O pouco que sabemos de Júpiter em décadas

jupiter3.jpgPor Ethevaldo Siqueira
22/08/2016 - Olhe para esta Grande Mancha Vermelha de Júpiter, sobre a qual pouca coisa se sabe. Dentro dela caberiam três planetas do tamanho da Terra e entre as poucas certezas sobre ela está a ocorrência de furacões com ventos de até 500 km/hora.

A sonda Juno, lançada pela NASA há cinco anos, no dia 5 de agosto de 2011, foi posta em órbita em torno de Júpiter em 4 de julho de 2016, para ampliar os conhecimentos acumulados sobre o planeta gigante gasoso.

Como um dos objetos mais luminosos no céu noturno, Júpiter tem encantado os seres humanos desde a antiguidade. Hoje, os cientistas acreditam que à medida que aumenta nosso conhecimento sobre o planeta torna-se mais fácil compreender as origens e a formação do Sistema Solar.

Uma das hipóteses mais aceitas por esses pesquisadores diz que Júpiter nem sempre esteve localizado onde está hoje, mas que se deslocou em todo o Sistema Solar em sua juventude, deflagrando a formação de Marte, influenciando a formação e o local onde se encontra atualmente o Cinturão de Asteróides, e muitos outros fatos mais.

pionner10.jpgNo início de 1970, os cientistas passaram a usar o que ia sendo revelado pelas missões espaciais para desvendar segredos do planeta, quando as sondas anteriores de Juno, Pioneer 10 e 11, foram lançadas. A dupla de naves espaciais alcançou o planeta no final de 1973 e início de 1974. Pela primeira vez, os cientistas puderam obter observações diretas e imagens em close-up de Júpiter, de suas luas e da misteriosa Grande Mancha Vermelha.

Ao lado, concepção artística da nave espacial Pioneer 10

Crédito: Nasa
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Show de fotos em 360 graus, a partir da Curiosity

curuosity_360.jpgEthevaldo Siqueira
15/08/2016 - Parece mágica, você clica sobre a foto e desloca a imagem para a esquerda ou para a direita, para cima ou para baixo, e vê tudo que está à volta do objeto central (aliás, tudo vira objeto central...).

https://www.360cities.net/image/mars-panorama-curiosity-solar-day-1421

 

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Há 40 anos eu cobria a chegada da sonda Viking 1

viking1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
25/07/2016 - A NASA divulgou novamente a foto recebida há 40 anos, no dia 20 de julho de 1976, logo após o pouso suave e bem sucedido da sonda Viking Orbiter 1. A imagem mostrava a superfície poeirenta e avermelhada do planeta. Outra sonda-irmã, a Viking Orbiter 2, recolhia uma abundância de imagens de alta resolução e dados científicos , abrindo caminho para que um dia seres humanos possam chegar a Marte.

Pude testemunhar na época, dois feitos extraordinários da conquista do espaço. Primeiro foi há 47 anos, no dia 20 de julho de 1969, quando o Estadão publicava um suplemento especial que eu havia preparado sobre a conquista da Lua. Sete anos depois, em 20 de julho de 1976, eu estava em Pasadena, Califórnia, no Jet Propulsion Laboratory, quando a NASA recebeu o sinal da sonda Viking Lander 1, de que havia pousado suavemente na superfície do planeta Marte.

A efeméride é essa: há quatro décadas, a humanidade registrava o primeiro pouso com sucesso um veículo na superfície de Marte. Já havia testemunhado, como jornalista duas outras missões históricas da conquista da Lua: a Apollo 11, de 20 de julho de 1969, e a dramática missão Apollo 13, em abril de 1970.

Espero poder acompanhar, ainda que à distância, a chegada dos primeiros seres humanos a Marte, por volta de 2030.

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Água do gelo que derreteu no Mar Ártico surpreende

agua_degelo_1.jpgEthevaldo Siqueira
20/07/2016 - O gelo do mar em todo o Oceano Ártico está diminuindo a níveis abaixo da média neste verão. A operação IceBridge, da NASA, que faz o levantamento aerogeofísico de gelo polar, acaba de concluir seu primeiro voo estudando as piscinas de água-marinha de água do derretimento na superfície do gelo que pode acelerar a fusão de todo o gelo do mar.

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Um show sob todos os aspectos: auroras jovianas

show_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
04/07/2016 - Veja as belas auroras no polo norte de Júpiter, nesta foto da NASA. Aliás, esse planeta é feito só de superlativos. A atmosfera de Júpiter é composta de 88 a 92% de hidrogênio e 8 a 12% de hélio, referentes a percentagem de volume ou fração de moléculas.
Esta composição muda quando descrita em termos de massa, considerando que uma molécula de hélio é cerca de quatro vezes mais massiva que uma de hidrogénio, 75% hidrogénio, 24% hélio e 1% composta por outros elementos.

O interior do planeta contém materiais mais densos, mudando a distribuição por massa para 71% hidrogénio, 24% hélio e 5% de outros elementos.

A atmosfera contém traços de metano, vapor de água, amônia, sílicas, carbono, etano, sulfeto de hidrogênio, néon, oxigênio, fosfina e enxofre. A parte externa da atmosfera contém cristais de amônia congelada. Através de testes usando infravermelho e ultravioleta, traços de benzeno e outros hidrocarbonetos também foram encontrados.

As proporções de hidrogênio e hélio em Júpiter são bastante similares à composição teorizada da nebulosa solar primordial. Porém, as regiões exteriores da atmosfera do planeta contém apenas 20 partes por milhão em massa de néon, 10% a do Sol.

A atmosfera jupiteriana também possui apenas 80% a abundância de hélio, em relação ao Sol. Um possível motivo é precipitação destes elementos em direção ao interior do planeta.[27] Em contrapartida, a abundância de gases inertes mais pesados na atmosfera de Júpiter é duas a três vezes a do Sol.

http://www.nasa.gov/feature/goddard/2016/hubble-captures-vivid-auroras-in-jupiter-s-atmosphere/

 

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A ISS passará sobre São Paulo hoje às 17:50

iss_sp.jpgEthevaldo Siqueira
30/06/2016 - Se mora na Grande São Paulo e gosta do assunto, fique atento ao relógio no final do dia, nesta quinta-feira, e olhe para a direção de 38 graus norte (N) no final desta tarde, exatamente às 5:50, e verá, durante 4 minutos. Você verá a Estação Espacial Internacional (ISS) surgir no horizonte sobre o norte (N) e deslocar-se como um planeta brilhante (maior brilho do que Vênus) e deslocar-se rapidamente até a altura máxima de 48 graus e descer até desaparecer em 12 graus Sudeste (SE).

Esperemos que o céu esteja bem claro, sem nuvens, como no entardecer dos últimos dias. Nós, paulistanos, poderemos ver esse curioso espetáculo.

Para receber informações sobre a Estação Espacial

Se você quer receber informações da NASA sobre o assunto, entre no site www.nasa.gov e coloque na janela de pesquisa o assunto "spot the station" – sem aspas. Preencha seus dados com nome da cidade em que vive e com e-mail em que deseja receber as informações. Hoje, por exemplo, eu recebi a seguinte mensagem do Spot the Station:

Time: Thu Jun 30 5:50 PM, Visible: 4 min, Max Height: 48°, Appears: 38° above N, Disappears: 12° above SE
Há explicações para várias situações, como abaixo, ao explicar porque a ISS é visível. Ou outras, como é o caso de cidades sobre onde a estação não é visível.

The space station is visible because it reflects the light of the Sun – the same reason we can see the Moon. However, unlike the Moon, the space station isn't bright enough to see during the day. It can only be seen when it is dawn or dusk at your location. As such, it can range from one sighting opportunity a month to several a week, since it has to be both dark where you are, and the space station has to happen to be going overhead.

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