Design generativo da Autodesk ajuda a viabilizar projeto de carros futuristas transformáveis da Hyundai Motor

"O que acontece se você combinar um carro com um robô?", perguntou John Suh, diretor-fundador do recém-anunciado New Horizons Studio. Para muitas pessoas, a resposta é simples: Transformers!

A capacidade segura do Hyundai Elevate ultimate mobility vehicle (UMV) de navegar em solo irregular proporciona a versatilidade necessária durante situações de resgate, como após um terremoto. Imagem cortesia da Hyundai.

A Hyundai Motor Group anunciou recentemente o desenvolvimento de uma nova unidade de negócios, o New Horizons Studio, centro de inovação localizado no Vale do Silício, Califórnia (EUA). A nova sede está trabalhando na construção do Ultimate Mobility Vehicles (UMVs), incluindo o projeto inaugural da montadora, o Hyundai Elevate, que teve o seu conceito apresentado durante a CES de 2019. Combinando robótica e tecnologia de locomoção sobre rodas, a ideia é desenvolver veículos apropriados para atravessar terrenos off-road com mobilidade sem precedentes.

Para isso, contam com software Autodesk de design generativo para agilizar e acelerar o processo de desenvolvimento de ideias de design desde o projeto à produção.

O Hyundai Elevate é um carro futurista que anda sobre rodas, mas também possui pernas robóticas. Trata-se de um veículo terrestre com aptidões de locomoção nunca vistos, capaz de enfrentar situações de direção desafiadoras. Os usos para esse veículo incluem necessidades de transporte terrestre irregular, exploração de superfície, emergências de busca e resgate, assim como eliminação dos obstáculos significativos de transporte que alguns indivíduos com deficiência de mobilidade enfrentam diariamente. A exemplo de usuários cadeirantes sem acesso a rampa, este veículo consegue se nivelar ao usuário e permitir o seu embarque sem complicações.

Casos de uso para o conceito Hyundai Elevate UMV incluem ajudar pessoas com desafios de mobilidade a navegar nas cidades. Imagem cortesia da Hyundai.

Com 150 anos de história, a indústria automotiva está passando por em um período de grandes mudanças e precisa inovar, uma vez que as regulamentações ambientais/climáticas estão mais rigorosas, startups de veículos elétricos (EV) revolucionam um mercado tão estabelecido e os hábitos de viagem pessoal também vão mudando. Estas são apenas algumas das forças que ditam a inovação entre as grandes montadoras. Os carros de hoje e de amanhã precisam se tornar mais versáteis e adaptáveis, mais inteligentes e seguros, mais eficientes em combustível e sustentáveis do que os carros de apenas alguns anos atrás.

Uma solução de mobilidade única apresenta desafios de design e engenharia extremamente difíceis. Uma das mais comuns é a busca interminável na indústria de transportes em criar peças mais leves e ao mesmo tempo mais fortes do que gerações passadas, envolvendo componentes semelhantes. Designers e engenheiros frequentemente olham para materiais futuristas, como espumas metálicas, fibra de carbono e novas ligas metálicas, juntamente a técnicas modernas de design, como o design generativo, para encontrar soluções.

Aplicações de design generativo usam inteligência artificial (IA) para explorar o máximo de resultados possíveis, gerando rapidamente alternativas de projeto para que o designer escolha o formato que melhor se adapta às suas necessidades. Ou seja, enquanto uma ideia é criada pelo especialista, um computador pode gerar milhares de novas opções junto a dados para provar quais projetos oferecem o melhor desempenho, considerando força, peso, custo, complexidade de fabricação e sustentabilidade claramente ilustradas no início do processo.

As ferramentas da Autodesk oferecem opções que permitem aos designers e engenheiros explorar o poder de computação quase ilimitado da nuvem para reduzir seu trabalho de análise, permitindo que o profissional possa se concentrar na criatividade e na inovação. Por isso, a Hyundai recorreu às soluções da Autodesk para desenvolver essa iniciativa.

John Suh, diretor fundador da New Horizons Studio, examina componentes do versátil protótipo Elevate que precisam ser extremamente fortes e leves

"O design generativo ajuda a mente humana a expandir o leque de possibilidades", diz John Suh, diretor fundador da New Horizons Studio na Hyundai. "Com a ajuda dessa tecnologia, um único designer ou engenheiro pode passar por dezenas ou centenas de interações de design diferentes. Por isso, ela permite que eles vejam coisas que ainda não tenham considerado e em conjunto podem resolver problemas complexos. O que quero dizer é que as pessoas ainda têm um papel muito importante a desempenhar na formação da direção do design. Sempre haverá a necessidade do olho humano, do coração e da alma como partes vitais do processo de design", conclui.

No caso do veículo-conceito Elevate, os motores elétricos de alto torque estão em cada junta das "pernas". Isso requer que os componentes estruturais sejam fortes e rígidos. Mas os requisitos de manuseio e carga de veículos exigem que eles e as rodas acionadas no motor, que são os "pés" do veículo, sejam leves. Para alcançar esses e outros objetivos, particularmente com a presença internacional da Hyundai, é obrigatório um instrumento de design e engenharia que facilite a compartilhamento entre equipes, empresas e continentes.

Uma ilustração de visão explodida do veículo Elevate mostra componentes que permitem que ele se transforme de um veículo de rolamento para aquele que anda.

Criar ferramentas para equipes modernas dessa natureza e aproveitar a nuvem e uma plataforma de dados comum para garantir que todos estejam na mesma página virtual: esses são os focos da plataforma Fusion 360 da Autodesk, desde sua criação, há mais de sete anos. As equipes podem explorar e economizar tempo, remover a frustração e manter detalhes de um projeto do início ao fim quando o compartilhamento de arquivos é perfeito e todos estão falando uma linguagem comum de design, engenharia e fabricação.

"Há mais de 10 anos, identificamos os pontos de dor, o retrabalho necessário e a perda de informações valiosas quando os projetos passam de uma fase para a outra e os arquivos associados não jogam bem nos ambientes heterogêneos que as organizações usam com frequência", diz Srinath Jonnalagadda, diretor-executivo de Design e Fabricação da Autodesk. "Criar uma plataforma de design e engenharia que ajude a remover esses obstáculos, ao mesmo tempo em que coloca recursos avançados, como ferramentas de design generativos na ponta dos dedos dos designers, tem sido nossa Estrela do Norte há uma década. O projeto Elevate é uma vitrine de como líderes como a Hyundai agora podem desfrutar dos frutos dessa visão".

O Hyundai Elevate ainda é apenas um protótipo em escala 5:1 neste momento, então resta saber o que virá deste fascinante e futurista projeto. De qualquer forma, uma coisa sabemos: envolto em trajes inspirados nos Transformers, ele é um exemplo das várias inovações possíveis por uma plataforma que quebra barreiras entre design, engenharia e fabricação; torna perfeita a ampla colaboração por meio da padronização de dados; e dá às equipes acesso a um novo processo de última geração, alimentado por nuvem: o design generativo.

Assista o vídeo no link: http://youtu.be/N6xrdx1sfaQ.

Sobre a Autodesk

Autodesk faz software para as pessoas que criam coisas. Se você já dirigiu um carro de alto desempenho, admirou arranha-céus imponentes, usou um smartphone ou assistiu a um bom filme com efeitos visuais, significa que você já experimentou o que milhões de clientes da Autodesk estão fazendo com o nosso software. A Autodesk lhe dá o poder de fazer qualquer coisa.

Para mais informações, visite autodesk.com ou siga @autodesk.

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Escala Richter, tecnologia para medir terremotos

Por Ethevaldo Siqueira, em 30-10-2020

O terremoto de magnitude 7, na escala Richter, que atingiu o Mar Egeu nesta sexta-feira, 30 de outubro, matou 19 pessoas e feriu mais de 700 na Turquia e na Grécia, segundo as autoridades locais. O terremoto ocorreu às 14h51, horário local (11h51 GMT), e foi um dos mais fortes dos últimos anos no mundo, tendo causado inundações e centenas de desabamentos.

Que significa um terremoto magnitude 7? Para entender essa classificação, é bom lembrar que a escala Richter é um sistema de medição elaborado por Charles Richter e Beno Gutenberg utilizado para quantificar a intensidade dos terremotos conforme a sua manifestação na superfície terrestre. Seu limite, teoricamente, não existe, mas é comum a convenção de que não haja terremotos que ultrapassem o grau 10.

Segundo as agências de notícias, pelo menos 14 pessoas morreram e 419 ficaram feridas depois que um poderoso terremoto no Mar Egeu derrubou prédios na cidade turca de Izmir e criou ondas no mar em pelo menos duas ilhas gregas.

Esse número de mortos deve aumentar, segundo as estimativas do prefeito de Izmir, em declarações à CNN Türk. Ele esclareceu que pelo menos 20 prédios desabaram na cidade. Izmir tem uma população de 4,5 milhões de pessoas e serve como porta de entrada para vários resorts de férias.

Para entender a escala Richter

Um terremoto de 8 graus na escala Richter é 10 vezes mais poderoso (ou destruidor) do que um de 7 graus na mesma escala. O de escala 7, por sua vez, é 10 vezes mais violento do que um de escala 6. A escala Richter classifica os terremotos por intensidade, numa escala logarítmica. Ela se inicia no grau zero e (teoricamente) ela é infinita. O mundo, no entanto, nunca registrou um terremoto igual ou superior a 10 graus na escala Richter.

Os terremotos mais violentos já registrados na história superaram o grau 9 na escala Richter. No Chile atingiu 9,2 graus nessa escala Richter. Em 1964, no Alasca, 9,5 graus. Com essas altíssimas magnitudes, podendo causar destruição total de lugares habitados, porém, no caso do Alasca, o sismo atingiu uma região pouco habitada. Já o terremoto no Chile, em 1960, atingiu uma área muito habitada, causando a morte de, aproximadamente, 5.700 pessoas, além de deixar mais de 2 milhões de feridos.

Risco de terremotos no Brasil

O Brasil não tem sido afetado por terremotos. Por quê? Do ponto de sua geologia, não ocorrem terremotos de grande intensidade, pelo fato de o País estar localizado no centro de uma placa tectônica — a Sul-Americana —, e os maiores abalos ocorrerem nas bordas das placas. Por analogia, as placas tectônicas lembram os desenhos do casco das tartarugas.

Embora possam ocorrer terremotos no Brasil, o país se localiza bem no centro da Placa Sul-Americana (ver gráfico), o que lhe assegura grande estabilidade. Em abril de 2018, um terremoto de magnitude 6,8 na escala Richter atingiu a Bolívia e seus efeitos foram sentidos no Brasil. Vários prédios em São Paulo e Brasília tiveram de ser evacuados, causando preocupação aos brasileiros, já que não estamos acostumados com os tremores.

No Brasil, os terremotos não ocorrem com intensidade, no entanto, ao contrário do que muitos pensam, o país não está totalmente isento desse fenômeno. As principais regiões afetadas por terremotos são aquelas localizadas próximas às bordas das placas tectônicas, onde há zonas de convergência, ou seja, encontro entre duas ou mais placas diferentes.

Apesar de o Brasil estar localizado bem no centro da Placa Sul-Americana, que atinge até 200 quilômetros de espessura, ocorrem eventuais terremotos causados por desgastes na placa tectônica. Estes, por sua vez, causam falhas geológicas. Além disso, é possível sentir as consequências de terremotos com epicentro em países da América Latina, principalmente no Chile.

O maior terremoto da história do Brasil foi registrado no Estado do Mato Grosso, em 1955, com a magnitude 6,6 graus na escala Richter. Em 1955, um terremoto de 6,3 graus atingiu o estado do Espírito Santo. No Ceará, foi registrado um terremoto de 5,2 graus na escala Richter, em 1980. Em 1983, um sismo de 5,5 graus atingiu o estado do Amazonas.

Placas tectônicas e terremotos

Como se sabe, a crosta terrestre é formada por placas tectônicas, que lembram os desenhos da casca de uma tartaruga. São porções da litosfera (a parte sólida do planeta) ou blocos semirrígidos que formam a crosta terrestre. O movimento dessas placas é constante, fazendo com que se afastem ou se aproximem umas das outras. O maior risco de terremotos está nas linhas limítrofes dessas placas.

Segundo a “teoria da tectônica de placas”, os terremotos são causados pelo movimento dessas partes da superfície terrestre. A maior do Brasil está sobre uma grande placa tectônica, o que dá uma estabilidade muito maior do que as partes que separam as placas — como em toda a costa leste das Américas, do Chile ao Alasca.

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Conheça o zeptossegundo, a menor unidade de tempo

Por Ethevaldo Siqueira, com Sven Grundmann

Os cientistas mediram a menor unidade de tempo de todos os tempos: ou seja, o tempo que uma partícula de luz leva para cruzar uma molécula de hidrogênio. E lhe deram o nome de zeptossegundo. Agora não há mais dúvida: os pesquisadores realmente captaram a emissão de elétrons dos átomos de hélio, medindo a minúscula quantidade de tempo que leva para que o elétron seja ejetado após o ataque do fóton.

Para medir o evento, foi necessário usar um equipamento chamado Attosecond Streak Camera, que consiste em dois lasers de diferentes tipos ou frequências de luz, em explosões extremamente curtas, conforme escreve Stewart Wills na “Optics and Photonics News”. Os pesquisadores direcionaram a câmera para um jato de hélio — um gás relativamente simples, constituído por átomos que têm apenas dois elétrons cada um.

Para medir esse fragmento de tempo, eles pegaram raios-X do Petra 3, um acelerador de partículas em Hamburgo, e observaram o tempo que o fóton (uma partícula de luz) leva para viajar de um átomo a outro.

Relembremos os submúltiplos do segundo:
• Décimo de segundo: Equivale a 0,1s (Um segundo dividido por 10);

• Centésimo de segundo: Equivale a 0,01s (Um segundo dividido por 100);

• Milésimo de segundo: Equivale a 0,001s (Um segundo dividido por 1000).

• Microssegundo é a unidade de tempo equivalente a um milionésimo de segundo, ou a 1000 nanossegundos ou ¹⁄₁ ₀₀₀ de um milissegundo. Seu símbolo é μs.

• O nanossegundo equivale a um bilionésimo de segundo, ou seja, ou 10⁻⁹ segundo. O termo combina o prefixo “nano” com a unidade básica por um sexagésimo de minuto.

• Picossegundo é a unidade de tempo que equivale à trilhonésima parte de um segundo, 10⁻¹² do segundo, e abrevia-se ps.

• Femtossegundo é a unidade de medida de tempo que corresponde a 10⁻¹⁵ segundos, ou seja, um quadrilionésimo de segundo.

Vamos aos exemplos práticos. Se você acha que um segundo passa rápido demais, imagine quão rápido será um nanossegundo, que é a bilionésima parte de um bilionésimo de segundo. Esclarecendo: um nanossegundo é uma fração expressa matematicamente por um zero, seguido de uma vírgula, mais 20 zeros e um 1: ou seja: (0,000 000 000 000 000 000 001 do segundo).

Finalmente, o zeptossegundo. Essa é a menor unidade de tempo já registrada (e medida) até hoje, à qual os cientistas deram o nome de zeptossegundo. Mas, para nós, simples mortais, o que pode ser medido em zeptossegundos? O físico Reinhard Dörner e seus colegas da Universidade Goethe em Frankfurt, na Alemanha, nos dão a resposta: o que pode ser medido nessa unidade é na luz.

Dörner e sua equipe conseguiram a façanha de calcular pela primeira vez o tempo que uma partícula de luz leva para atravessar uma molécula de hidrogênio (H2), que é, para sermos exatos, de 247 zeptossegundos, de acordo com os resultados de seu trabalho, publicado no dia 16 de outubro de 2020, na revista Science.

Fontes: BBC News Brasil, Wikipedia (em inglês), Science e MIT Technology Review.

(Imagem: © Sven Grundmann/Goethe University Frankfurt)

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O grafeno é 200 vezes mais forte do que o aço

grafeno.jpgPor Ethevaldo Siqueira
14/04/2020 - Há quatro anos entrevistei o cientista russo Andre Geim, Premio Nobel de Física de 2010, em companhia de outro russo, Konstantin Novoselov. Conversei com o grande cientista após a palestra que ele fez no dia 3 de março de 2016, na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), um dia após a inauguração do MackGraphe – Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias.

Como o mundo se prepara para desenvolver as pesquisas mais ambiciosas sobre o grafeno, volto a falar do grafeno uma das formas mais revolucionárias de apresentação do carbono, como elemento químico — como são as chamadas formas alotrópicas do carbono: grafite, nanotubos de carbono, carvão e diamante.

O grafeno é um material 200 vezes mais forte do que o aço, que se apresenta em folhas ou lâminas mais finas do que uma folha de papel. Mais ainda: é um condutor elétrico melhor do que o cobre. Embora seja formado de carbono, exatamente como outras formas alotrópicas desse elemento, o grafeno é um material bidimensional formado por lâminas de apenas um átomo de espessura, forte, leve, flexível, ótimo condutor de eletricidade e quase totalmente transparente.

Pesquisadores de todo o mundo utilizam o grafeno para aplicações e avanços em uma ampla variedade de setores. Com o grafeno será possível a produção de:

• Placas solares de 50 a 100 vezes mais eficiente

• Semicondutores de 50 a 100 vezes mais rápidos:

• De aviões até 70% mais leves

Com esse material, os cientistas esperam produzir telas de smartphones ou monitores de computadores que podem ser curvadas ou até dobráveis. Ou produzir as baterias do futuro, recarregáveis em apenas um décimo do tempo em comparação com as baterias atuais e com a capacidade de armazenamento 10 vezes maior.

Ele é tão vital para o futuro da tecnologia e da indústria que tem sido chamado de “mineral crítico ou estratégico” nos Estados Unidos e na União Europeia. Mas até agora poucas empresas em todo o mundo têm tido acesso aos recursos minerais exigidos para a produção de grafeno. E, pasmem, 70% desses suprimentos são controlados pela China.

Alguns investidores mais ambiciosos lançam projetos sofisticados nesse setor – na expectativa de seus resultados sejam altamente lucrativos exatamente como ocorreu com os minerais das chamadas “terras raras” há poucos anos. Exemplos desses elementos químicos são: Lantânio, Praseodímio, Cério, Neodímio, Promécio, Samário, Európio, Gadolínio, Térbio, Disprósio, Hólmio, Érbio, Túrbio, Itérbio e Lutécio.

andre-geim.jpgO denominação de grafeno foi proposta como uma combinação de grafite e o sufixo – eno, por Hanns-Peter Boehm, cientista que primeiro descreveu folhas de carbono em 1962. Na época em que foi isolado, muitos pesquisadores que estudavam nanotubos de carbono já estavam bem familiarizados com a composição, a estrutura e as propriedades do grafeno, que haviam sido calculadas décadas antes.

A combinação de familiaridade, propriedades extraordinárias e surpreendente facilidade de isolamento permitiu uma explosão nas pesquisas sobre o grafeno.

O Prêmio Nobel de Física de 2010 foi atribuído a Andre Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester por suas experiências inovadoras em relação ao grafeno.

Na foto, o cientista russo Andre Geim, Premio Nobel de Física de 2010 (à esquerda)

 

 

 

 

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Coronavírus não escapou de um laboratório

coronavirus_gi.jpgPor 
Jeanna Bryner, editora-chefe do portal LiveScience, com tradução de Ethevaldo Siqueira
07/04/2020 - À medida que o novo coronavírus — que causa o COVID-19 — se espalha por todo o mundo, com número de casos que já ultrapassam 284.000 em todo o mundo (nesta sexta-feira, 20 de março), a desinformação se espalha quase tão rapidamente quanto o vírus. Um mito persistente é que esse vírus, chamado SARS-CoV-2, tenha sido produzido por cientistas e escapou de um laboratório em Wuhan, China, onde o surto começou.

Uma nova análise do SARS-CoV-2 pode finalmente descartar essa última ideia. Um grupo de pesquisadores comparou o genoma desse novo coronavírus com os de sete outros coronavírus conhecidos por infectar seres humanos: SARS, MERS e SARS-CoV-2, que podem causar doenças graves; juntamente com HKU1, NL63, OC43 e 229E, que geralmente causam apenas sintomas leves.

Esses pesquisadores publicaram no dia 17 de março de 2020 na revista Nature Medicine: "Nossas análises mostram claramente que o SARS-CoV-2 não é uma construção de laboratório ou um vírus propositadamente manipulado".

Kristian Andersen, professor associado de imunologia e microbiologia da Scripps Research, e seus colegas analisaram o modelo genético das proteínas spike que se projetam da superfície do vírus. O coronavírus usa esses picos para agarrar as paredes externas das células de seu hospedeiro e depois entrar nessas células. Eles analisaram especificamente as sequências de genes responsáveis ​​por duas características principais dessas proteínas de pico: o agarrador, chamado domínio de ligação ao receptor, que se liga às células hospedeiras; e o chamado local de clivagem que permite que o vírus abra e entre nessas células.

Essa análise mostrou que a parte do gancho evoluiu para atingir “um receptor do lado de fora das células humanas chamado ACE2”, envolvido na regulação da pressão arterial. É tão eficaz na ligação às células humanas que os pesquisadores disseram que as proteínas spike eram o resultado da seleção natural e não da engenharia genética.

Eis o porquê: O SARS-CoV-2 está muito relacionado com o vírus que causa a síndrome respiratória aguda grave (SARS), que se espalhou pelo mundo há quase 20 anos. Os cientistas estudaram como o SARS-CoV difere do SARS-CoV-2 — com as várias mudanças-chave de letra no código genético. No entanto, em simulações de computador, as mutações no SARS-CoV-2 não parecem funcionar muito bem em ajudar o vírus a se ligar às células humanas.

Se os cientistas tivessem deliberadamente projetado e produzido este vírus, eles não teriam escolhido mutações que os modelos de computador sugerem que não iriam funcionar. Mas acontece que a natureza é mais inteligente que os cientistas, e o novo coronavírus encontrou uma maneira de mutar que era melhor — e completamente diferente — de qualquer coisa que os cientistas poderiam ter criado, o estudo descobriu.

Outra falha na teoria da “escapada do laboratório do mal”?  A estrutura molecular geral deste vírus é distinta dos coronavírus conhecidos e, em vez disso, mais se assemelha a vírus encontrados em morcegos e pangolins, que tinham sido pouco estudados e nunca conhecidos por causar qualquer dano aos humanos.

"Se alguém estivesse procurando projetar um novo coronavírus como um patógeno, teria construído a partir da espinha dorsal de um vírus conhecido por causar doenças", de acordo com uma declaração de Scripps.

De onde veio o vírus? O grupo de pesquisa apresentou dois cenários possíveis para a origem do SARS-CoV-2 em humanos. Um cenário segue as histórias de origem de alguns outros coronavírus recentes que causaram estragos em populações humanas. Nesse cenário, contraímos o vírus diretamente de um animal — civetas no caso de SARS e camelos no caso da síndrome respiratória do Oriente Médio (SM). No caso do SARS-CoV-2, os pesquisadores sugerem que o animal era um morcego, que transmitiu o vírus para outro animal intermediário (possivelmente um pangolin, alguns cientistas disseram) que trouxe o vírus para os humanos.

Nesse cenário possível, as características genéticas que tornam o novo coronavírus tão eficaz em infectar células humanas (seus poderes patogênicos) teriam sido desenvolvidas antes de saltar para humanos.

No outro cenário, essas características patogênicas só teriam evoluído depois que o vírus saltou de seu hospedeiro animal para humanos. Alguns coronavírus que se originaram em pangolins têm uma "estrutura de ganchos" (aquele domínio de ligação do receptor) semelhante ao do SARS-CoV-2. Dessa forma, um pangolin passou seu vírus direta ou indiretamente para um hospedeiro humano. Então, uma vez dentro de um hospedeiro humano, o vírus poderia ter evoluído para ter sua outra característica furtiva — o local do recorte que permite que ele facilmente penetre em células humanas.

Uma vez desenvolvida essa capacidade, disseram os pesquisadores, o coronavírus seria ainda mais capaz de se espalhar entre as pessoas — e completamente diferente  de qualquer coisa que os cientistas poderiam ter criado, o estudo descobriu.

Todos esses detalhes técnicos podem ajudar os cientistas a prever o futuro desta pandemia. Se o vírus entrou em células humanas de forma patogênica, isso aumenta a probabilidade de surtos futuros. O vírus ainda pode estar circulando na população animal e pode voltar a saltar para humanos, prontos para causar um surto. Mas as chances de surtos futuros são menores se o vírus primeiro entrar na população humana e, em seguida, evoluir as propriedades patogênicas, disseram os pesquisadores.

Matéria atualizada em 07/04/2020 às 10h48

Crédito: © Andriy Onufriyenko / Getty Images

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Aquecimento de 2 graus faz os corais perderem sua cor

coral_nyt.jpgPor Ethevaldo Siqueira
07/04/2020 - O jornal NYT sugere um documentário de 2017 sobre os recifes de coral são os tesouros do oceano, estruturas naturais coloridas e sofisticadas que proporcionam um lar sustentável a peixes tropicais e outros animais marinhos. O documentário de Jeff Orlowski lida com o preocupante fenômeno de rápido alastramento do "branqueamento de corais", no qual um aumento de dois graus na temperatura da água do mar está destruindo a maravilha natural dos recifes de todo o mundo. No filme, Orlowski chama a atenção urgente para uma crise subaquática, que pode ser facilmente ser ignorada pelas pessoas.

Uma cena de “Chasing Coral” / Crédito: Richard Vevers / Netflix

Saiba mais aqui (se for assinante do NYT)

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