China lança laboratório espacial Tiangong-2

tiangong-2a.jpgPor Ethevaldo Siqueira
16/09/2016 - A agência espacial chinesa lançou nesta quinta-feira, 15 de setembro de 2016, o laboratório espacial Tiangong-2 (que significa “Palácio Celestial” em mandarim), de 10,4 metros de comprimento e peso total de 8,6 toneladas métricas. O laboratório foi levado ao espaço por um foguete Longa Marcha 2F, a partir do Centro de Lançamento de Satélite de Jiuquan, no noroeste da China. O foguete decolou às 22:04 (hora de Beijing) ou 11:04 de Brasília.

 

A China se prepara para ter sua estação espacial própria, permanentemente tripulada, a partir de 2022. Seu primeiro laboratório espacial, o Tiangong-1, foi lançado ao espaço em setembro de 2011 e abrigou duas missões de astronautas até março deste ano. A partir de então foi desativado e, provavelmente vai cair de volta na Terra na segunda metade de 2017, segundo previsão das autoridades chinesas.

Crédito das fotos: China Manned Space Program

 

 

 

 

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Vídeo mostra tempestades na Islândia

video_islandia2.jpgEthevaldo Siqueira
20/09/2016 - Este vídeo já foi visto 2.387.222 vezes até esta terça-feira (20-09-2016). É uma impressionante audiência convenhamos. Seu autor é o fotógrafo e cinegrafista Henry Jun Wah Lee, do Evosia Studios, que filmaram as mais belas cenas de tempestades que eu já vi, num vídeo de apenas 5min40seg.

Para vê-lo, use, de preferência, a tela cheia. Se seu monitor for de padrão 4K, as imagens serão um show especial, porque ele foi filmado com essa resolução. Vale a pena assistir, clique aqui.

As palavras de apresentação a seguir são do autor, Henry J.W. Lee:

“Ôlho da Tempestade é a saga do inverno na Islândia. Nesse país, há muitos tipos de tempestades: de gelo, neve, chuva, areia, cinzas, magnéticas solares e mais.

As tempestades são agentes de mudança. Embora muitas vezes destrutivas e imprevisíveis, elas também demonstram o poder inexorável da natureza. Elas revelam a beleza da natureza e sua mão capaz de criar as paisagens que vemos hoje.

Ao filmar na Islândia entre fevereiro e março de 2014, eu tive sorte o suficiente para testemunhar e registrar o poder de uma explosão solar de classe X e a ejeção de massa coronal (da coroa solar) que atingiu nossa atmosfera. As auroras borais resultantes eram visões quase inacreditáveis, mesmo estando presentes e as vendo com meus próprios olhos. Curta o filme.

“Olho da Tempestade é a saga do inverno na Islândia. Nesse país, há muitos tipos de tempestades: de gelo, neve, chuva, areia, cinzas, magnéticas solares e mais.
As tempestades são agentes de mudança. Embora muitas vezes destrutivas e imprevisíveis, elas também demonstram o poder inexorável da natureza. Elas revelam a beleza da natureza e sua mão capaz de criar as paisagens que vemos hoje.

Ao filmar na Islândia entre fevereiro e março de 2014, eu tive sorte o suficiente para testemunhar e registrar o poder de uma explosão solar de classe X e a ejeção de massa coronal (da coroa solar) que atingiu nossa atmosfera. As auroras borais resultantes eram visões quase inacreditáveis, mesmo estando presentes e as vendo com meus próprios olhos.

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Marte talvez já tenha tido vida e seres inteligentes

marte_vida.jpgPor Ethevaldo Siqueira
14/09/2016 - Hoje, o planeta parece um deserto. Mas tem vales, montanhas, bacias, leitos de supostos lagos, como o da foto, formado pela lava vulcânica que escorria pelo canal que ainda restou. Sempre desconfiei que esse planeta, cujas condições habitáveis foram muito parecidas com as da Terra, já abrigou seres vivos e (talvez) inteligentes. Mas uma catástrofe nuclear ou um gigantesco acidente cósmico arrancou-lhe a maior parte de sua atmosfera – hoje muito menos densa do que a de nosso planeta. Mas isso é apenas uma teoria não comprovada.

Recebi ontem (13 de setembro de 2016) esta foto da NASA, que mostra uma parte do Lethe Vallis, um canal de escoamento que, há milhões de anos, segundo a NASA, também transportou lava.

A imagem foi captada às 15:16 (hora local de Marte) no dia 6 de maio de 2016, pela câmera ultra avançada, denominada Experimento de Imagens Científicas em Alta Resolução (cuja sigla em inglês é HiRISE), instalada no satélite que orbita Marte denominado Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA.

Outra pesquisa nesta área (Balme et al., 2011) descobriu um padrão de repetição de formas de dunas, como nesse canal e interpretadas como dunas fluviais, formadas pelo fluxo de água.

 

 

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A visão do prof. Setzer sobre vida extraterrestre

prof_setzer.jpg16/09/2016 - Escreve-nos o professor Valdemar Setzer, da USP, dando-nos sua opinião sobre a matéria "Marte talvez já tenha tido vida e seres inteligentes" (http://www.telequest.com.br/portal/index.php/destaque/6957-marte-talvez-ja-tenha-tido-vida-e-seres-inteligentes)

"Gostaria de comentar o seguinte. Por que essa obsessão com vida fora da Terra, especialmente inteligente?

Há busilhões de planetas fora do nosso. Se uma parte desse busilhão tivesse vida inteligente, uma parte dessa parte poderia ter sua vida inteligente dezenas de milhares de anos ou mesmo milhões de anos à nossa frente, pois esses tempos são nada perto da idade suposta para o universo. Pergunta puramente lógica: por que esses seres inteligentes não estão se comunicando conosco ou nos visitando? Resposta lógica: 1. Essa comunicação ou visita é impossível, ou 2. Nós somos os únicos seres inteligentes no universo.

Pois bem, agora vou responder minha pergunta inicial: essa obsessão é devida ao fato de que, do ponto de vista materialista ou fisicalista (só existe matéria e energia física atuando no universo), por uma questão de probabilidades é impossível que estejamos sós no universo. Há uma obsessão em se comprovar vida fora da Terra pois isso reforçaria a visão materialista do universo.

De um ponto de vista espiritualista, faz todo o sentido sermos os únicos seres vivos inteligentes no universo. Mas essa é uma longa história, envolvendo a cosmogonia e o sentido de nossa existência (que não tem sentido do ponto de vista materialista).

Curiosamente, o fato de jamais se ter descoberto sinais de seres vivos inteligentes além de nós leva a uma posição típica da mentalidade científica de hoje em dia: se não sabemos hoje, vamos saber amanhã. Isso ignora os limites impostos pela própria ciência, tanto na matemática quanto na física – a começar pelo fato de que não sabemos o que é um átomo (o elétron não é uma bolinha e não gira em torno do núcleo) e de que os resultados da própria metodologia científica de hoje levam ao desconhecimento, como o caso da energia e matéria escuras que constituiriam 95% do universo conhecido. Fora ainda o fato de as coincidências das constantes físicas serem altissimamente improváveis, isto é, até a existência da matéria (que não se sabe o que é, portanto os materialistas vivem em um prédio sem o andar térreo...), e ainda mais da vida, seriam fruto de um acaso enormemente absurdo".

Valdemar W. Setzer - Dept. of Computer Science, University of São Paulo
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer - please REPLY TO O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

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NASA prepara astronautas para ir a Marte em 2030

marte_2013.jpgPor Ethevaldo Siqueira
16/09/2016 -
A preparação dos seres humanos para fazer uma viagem que pode durar mais de um ano ao planeta Marte tem que começar com muita antecedência. Um dos desafios, segundo a NASA, é a capacidade dos astronautas para enfrentar meses de isolamento, quase sempre em ambiente hostis ou de condições extremas. Um projeto cuja sigla em inglês é ICE pode ser uma resposta a esses desafios. Uma das melhores maneiras de estudar tudo isso está aqui mesmo, na Terra, observando o que ocorre quando os astronautas passam vários meses no gelo da Antártica.

Veja a matéria divulgada pela NASA dia 13-09-2016 aqui

 

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Vídeo mostra a nave que estudará asteroide

video_osiris_rex2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
12/09/2016 - Assista ao vídeo da NASA que mostra o lançamento da nave OSIRIS-REx, na noite de quinta-feira, 8 de setembro de 2016, às 19:05 (hora da Flórida), no topo de um foguete Atlas V, que decolou da base do Cabo Canaveral, em direção ao Cinturão de Asteroides.

Será a primeira missão em que a humanidade envia uma nave espacial com o objetivo de fazer uma prova ou teste com asteroide, e retirar-lhe pelo menos 60 gramas de material da superfície de Bennu e trazê-lo para a Terra para estudos.

No nome OSIRIS-REx estão abreviados os objetivos em inglês do projeto (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer). Ou seja, em português: o estudo das origens dos asteroides, a interpretação da análise do espectro de material recolhido, o aprimoramento dos recursos de identificação da amostragem e a exploração da segurança do regolito (a camada de matéria solta sobre a rocha sólida).

A rigor, rigolito é uma camada de material heterogêneo e superficial, solta, que cobre uma rocha sólida. Ele inclui poeira, solo, rocha quebrada e outros materiais correlatos. Está presente na Terra, na Lua, em Marte, em alguns asteróides e outros planetas terrestres e luas.

Confira abaixo os objetivos do OSIRIS-REx, como explicados no texto em inglês pela NASA:

O - Origins
• Return and analyze a sample of a pristine carbon-rich asteroid to study the nature, history, and distribution of its minerals and organic material.

SI - Spectral Interpretation
• Define the global properties of a primitive carbon-rich asteroid to allow for direct comparison with existing ground-based telescopic data for all asteroids.

RI - Resource Identification
• Map the global properties, chemistry, mineralogy of a primitive carbon-rich asteroid to define its geologic and dynamic history and provide context for the returned sample.

S - Security
• Measure the Yarkovsky Effect on Bennu and learn which asteroid properties contribute to this effect.
The Yarkovsky Effect is the force caused by the emission of heat from a rotating asteroid that can change its orbit over time.

REx - Regolith Explorer
• Document the texture, morphology, geochemistry, and spectral properties of the regolith (surface material) at the sampling site.

https://www.youtube.com/watch?v=ULfQdFY9PQM

Saiba mais:
https://www.nasa.gov/press-release/nasa-s-osiris-rex-speeds-toward-asteroid-rendezvous/

http://www.nasa.gov/osiris-rex

 

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