Buraco de ozônio encolheu em 2013

29/10/2013 - O buraco de ozônio que se forma cada ano na estratosfera, sobre a Antártica, encolheu um pouquinho em 2013 em relação às últimas décadas, segundo dados de satélites da NASA (foto).

Fenômeno sazonal que começa a formar-se durante a primavera na Antártica (por volta de agosto ou setembro), o buraco de ozônio alcançou 21 milhões de quilômetros quadrados, nos meses de setembro e outubro de 2013, o que significa uma leve redução de sua área – mas que ainda equivale a quase três vezes a área do Brasil. É bom lembrar que esse buraco chegou ao recorde de 24,9 milhões de km quadrados em 1992.

É uma novidade surpreendente, pois o buraco de ozônio sobre a Antártica só aumentava na estratosfera, nas últimas décadas e agora, em 2013, encolhe um pouquinho, segundo dados de satélites da NASA.

A NASA ainda não explicação sobre essa redução do tamanho do buraco de ozônio, mas admite que o mundo está reduzindo os fatores que causavam o a destruição da camada de ozônio que existe na estratosfera sobre a Antártica.
Como se sabe, a principal causa dessa destruição são os gases CFCs, ou clorofluorcarbono, que, felizmente, são cada dia menos utilizados em sistemas de refrigeração e nos aerossóis. Esses gases sobem até à estratosfera e se combinam quimicamente com o ozônio.

A camada de ozônio sobre a Terra funciona como uma espécie de "escudo protetor" para o planeta, pois absorve cerca de 98% da radiação ultravioleta de alta frequência emitida pelo Sol. Sem esta camada a vida humana em nosso planeta seria praticamente impossível de existir.
Vamos torcer para que a humanidade tenha mais cuidado com essa camada de ozônio, Milton.

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Amazonas 4A sobe ainda em 2013

foto_Ariane5.jpg29/10/2013 - Será lançado ainda este ano o satélite Amazonas 4A, da operadora espanhola Hispasat, para cobrir toda a América Latina, a Península Ibérica e o Norte da África, para prover ampla gama de serviços de TV e os mais diversos serviços de telecomunicações.

O satélite, fabricado pela Orbital Sciences Corp., pesa 6.200 kg e vai ser posicionado em 61 graus W, na órbita geoestacionária. Seu lançamento será feito pelo foguete Ariane 5, que já está sendo preparado para receber não apenas o Amazonas 4A, mas, também, o satélite Astra 5B, da operadora SES, baseada em Luxemburgo.


O Astra 5B, que pesa 5.800 kg, vai ser posicionado a 31,5 graus E, para prestar serviços de TV direct-to-home, direct-to-cable e para alimentar redes terrestres de televisão europeias, para operadora SES, baseada em Luxemburgo.


Na foto, o foguete Ariane 5 em fase de montagem no edifício do Spaceport de Kourou, na Guiana Francesa, para seu último lançamento de 2013, antes de receber os dois satélites passageiros, Amazonas 4A e Astra 5B. Será o lançamento de número 216 (Flight VA216), desde que a Arianespace iniciou suas operações em 1979.

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Satélite Gaia fará mapa da galáxia em 3D

Gaia_sasa.jpg25/10/2013 - Gaia é o satélite europeu que vai fazer o primeiro mapa tridimensional (3D) da Via Lactea. Ele vai girar em torno do Sol, num ponto muito especial, chamado ponto de Lagrange L2. Desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA) e construído pela Astrium, o satélite Gaia, além de produzir o mapa mais completo em 3D de nossa galáxia, tem como objetivos complementares identificar sua formação, a evolução e composição.

O Gaia, que pesa 2.030 kg e já está na Guiana Francesa, na base de lançamentos de Kourou, para ser posto em órbita nos próximos dias, por um foguete russo Soyuz, no voo VS06.


O matemático ítalo-francês, Joseph Louis de Lagrange, foi quem calculou quatro pontos entre o Sol e a Terra, em que a gravitação pode alcançar o equilíbrio. As ciências espaciais têm preferência pelo ponto L2, localizado na parte exterior da órbita terrestre ao longo de uma linha reta que une a Terra e o Sol. Neste ponto está localizado e instalado desde 2001 a sonda da NASA WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe), cuja missão é estudar o espaço profundo e medir diferenças de temperatura que se observam na radiação cósmica de fundo em micro-ondas, supostamente remanescentes do Big Bang.


Nesse ponto L2 ficarão, além do Gaia, o sucessor do Telescópio Espacial Hubble (chamado Telescópio Espacial James Webb). O ponto L2 é instável. Por isso, é necessário ajustar a escala orbital a cada 23 dias para que o satélite retorne ao ponto de equilíbrio.

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Riscos do lixo espacial aumenta a cada dia

SpaceJunk.jpgEthevaldo Siqueira
11/10/2013  – O exemplo mais recente dos riscos que ele representa foi a queda na semana passada, do Satélite de Pesquisa de Alta Atmosfera (UARS, na sigla em inglês), com mais de 5,5 toneladas, no Pacífico Sul, na madrugada de sábado, dia 24, segundo a Nasa.

Existem também as colisões de satélites no espaço, como a que ocorreu no dia 10 de fevereiro de 2009, entre o Iridium 33 com o Kosmos 2251, à velocidade de 28.800 km/hora. O resultado foram milhares de pedaços dos satélites, que se espalharam numa órbita situada a 789 km de altitude. Imagine o perigo que esses milhares de objetos e detritos representam para as futuras espaçonaves e astronautas. E existem outros riscos de queda de satélites na Terra. Estima-se que o seu total supere 20 mil objetos de diversos tamanhos, entre os quais, uma escova de dentes de um astronauta que fazia um passeio espacial fora da Estação Espacial ISS, dezenas de parafusos, restos de foguetes e mais de 5 mil satélites artificiais.

Dos 5000 satélites, mais de 4.500 estão inativos, mortos e que poderão cair sobre nosso planeta, especialmente aqueles de órbita baixa, isto é, abaixo de 600 km. Muitos desses satélites se queimarão totalmente ao entrar na atmosfera à velocidade de quase 28 mil km/por hora. Os maiores, entretanto, não se destroem totalmente e podem cair em áreas habitadas. Felizmente, até agora não aconteceu nenhum acidente mais grave com a queda de satélites. Um dos casos que mobilizou a atenção do mundo foi a queda da primeira estação espacial Skylab, em 1979, na parte ocidental da Austrália, numa zona rural, matando uma vaca.

O mundo tem sofrido mais com os meteoros, como o que caiu como uma imensa bola de fogo e feriu centenas de pessoas, no começo em fevereiro deste ano, na pequena cidade russa de Chelyabinsk, nos Montes Urais.

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EUA privatizam as atividades espaciais

Cygnus.jpg23/09/2013 - Pela segunda vez, o reabastecimento da Estação Espacial International (ISS, sigla de International Space Station), está sendo feito por um cargueiro construído e operado por uma empresa privada, a serviço da NASA, a agência espacial norte-americana. A nave transportadora Cygnus, lançada pelo foguete Antares na quarta-feira, 18, da base de lançamento de Wallops, da NASA, no Estado da Virgínia, às 10h58, hora local, e acoplou-se no domingo à ISS. Ela transporta cerca de 600 kg de carga, incluindo roupa e alimentos, destinados à tripulação da Expedição 37

O viagem da Cygnus é feita em caráter de demonstração. Se tudo correr bem, o veículo de carga se qualifica para lançamentos futuros. Desenvolvida pela empresa privada Orbital Sciences Corp. & Thales Alenia Space, a Cygnus faz parte do programa de privatização e terceirização do transporte de suprimentos e materiais para a ISS, de responsabilidade da NASA.

A empresa americana SpaceX tornou-se em abril de 2012 a a primeira companhia privada a levar com sucesso suprimentos para a ISS. Até então, esse serviço era feito apenas por naves das próprias agências estatais. Com a aposentadoria da frota de ônibus espaciais da NASA, em 2011, esse trabalho passou a ser feito tanto pela nave russa Soyuz quanto por empresas privadas norte-americanas.


O Cygnus e outros projetos espaciais indicam claramente a tendência de privatização das atividades espaciais. Diversas empresas privadas já se dedicam ao setor, a começar do chamado turismo espacial, com empresas como a Virgin Galactic e a XCOR Aerospace. Além dessas, há empresas que têm sido tradicionais fornecedoras das NASA, como a Lockheed Martin e a Boeing. Outra empresa privada, a SpaceX desenvolve foguetes reutilizáveis.


O bilionário Richard Branson, dono da Virgin Galactic, constrói no Estado do Novo México, o spaceport, para uso das naves de turismo espacial.

Tudo isso se tornou possível, em grande parte, pela disponibilidade de profissionais liberados pela NASA, após os sucessivos cortes de verbas públicas dos últimos 10 anos. Essas novas empresas já contam com pessoal qualificado. A grande maioria deles são profissionais altamente experientes que deixaram a NASA.

Os cortes orçamentários determinaram a demissão 9.000 empregados da agência, desde 2005 até hoje. Desse modo, ficou ainda mais fácil para as empresas privadas escolher os mais competentes.


A mesma tendência de privatização ocorre na Rússia e no Cazaquistão também, tanto assim que esses dois países planejam converter o Centro Espacial de Baikonur em uma empresa binacional, ou seja, uma joint venture, com maioria de capitais russos. Segundo o diretor da Kazcosmos (agência espacial do Cazaquistão), Talgat Musabyev, seu país se dispõe a trabalhar em conjunto não apenas com a Rússia, mas, também, com outros países.


O Centro Espacial de Baikonur, no Cazaquistão, foi a primeira base espacial e ainda é a maior do mundo nessa área. Utilizado atualmente pela Rússia para muitos lançamentos espaciais, Baikonur está alugado à Rússia até o ano 2050. A Rússia, no entanto, planeja concentrar futuramente a maioria de seus voos nas novas instalações de lançamentos espaciais do Cosmódromo de Vostochny, que deverá entrar em operação em 2015. Apenas 11% dos lançamentos deverão permanecer em Baikonur.


Vostochny, que está situado no extremo leste da Sibéria, será utilizado inicialmente para o lançamento de naves não tripuladas e satélites. Os voos tripulados só serão operados nessa base a partir de 2018. Essa base espacial de Vostochny deverá ser transformada em empresa mista, com 70% de capitais russos, tão logo ela entre em operação.

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Um satélite na barriga da mamãe

jato_L1011.jpg28/06/2013 - Veja que interessante a Imagem do Dia da NASA de hoje, que mostra, na barriga de um jato L-1011, um foguete Pegasus XL de Ciências Orbitais, que transporta em seu topo um espectrógrafo ultra-sofisticado, para ser posto em órbita a partir da estratosfera.

O nome do espectrógrafo-satélite é IRIS (sigla de Interface Region Imaging Spectrograph). Ele gira em torno da Terra em órbita baixa (menor do que 600 quilômetros da superfície terrestre). O lançamento ocorreu ontem, 27.

Qual é a missão do IRIS? Esse espectrógrafo irá analisar como a matéria solar se movimenta, concentra energia e aumenta sua temperatura, à medida que se desloca numa região pouco conhecida da baixa atmosfera do Sol. Essa região está situada entre a fotosfera solar e a corona e, possivelmente, seja responsável pelo fornecimento da energia que eleva a temperatura da superfície solar a milhões de graus centígrados, bem como pelo chamado vento solar.

Foto: VAFB/Chris Wiant/NASA

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