Não é uma bota, mas um cometa ainda sem cauda

bota2.jpgEthevaldo Siqueira
14/08/2014 - Imagine que a sonda Rosetta caça, fotografa e estuda cometas. Um exemplo é o encontro da espaçonave (que, em inglês, se diz: spacecraft's rendez-vous) com o cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko aqui fotografada pelo equipamento OSIRIS, da nave, de uma distância de 1.950 quilômetros.

Veja, no núcleo a pequena coma ou cabeleira do cometa – que tende a crescer à medida que ele se aproxima o Sol.

Rosetta é uma missão conduzida pela Agência Espacial Europeia (ESA), com participação de nações-membros da

Crédito da Imagem:
ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM

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A Península Ibérica vista à noite da estação especial

peninsula_iberica2.jpgEthevaldo Siqueira
14/08/2014 – Um dos astronautas da Estação Espacial viu esta cena pela janela na noite de 26 de julho e não resistiu à tentação de fotografar a Península Ibérica. Estamos diante de um mapa poético desenhado com luzes douradas.

Vejam que a foto cobre Espanha, Portugal, Andorra, parte do sudeste a França, o estreito de Gibraltar e um pedaço de Marrocos. Procure identificar a luminosidade maior de cidades como Madri, Barcelona, Sevilha e outras.

Crédito da Imagem: NASA

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CTI Renato Archer investe em Energia Fotovoltaica

cti_archer.jpg08/08/2014 - O CTI Renato Archer, de Campinas/SP, inaugurou na 6ª feira, (8) o Laboratório de Energia Fotovoltaica 'Richard Louis Anderson', voltado à pesquisa e desenvolvimento de módulos fotovoltaicos customizados - estruturas com células que transformam a energia solar em energia elétrica. A inauguração contou com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz.

O laboratório foi construído e equipado com um total de R$ 2,5 milhões em recursos do Ministério, via Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O objetivo é incentivar P&D na cadeia de produção de energia fotovoltaica no País. É o primeiro laboratório desse tipo em funcionamento dentro de uma instituição federal.

"A questão energética é um paradigma mundial. O Brasil é um país que tem condições muito favoráveis para diversificar a matriz, aproveitar todo o potencial da energia solar e dar estabilidade e segurança aos consumidores. Ter um laboratório como esse em Campinas implica em gerar renda, emprego e um efeito multiplicador de qualificação das pessoas para o trabalho em atividades cada vez mais intensivas em conhecimento", disse o ministro durante a visita.

O laboratório irá desenvolver soluções customizadas com o objetivo de integrar módulos fotovoltaicos em diferentes aplicações, como por exemplo, em edificações. Nesse tipo de aplicação, o módulo fotovoltaico é um elemento multifuncional da construção, pois, além de produzir energia, também desempenha funções arquitetônicas, seja na forma de telhado, brise, fachada etc, e onde a estética do módulo é um fator importante. A customização pode ser obtida através de formatos específicos dos módulos e com diferentes graus de transparência. Também podem ser criados padrões estéticos a partir da disposição e cores das células fotovoltaicas dentro do módulo.

cti2.jpg"Nosso foco é atender nichos de mercado, desenvolvendo soluções específicas, pesquisando novos materiais e processos de encapsulamento. O laboratório irá desempenhar um importante papel na divulgação da tecnologia fotovoltaica entre arquitetos e engenheiros civis. Será uma contribuição do CTI para alavancar o mercado fotovoltaico no Brasil", explica o pesquisador Homero Schneider, que coordena o laboratório. Com 250 metros quadrados de área, o laboratório terá como função criar protótipos que posteriormente os clientes poderão produzir em escala industrial. Também poderão ser produzidas pequenas séries de módulos customizados para projetos específicos.

Segundo Schneider, as pesquisas na área têm aplicações diversas. "Mas diferentemente da utilização de módulos fotovoltaicos padrão, no qual a aplicação precisa ser adequada ao módulo, com a customização o módulo pode ser adequado à aplicação", esclarece.

A iniciativa está inserida no contexto do Complexo Tecnológico Educacional (CTE) –formado pelo CTI Renato Archer, Fundação de Apoio à Capacitação em Tecnologia da Informação (FACTI), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), em Campinas.

Convênio entre o CTI Renato Archer e o IFSP

Nesta 6ª feira também acontecerá a cessão de Terreno pelo CTI ao IFSP, visando a construção de instalações, e a cessão de salas do CTI para atividades do instituto. Desde 2011, o CTI Renato Archer mantém com o Instituto Federal São Paulo convênio para cumprir a determinação do Ministério da Educação de estabelecer cursos de ensino técnico e superior do Governo Federal em Campinas.

Na primeira fase do projeto, em junho de 2013, começou a ser oferecido o curso de "Análise e Desenvolvimento de Sistemas" (ADS) nas próprias dependências do CTI, no bairro dos Amarais. Após um ano de operação, o curso ADS já alcançou uma procura de 90 candidatos por vaga, comparável à das melhores faculdades do país. "O compartilhamento do mesmo espaço por duas instituições públicas é uma forma muito eficiente de otimizar recursos públicos e promover a sinergia entre a formação de recursos humanos de alta qualidade e o desenvolvimento de inovações para o setor produtivo e sociedade em geral", afirma Victor Mammana, diretor presidente do CTI Renato Archer.

Foto: Victor Mammana, diretor presidente do CTI Renato Archer e Clelio Campolina Diniz, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação

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O que é o ebola, e quais os riscos desta epidemia

ebola.jpgFelipe Ventura, Gizmodo
05/08/2014 - Durante meses, a terrível epidemia de ebola devastou centenas de vidas na África. Ainda assim, ela estava contida em apenas três países. No entanto, um americano infectado foi transportado para os EUA, e outra será levada em seguida. É a primeira vez que o país – e o continente americano – recebem alguém com o vírus. E de propósito! Teve gente com medo, teve gente indignada – mas contrair o vírus é mais difícil do que você imagina.


A febre ebola é bastante letal se você a contrair: nesta epidemia mais recente, 55% dos infectados morreram. E não há cura, apenas vacinas e soros experimentais. Isso pode assustar, mas a chance do ebola se espalhar – seja nos EUA, seja no Brasil – é tão incrivelmente baixa que isso é quase uma impossibilidade.
Ainda preocupado? Então vamos dar uma olhada em como o ebola se espalha, e na tecnologia existente para impedir isso.

O que é ebola


A febre hemorrágica ebola é uma doença causada pelo vírus ebola. Ela causa sintomas como febre, dor de cabeça, dores nas articulações, perda de apetite, dificuldade em respirar e inflamação na garganta. Nos estágios avançados, é comum haver diarreia, vômitos e sangramentos internos.
A doença apareceu pela primeira vez em 1976, no Sudão e no atual Congo, em uma vila próxima ao rio Ebola – daí seu nome. Acredita-se que o vírus foi transmitido à população humana por morcegos-da-fruta, após contato direto de pessoas com o sangue, secreções ou órgãos de animais infectados.

Como o vírus ebola é transmitido


Ao contrário do vírus da gripe, o ebola não sobrevive bem fora do corpo. Ele só pode se espalhar através do contato direto com fluidos corporais, geralmente sangue ou fezes – algo que a maioria das pessoas tende a evitar. O ebola também não é contagioso durante o período de incubação, que dura 21 dias. Ou seja, você só pode pegar o vírus de pessoas que já aparentam estar doentes. Sim, os sintomas são vagos e semelhantes à gripe, mas enquanto você evitar o tipo errado de contato com alguém que esteja visivelmente doente, não haverá problemas.


Como o ebola só pode ser transmitido dessa forma, as pessoas com maior risco de contrair a doença são funcionários de hospital e os familiares de pacientes. De fato, vários médicos e enfermeiros na África ficaram doentes após cuidarem de pacientes de ebola. (Profissionais de saúde na região vêm abandonando postos de trabalho por medo da doença.) Mas os EUA têm instalações e equipamentos avançados para proteger os funcionários, então levar dois pacientes representa um risco mínimo.

Por que aconteceu uma nova epidemia na África

ebola_2.jpgA OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que, desde fevereiro, o ebola já matou 729 pessoas na África e infectou outras 1.323, especialmente em Guiné, Libéria e Serra Leoa. A doença nunca matou tantas pessoas antes, e acredita-se que práticas sociais e culturais estão ajudando a propagar o vírus.

Em geral, as pessoas infectadas se recusam a procurar ajuda médica para o ebola – os hospitais não têm funcionários o bastante para cuidar dos pacientes – e preferem recorrer a curandeiros. Quando chegam ao hospital, os pacientes geralmente já estão em estágio avançado da doença – na qual a taxa de mortalidade chega a 90% – e raramente saem vivos, aumentando a desconfiança quanto ao tratamento.

Pior: a tradição para sepultar os mortos nessas comunidades envolve tocar no defunto ou banhá-lo, ajudando a doença a se propagar. Médicos recomendam que os familiares não cuidem da pessoa infectada, e não sigam essa tradição caso ela venha a falecer, mas os habitantes não confiam neles.

Na verdade, algumas comunidades acreditam que a doença é transmitida pelos médicos que chegam à região para ajudar.

O que está sendo feito para conter a epidemia

Como explica o New York Times, "a única maneira de conter o surto é isolar cada paciente infectado, rastrear todos os seus contatos, isolar os que ficarem doentes e repetir o processo até que, finalmente, não haja mais casos".

A Libéria fechou a maior parte das suas fronteiras por terra, e diz que testará todos os passageiros do aeroporto internacional de Monróvia por sinais da doença. O país também fechou as escolas, colocou os funcionários públicos não-essenciais em licença compulsória de 30 dias e pediu o envio de forças de segurança para combater o surto.

Serra Leoa, por sua vez, decretou estado de emergência: prometeu colocar os epicentros da doença em quarentena, e vai revistar casas para encontrar pessoas infectadas. Libéria, Serra Leoa e Guiné fecharam o acesso a suas fronteiras em comum – são países vizinhos.

A Nigéria só teve uma fatalidade (um americano que trabalhava na Libéria), mas também está se prevenindo: vai analisar passageiros vindos dos países sofrendo com a epidemia. As companhias aéreas Asky e Arik Air suspenderam os voos de e para Serra Leoa e Libéria, enquanto a Emirates suspendeu seus voos para a Guiné.

Entidades internacionais também vão ajudar. A OMS anunciou um plano de US$ 100 milhões para levar mais médicos e suprimentos à região afetada. Os EUA vão enviar pelo menos 50 especialistas em saúde pública para a região.

Como transportar um paciente com ebola


ebola_3.jpgNa semana passada, um avião fretado do CDC – Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA – voou com destino à Libéria, onde ele foi buscar os americanos. Este não é um jato comum: o Gulfstream III está equipado com um Sistema Aeromédico de Contenção Biológica, uma tenda que isola o paciente do resto da tripulação de voo. Ele é assim:

O jato consegue viajar dos EUA até a África em apenas 12 horas com uma equipe médica grande para cuidar do paciente. A tenda tem pressão negativa para evitar que patógenos invadam a cabine. É um dos meios de transporte mais seguros para doenças tão preocupantes como o ebola. (Nossos amigos do Jalopnik fizeram uma análise em profundidade do avião.)

Como isolar o paciente no hospital

O Dr. Kent Brantly foi o primeiro paciente com ebola a chegar aos EUA: neste sábado, ele foi transferido para o Hospital da Universidade Emory, em Atlanta. (O CDC também está sediado em Atlanta.) Nesta terça-feira, a missionária Nancy Writebol – também infectada – será levada ao país.
De acordo com o Wall Street Journal, Emory tem uma das quatro unidades de isolamento em os EUA especialmente equipadas para lidar com pacientes de alto risco. A unidade também é separada do restante do hospital, para minimizar o alastramento da doença.

Vale lembrar novamente que o ebola é transmitido através de fluidos corporais, e não pelo ar. Por isso, os funcionários de saúde não precisam usar trajes hazmat, aqueles feitos para proteger contra materiais perigosos. Eles devem, no entanto, usar um traje impermeável, máscara, óculos protetores e luvas. Após o uso, esse material é queimado.


A unidade de isolamento em Emory também previne que organismos patogênicos se espalhem pelo ar: ela usa pressão negativa para impedir que o vírus escape. O local já foi usado para tratar a SARS e, nos EUA, zero pessoas morreram por causa do vírus.


E no Brasil?


Levar pacientes com ebola aos EUA é um processo controlado e contido. Mas será que alguém poderia levar o ebola para outros países sem saber? E se isso acontecer, o que fazer?

A infectologista Otília Lupi diz ao Fantástico, da Rede Globo, que "tem uma chance grande da gente ter casos" no Brasil, mas descarta uma epidemia: "a gente não precisa ficar tão assustado assim".


Médicos da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio, dizem que nossa rede de prevenção e contenção de epidemias está entre as melhores do mundo. Lupi diz que "a gente tem uma estrutura que é capaz de vencer esse desafio", e lembra mais uma vez: o vírus requer contato físico para se propagar – o contágio não acontece pelo ar.


Na África, sem uma infraestrutura adequada, a situação é realmente assustadora. O continente não consegue lidar sozinho com a epidemia, e o estigma contra funcionários de saúde dificulta ainda mais o tratamento de pacientes. Será necessário um esforço contínuo para conter o ebola mais uma vez.


Fotos por CDC, UNICEF Guinea/Flickr, European Commission DG ECHO/Flickr e CDC
http://gizmodo.uol.com.br/epidemia-ebola/

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Há 50 anos, a primeira foto da Lua feita pelos EUA

foto_lua2.jpgEthevaldo Siqueira
04/07/2014 - Esta foto da Lua foi feita às 13:09 (hora universal, ou 10:09, hora de Brasília) do dia 31 de julho de 1964 pela sonda Ranger 7, quando faltavam 17 minutos para que a espaçonave se chocasse com a superfície lunar. Foi a primeira foto da Lua feita por uma espaçonave norte-americana.

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US$ 150 milhões por uma viagem à Lua

lua.jpgEthevaldo Siqueira
25/06/2014 - Preço da passagem de ida e volta Terra-Lua-Terra com uma escala na Estação Espacial Internacional: US$ 150 milhões (R$ 345 milhões).

A primeira viagem deverá acontecer no começo de 2017, segundo a empresa de turismo espacial responsável, a americana Space Adventures. Seu presidente, Tom Shelley, informa que os dois primeiros e corajosos milionários já se inscreveram e concordaram em pagar essa fortuna. A notícia foi publicada pela MIT Technological Review, reproduzida no dia 24 pelo portal www.space.com, em matéria de sua correspondente Olga Yazhgunovich, da Voz da Rússia, publicação de Moscou.


Os dois turistas espaciais – cujos nomes não foram divulgados – ganharão um bônus adicional de uma visita de um dia à Estação Espacial Internacional, monitorados pelos pilotos da nave russa Soyuz. O custo da passagem inclui ainda treinamento especializado no Centro de Controle de Missão na Russia Star City. A duração total da viagem Terra-Lua-Terra será de 17 dias.

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