Marte talvez já tenha tido vida e seres inteligentes

marte_vida.jpgPor Ethevaldo Siqueira
14/09/2016 - Hoje, o planeta parece um deserto. Mas tem vales, montanhas, bacias, leitos de supostos lagos, como o da foto, formado pela lava vulcânica que escorria pelo canal que ainda restou. Sempre desconfiei que esse planeta, cujas condições habitáveis foram muito parecidas com as da Terra, já abrigou seres vivos e (talvez) inteligentes. Mas uma catástrofe nuclear ou um gigantesco acidente cósmico arrancou-lhe a maior parte de sua atmosfera – hoje muito menos densa do que a de nosso planeta. Mas isso é apenas uma teoria não comprovada.

Recebi ontem (13 de setembro de 2016) esta foto da NASA, que mostra uma parte do Lethe Vallis, um canal de escoamento que, há milhões de anos, segundo a NASA, também transportou lava.

A imagem foi captada às 15:16 (hora local de Marte) no dia 6 de maio de 2016, pela câmera ultra avançada, denominada Experimento de Imagens Científicas em Alta Resolução (cuja sigla em inglês é HiRISE), instalada no satélite que orbita Marte denominado Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA.

Outra pesquisa nesta área (Balme et al., 2011) descobriu um padrão de repetição de formas de dunas, como nesse canal e interpretadas como dunas fluviais, formadas pelo fluxo de água.

 

 

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A visão do prof. Setzer sobre vida extraterrestre

prof_setzer.jpg16/09/2016 - Escreve-nos o professor Valdemar Setzer, da USP, dando-nos sua opinião sobre a matéria "Marte talvez já tenha tido vida e seres inteligentes" (http://www.telequest.com.br/portal/index.php/destaque/6957-marte-talvez-ja-tenha-tido-vida-e-seres-inteligentes)

"Gostaria de comentar o seguinte. Por que essa obsessão com vida fora da Terra, especialmente inteligente?

Há busilhões de planetas fora do nosso. Se uma parte desse busilhão tivesse vida inteligente, uma parte dessa parte poderia ter sua vida inteligente dezenas de milhares de anos ou mesmo milhões de anos à nossa frente, pois esses tempos são nada perto da idade suposta para o universo. Pergunta puramente lógica: por que esses seres inteligentes não estão se comunicando conosco ou nos visitando? Resposta lógica: 1. Essa comunicação ou visita é impossível, ou 2. Nós somos os únicos seres inteligentes no universo.

Pois bem, agora vou responder minha pergunta inicial: essa obsessão é devida ao fato de que, do ponto de vista materialista ou fisicalista (só existe matéria e energia física atuando no universo), por uma questão de probabilidades é impossível que estejamos sós no universo. Há uma obsessão em se comprovar vida fora da Terra pois isso reforçaria a visão materialista do universo.

De um ponto de vista espiritualista, faz todo o sentido sermos os únicos seres vivos inteligentes no universo. Mas essa é uma longa história, envolvendo a cosmogonia e o sentido de nossa existência (que não tem sentido do ponto de vista materialista).

Curiosamente, o fato de jamais se ter descoberto sinais de seres vivos inteligentes além de nós leva a uma posição típica da mentalidade científica de hoje em dia: se não sabemos hoje, vamos saber amanhã. Isso ignora os limites impostos pela própria ciência, tanto na matemática quanto na física – a começar pelo fato de que não sabemos o que é um átomo (o elétron não é uma bolinha e não gira em torno do núcleo) e de que os resultados da própria metodologia científica de hoje levam ao desconhecimento, como o caso da energia e matéria escuras que constituiriam 95% do universo conhecido. Fora ainda o fato de as coincidências das constantes físicas serem altissimamente improváveis, isto é, até a existência da matéria (que não se sabe o que é, portanto os materialistas vivem em um prédio sem o andar térreo...), e ainda mais da vida, seriam fruto de um acaso enormemente absurdo".

Valdemar W. Setzer - Dept. of Computer Science, University of São Paulo
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer - please REPLY TO O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

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NASA prepara astronautas para ir a Marte em 2030

marte_2013.jpgPor Ethevaldo Siqueira
16/09/2016 -
A preparação dos seres humanos para fazer uma viagem que pode durar mais de um ano ao planeta Marte tem que começar com muita antecedência. Um dos desafios, segundo a NASA, é a capacidade dos astronautas para enfrentar meses de isolamento, quase sempre em ambiente hostis ou de condições extremas. Um projeto cuja sigla em inglês é ICE pode ser uma resposta a esses desafios. Uma das melhores maneiras de estudar tudo isso está aqui mesmo, na Terra, observando o que ocorre quando os astronautas passam vários meses no gelo da Antártica.

Veja a matéria divulgada pela NASA dia 13-09-2016 aqui

 

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Vídeo mostra a nave que estudará asteroide

video_osiris_rex2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
12/09/2016 - Assista ao vídeo da NASA que mostra o lançamento da nave OSIRIS-REx, na noite de quinta-feira, 8 de setembro de 2016, às 19:05 (hora da Flórida), no topo de um foguete Atlas V, que decolou da base do Cabo Canaveral, em direção ao Cinturão de Asteroides.

Será a primeira missão em que a humanidade envia uma nave espacial com o objetivo de fazer uma prova ou teste com asteroide, e retirar-lhe pelo menos 60 gramas de material da superfície de Bennu e trazê-lo para a Terra para estudos.

No nome OSIRIS-REx estão abreviados os objetivos em inglês do projeto (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer). Ou seja, em português: o estudo das origens dos asteroides, a interpretação da análise do espectro de material recolhido, o aprimoramento dos recursos de identificação da amostragem e a exploração da segurança do regolito (a camada de matéria solta sobre a rocha sólida).

A rigor, rigolito é uma camada de material heterogêneo e superficial, solta, que cobre uma rocha sólida. Ele inclui poeira, solo, rocha quebrada e outros materiais correlatos. Está presente na Terra, na Lua, em Marte, em alguns asteróides e outros planetas terrestres e luas.

Confira abaixo os objetivos do OSIRIS-REx, como explicados no texto em inglês pela NASA:

O - Origins
• Return and analyze a sample of a pristine carbon-rich asteroid to study the nature, history, and distribution of its minerals and organic material.

SI - Spectral Interpretation
• Define the global properties of a primitive carbon-rich asteroid to allow for direct comparison with existing ground-based telescopic data for all asteroids.

RI - Resource Identification
• Map the global properties, chemistry, mineralogy of a primitive carbon-rich asteroid to define its geologic and dynamic history and provide context for the returned sample.

S - Security
• Measure the Yarkovsky Effect on Bennu and learn which asteroid properties contribute to this effect.
The Yarkovsky Effect is the force caused by the emission of heat from a rotating asteroid that can change its orbit over time.

REx - Regolith Explorer
• Document the texture, morphology, geochemistry, and spectral properties of the regolith (surface material) at the sampling site.

https://www.youtube.com/watch?v=ULfQdFY9PQM

Saiba mais:
https://www.nasa.gov/press-release/nasa-s-osiris-rex-speeds-toward-asteroid-rendezvous/

http://www.nasa.gov/osiris-rex

 

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O pouco que sabemos de Júpiter em décadas

jupiter3.jpgPor Ethevaldo Siqueira
22/08/2016 - Olhe para esta Grande Mancha Vermelha de Júpiter, sobre a qual pouca coisa se sabe. Dentro dela caberiam três planetas do tamanho da Terra e entre as poucas certezas sobre ela está a ocorrência de furacões com ventos de até 500 km/hora.

A sonda Juno, lançada pela NASA há cinco anos, no dia 5 de agosto de 2011, foi posta em órbita em torno de Júpiter em 4 de julho de 2016, para ampliar os conhecimentos acumulados sobre o planeta gigante gasoso.

Como um dos objetos mais luminosos no céu noturno, Júpiter tem encantado os seres humanos desde a antiguidade. Hoje, os cientistas acreditam que à medida que aumenta nosso conhecimento sobre o planeta torna-se mais fácil compreender as origens e a formação do Sistema Solar.

Uma das hipóteses mais aceitas por esses pesquisadores diz que Júpiter nem sempre esteve localizado onde está hoje, mas que se deslocou em todo o Sistema Solar em sua juventude, deflagrando a formação de Marte, influenciando a formação e o local onde se encontra atualmente o Cinturão de Asteróides, e muitos outros fatos mais.

pionner10.jpgNo início de 1970, os cientistas passaram a usar o que ia sendo revelado pelas missões espaciais para desvendar segredos do planeta, quando as sondas anteriores de Juno, Pioneer 10 e 11, foram lançadas. A dupla de naves espaciais alcançou o planeta no final de 1973 e início de 1974. Pela primeira vez, os cientistas puderam obter observações diretas e imagens em close-up de Júpiter, de suas luas e da misteriosa Grande Mancha Vermelha.

Ao lado, concepção artística da nave espacial Pioneer 10

Crédito: Nasa
Saiba mais aqui


 

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Show de fotos em 360 graus, a partir da Curiosity

curuosity_360.jpgEthevaldo Siqueira
15/08/2016 - Parece mágica, você clica sobre a foto e desloca a imagem para a esquerda ou para a direita, para cima ou para baixo, e vê tudo que está à volta do objeto central (aliás, tudo vira objeto central...).

https://www.360cities.net/image/mars-panorama-curiosity-solar-day-1421

 

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