que um dia seres humanos possam chegar a Marte.

Pude testemunhar na época, dois feitos extraordinários da conquista do espaço. Primeiro foi há 47 anos, no dia 20 de julho de 1969, quando o Estadão publicava um suplemento especial que eu havia preparado sobre a conquista da Lua. Sete anos depois, em 20 de julho de 1976, eu estava em Pasadena, Califórnia, no Jet Propulsion Laboratory, quando a NASA recebeu o sinal da sonda Viking Lander 1, de que havia pousado suavemente na superfície do planeta Marte.

A efeméride é essa: há quatro décadas, a humanidade registrava o primeiro pouso com sucesso um veículo na superfície de Marte. Já havia testemunhado, como jornalista duas outras missões históricas da conquista da Lua: a Apollo 11, de 20 de julho de 1969, e a dramática missão Apollo 13, em abril de 1970.

Espero poder acompanhar, ainda que à distância, a chegada dos primeiros seres humanos a Marte, por volta de 2030.

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Água do gelo que derreteu no Mar Ártico surpreende

agua_degelo_1.jpgEthevaldo Siqueira
20/07/2016 - O gelo do mar em todo o Oceano Ártico está diminuindo a níveis abaixo da média neste verão. A operação IceBridge, da NASA, que faz o levantamento aerogeofísico de gelo polar, acaba de concluir seu primeiro voo estudando as piscinas de água-marinha de água do derretimento na superfície do gelo que pode acelerar a fusão de todo o gelo do mar.

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Um show sob todos os aspectos: auroras jovianas

show_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
04/07/2016 - Veja as belas auroras no polo norte de Júpiter, nesta foto da NASA. Aliás, esse planeta é feito só de superlativos. A atmosfera de Júpiter é composta de 88 a 92% de hidrogênio e 8 a 12% de hélio, referentes a percentagem de volume ou fração de moléculas.
Esta composição muda quando descrita em termos de massa, considerando que uma molécula de hélio é cerca de quatro vezes mais massiva que uma de hidrogénio, 75% hidrogénio, 24% hélio e 1% composta por outros elementos.

O interior do planeta contém materiais mais densos, mudando a distribuição por massa para 71% hidrogénio, 24% hélio e 5% de outros elementos.

A atmosfera contém traços de metano, vapor de água, amônia, sílicas, carbono, etano, sulfeto de hidrogênio, néon, oxigênio, fosfina e enxofre. A parte externa da atmosfera contém cristais de amônia congelada. Através de testes usando infravermelho e ultravioleta, traços de benzeno e outros hidrocarbonetos também foram encontrados.

As proporções de hidrogênio e hélio em Júpiter são bastante similares à composição teorizada da nebulosa solar primordial. Porém, as regiões exteriores da atmosfera do planeta contém apenas 20 partes por milhão em massa de néon, 10% a do Sol.

A atmosfera jupiteriana também possui apenas 80% a abundância de hélio, em relação ao Sol. Um possível motivo é precipitação destes elementos em direção ao interior do planeta.[27] Em contrapartida, a abundância de gases inertes mais pesados na atmosfera de Júpiter é duas a três vezes a do Sol.

http://www.nasa.gov/feature/goddard/2016/hubble-captures-vivid-auroras-in-jupiter-s-atmosphere/

 

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A ISS passará sobre São Paulo hoje às 17:50

iss_sp.jpgEthevaldo Siqueira
30/06/2016 - Se mora na Grande São Paulo e gosta do assunto, fique atento ao relógio no final do dia, nesta quinta-feira, e olhe para a direção de 38 graus norte (N) no final desta tarde, exatamente às 5:50, e verá, durante 4 minutos. Você verá a Estação Espacial Internacional (ISS) surgir no horizonte sobre o norte (N) e deslocar-se como um planeta brilhante (maior brilho do que Vênus) e deslocar-se rapidamente até a altura máxima de 48 graus e descer até desaparecer em 12 graus Sudeste (SE).

Esperemos que o céu esteja bem claro, sem nuvens, como no entardecer dos últimos dias. Nós, paulistanos, poderemos ver esse curioso espetáculo.

Para receber informações sobre a Estação Espacial

Se você quer receber informações da NASA sobre o assunto, entre no site www.nasa.gov e coloque na janela de pesquisa o assunto "spot the station" – sem aspas. Preencha seus dados com nome da cidade em que vive e com e-mail em que deseja receber as informações. Hoje, por exemplo, eu recebi a seguinte mensagem do Spot the Station:

Time: Thu Jun 30 5:50 PM, Visible: 4 min, Max Height: 48°, Appears: 38° above N, Disappears: 12° above SE
Há explicações para várias situações, como abaixo, ao explicar porque a ISS é visível. Ou outras, como é o caso de cidades sobre onde a estação não é visível.

The space station is visible because it reflects the light of the Sun – the same reason we can see the Moon. However, unlike the Moon, the space station isn't bright enough to see during the day. It can only be seen when it is dawn or dusk at your location. As such, it can range from one sighting opportunity a month to several a week, since it has to be both dark where you are, and the space station has to happen to be going overhead.

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Show de estrela de nêutrons na galáxia de Andrômeda

andromeda.jpgPor Ethevaldo Siqueira
22/06/2016 - Esta foto mostra uma estrela de nêutrons que gira (spinning star) na galáxia de Andrômeda. Para quem não tem muito conhecimento de astronomia, estrelas de nêutrons são corpos celestes ultracompactos – algumas até do tamanho de uma cidade como São Paulo – com gravidade extremamente alta. No centro delas, a gravidade pode alcançar 1 quatrilhão (10 elevado à 15ª potência) de gramas por centímetro cúbico.

Em decorrência da elevada gravidade superficial, os feixes de luz que passam nas proximidades dessas estrelas de nêutrons são desviados, ocasionando distorções visuais, muitas vezes aberrações cromáticas ou o efeito chamado de lente gravitacional.

Andrômeda, ou M3, é uma galáxia espiral, similar à Via Láctea e a mais próxima da Terra. Nessa imagem, a sonda XMM-Newton registrou pela primeira vez os dados espectrais de uma estrela de nêutrons. A fonte tem um período de 1,2 segundos.

A sonda de raios-X XMM (X-ray Multi-Mirror), gerenciada pela ESA (Agência Espacial Europeia) foi lançada em 10 de dezembro de 1999 por um foguete Ariane 5, da base de lançamento de Kourou.

Copyright: Andromeda: ESA/Herschel/PACS/SPIRE/J. Fritz, U. Gent/XMM-Newton/EPIC/W. Pietsch, MPE; data: P. Esposito et al (2016)

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Um show hi-tech: o retorno de três astronautas

astronautas_tec.jpgEthevaldo Siqueira
21/06/2016 - Este vídeo da NASA mostra o retorno da cápsula da Soyuz TMA-19M a pousar lentamente numa campina do Cazaquistão, nas proximidades da localidade de Dzhezkazgan, às 15:15 (hora local, ou 6:15 de Brasília) de sábado, 18 de junho de 2016.

A bordo da espaçonave, estavam três astronautas: o comandante da Expedição 47, Tim Kopra, da NASA, o comandante da Soyuz, Yuri Malechenko, da agência espacial russa Roscosmos, e o engenheiro de voo Tim Peake, da ESA (Agência Espacial Europeia). Os três passaram 186 dias na Estação Espacial Internacional (ISS).

A tripulação completou a parte de estudos de biologia humana feitos a bordo da NASA sobre a saúde ocular, cognição, marcadores salivares e microbioma. Essas pesquisas abrangem, também, o potencial desenvolvimento de vacinas, com dados que podem ser relevantes no tratamento de pacientes que sofrem de doenças oculares, como o glaucoma. Em seu conjunto, os estudos ajudarão a NASA não apenas a preparar astronautas para viagens de longa duração, como também beneficiarão muitas pessoas na Terra.

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