Riscos do lixo espacial aumenta a cada dia

SpaceJunk.jpgEthevaldo Siqueira
11/10/2013  – O exemplo mais recente dos riscos que ele representa foi a queda na semana passada, do Satélite de Pesquisa de Alta Atmosfera (UARS, na sigla em inglês), com mais de 5,5 toneladas, no Pacífico Sul, na madrugada de sábado, dia 24, segundo a Nasa.

Existem também as colisões de satélites no espaço, como a que ocorreu no dia 10 de fevereiro de 2009, entre o Iridium 33 com o Kosmos 2251, à velocidade de 28.800 km/hora. O resultado foram milhares de pedaços dos satélites, que se espalharam numa órbita situada a 789 km de altitude. Imagine o perigo que esses milhares de objetos e detritos representam para as futuras espaçonaves e astronautas. E existem outros riscos de queda de satélites na Terra. Estima-se que o seu total supere 20 mil objetos de diversos tamanhos, entre os quais, uma escova de dentes de um astronauta que fazia um passeio espacial fora da Estação Espacial ISS, dezenas de parafusos, restos de foguetes e mais de 5 mil satélites artificiais.

Dos 5000 satélites, mais de 4.500 estão inativos, mortos e que poderão cair sobre nosso planeta, especialmente aqueles de órbita baixa, isto é, abaixo de 600 km. Muitos desses satélites se queimarão totalmente ao entrar na atmosfera à velocidade de quase 28 mil km/por hora. Os maiores, entretanto, não se destroem totalmente e podem cair em áreas habitadas. Felizmente, até agora não aconteceu nenhum acidente mais grave com a queda de satélites. Um dos casos que mobilizou a atenção do mundo foi a queda da primeira estação espacial Skylab, em 1979, na parte ocidental da Austrália, numa zona rural, matando uma vaca.

O mundo tem sofrido mais com os meteoros, como o que caiu como uma imensa bola de fogo e feriu centenas de pessoas, no começo em fevereiro deste ano, na pequena cidade russa de Chelyabinsk, nos Montes Urais.

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EUA privatizam as atividades espaciais

Cygnus.jpg23/09/2013 - Pela segunda vez, o reabastecimento da Estação Espacial International (ISS, sigla de International Space Station), está sendo feito por um cargueiro construído e operado por uma empresa privada, a serviço da NASA, a agência espacial norte-americana. A nave transportadora Cygnus, lançada pelo foguete Antares na quarta-feira, 18, da base de lançamento de Wallops, da NASA, no Estado da Virgínia, às 10h58, hora local, e acoplou-se no domingo à ISS. Ela transporta cerca de 600 kg de carga, incluindo roupa e alimentos, destinados à tripulação da Expedição 37

O viagem da Cygnus é feita em caráter de demonstração. Se tudo correr bem, o veículo de carga se qualifica para lançamentos futuros. Desenvolvida pela empresa privada Orbital Sciences Corp. & Thales Alenia Space, a Cygnus faz parte do programa de privatização e terceirização do transporte de suprimentos e materiais para a ISS, de responsabilidade da NASA.

A empresa americana SpaceX tornou-se em abril de 2012 a a primeira companhia privada a levar com sucesso suprimentos para a ISS. Até então, esse serviço era feito apenas por naves das próprias agências estatais. Com a aposentadoria da frota de ônibus espaciais da NASA, em 2011, esse trabalho passou a ser feito tanto pela nave russa Soyuz quanto por empresas privadas norte-americanas.


O Cygnus e outros projetos espaciais indicam claramente a tendência de privatização das atividades espaciais. Diversas empresas privadas já se dedicam ao setor, a começar do chamado turismo espacial, com empresas como a Virgin Galactic e a XCOR Aerospace. Além dessas, há empresas que têm sido tradicionais fornecedoras das NASA, como a Lockheed Martin e a Boeing. Outra empresa privada, a SpaceX desenvolve foguetes reutilizáveis.


O bilionário Richard Branson, dono da Virgin Galactic, constrói no Estado do Novo México, o spaceport, para uso das naves de turismo espacial.

Tudo isso se tornou possível, em grande parte, pela disponibilidade de profissionais liberados pela NASA, após os sucessivos cortes de verbas públicas dos últimos 10 anos. Essas novas empresas já contam com pessoal qualificado. A grande maioria deles são profissionais altamente experientes que deixaram a NASA.

Os cortes orçamentários determinaram a demissão 9.000 empregados da agência, desde 2005 até hoje. Desse modo, ficou ainda mais fácil para as empresas privadas escolher os mais competentes.


A mesma tendência de privatização ocorre na Rússia e no Cazaquistão também, tanto assim que esses dois países planejam converter o Centro Espacial de Baikonur em uma empresa binacional, ou seja, uma joint venture, com maioria de capitais russos. Segundo o diretor da Kazcosmos (agência espacial do Cazaquistão), Talgat Musabyev, seu país se dispõe a trabalhar em conjunto não apenas com a Rússia, mas, também, com outros países.


O Centro Espacial de Baikonur, no Cazaquistão, foi a primeira base espacial e ainda é a maior do mundo nessa área. Utilizado atualmente pela Rússia para muitos lançamentos espaciais, Baikonur está alugado à Rússia até o ano 2050. A Rússia, no entanto, planeja concentrar futuramente a maioria de seus voos nas novas instalações de lançamentos espaciais do Cosmódromo de Vostochny, que deverá entrar em operação em 2015. Apenas 11% dos lançamentos deverão permanecer em Baikonur.


Vostochny, que está situado no extremo leste da Sibéria, será utilizado inicialmente para o lançamento de naves não tripuladas e satélites. Os voos tripulados só serão operados nessa base a partir de 2018. Essa base espacial de Vostochny deverá ser transformada em empresa mista, com 70% de capitais russos, tão logo ela entre em operação.

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Um satélite na barriga da mamãe

jato_L1011.jpg28/06/2013 - Veja que interessante a Imagem do Dia da NASA de hoje, que mostra, na barriga de um jato L-1011, um foguete Pegasus XL de Ciências Orbitais, que transporta em seu topo um espectrógrafo ultra-sofisticado, para ser posto em órbita a partir da estratosfera.

O nome do espectrógrafo-satélite é IRIS (sigla de Interface Region Imaging Spectrograph). Ele gira em torno da Terra em órbita baixa (menor do que 600 quilômetros da superfície terrestre). O lançamento ocorreu ontem, 27.

Qual é a missão do IRIS? Esse espectrógrafo irá analisar como a matéria solar se movimenta, concentra energia e aumenta sua temperatura, à medida que se desloca numa região pouco conhecida da baixa atmosfera do Sol. Essa região está situada entre a fotosfera solar e a corona e, possivelmente, seja responsável pelo fornecimento da energia que eleva a temperatura da superfície solar a milhões de graus centígrados, bem como pelo chamado vento solar.

Foto: VAFB/Chris Wiant/NASA

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Saudade de Baikonur

baikonur2.jpg02/06/2013 - Assistir ao lançamento de um satélite de telecomunicações é uma experiência inesquecível. Em meu trabalho profissional pude testemunhar algumas dezenas desse lançamento – no Cabo Canaveral, na Guiana Francesa ou no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Gostaria de voltar a esta última base, onde a antiga União Soviética, inaugurou a era espacial, em 1957, com o primeiro Sputnik. Estive lá 20 anos depois, em 1977, e no final dos anos 1990. É um dos lugares mais frios que já visitei. No verão, a temperatura estava perto de zero grau C. Mas vale a pena conhecer.

Estrela gêmea do Sol

CoRoT_1.jpg30/05/2013 - Uma estrela gêmea do Sol, assim denominada pelos astrônomos, é aquela que tem aproximadamente a mesma massa e composição química do nosso Sol.

Astrônomos brasileiros e estrangeiros acabam de anunciar a descoberta de uma dessas estrelas gemeas, a CoRoT Sol 1. É atualmente a estrela gêmea mais distante na nossa Galáxia e tem uma idade aproximada de 6,7 bilhões de anos.

"Até o momento, estrelas com características similares à do sol foram encontradas somente na vizinhança solar", conta o professor José Dias do Nascimento Júnior, do Departamento de Física Teórica e Experimental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e líder da equipe de astrônomos. O professor Jorge Meléndez, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da USP, também integra a equipe. Sua participação foi essencial na determinação das abundâncias químicas de alguns elementos da estrela CoRoT Sol 1.

Queima de resíduos pode ajudar a fabricar nanomateriais

queima_residuos.jpg24/05/2013 - Gases gerados na queima de bagaço de cana, resíduos de milho, pneus e PET foram usados para fabricar nanotubos

Os gases emitidos pela queima do bagaço de cana de açúcar, resíduos de milho, pneus velhos inservíveis e garrafas PET pós uso podem ser utilizados na fabricação de nanotubos de carbono, como mostra estudo realizado pelo físico Joner de Oliveira Alves, na Escola Politécnica da USP. Testes realizados em laboratório mostraram que, dentre esses quatro resíduos testados, os gases resultantes da queima do bagaço de cana apresentaram os melhores resultados, gerando nanotubos em um volume maior e com mais pureza. A queima de resíduos de milho apresentou resultados parecidos com os obtidos com o bagaço; já com o pneu e o PET, os resultados foram um pouco inferiores.

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