Um satélite na barriga da mamãe

jato_L1011.jpg28/06/2013 - Veja que interessante a Imagem do Dia da NASA de hoje, que mostra, na barriga de um jato L-1011, um foguete Pegasus XL de Ciências Orbitais, que transporta em seu topo um espectrógrafo ultra-sofisticado, para ser posto em órbita a partir da estratosfera.

O nome do espectrógrafo-satélite é IRIS (sigla de Interface Region Imaging Spectrograph). Ele gira em torno da Terra em órbita baixa (menor do que 600 quilômetros da superfície terrestre). O lançamento ocorreu ontem, 27.

Qual é a missão do IRIS? Esse espectrógrafo irá analisar como a matéria solar se movimenta, concentra energia e aumenta sua temperatura, à medida que se desloca numa região pouco conhecida da baixa atmosfera do Sol. Essa região está situada entre a fotosfera solar e a corona e, possivelmente, seja responsável pelo fornecimento da energia que eleva a temperatura da superfície solar a milhões de graus centígrados, bem como pelo chamado vento solar.

Foto: VAFB/Chris Wiant/NASA

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Saudade de Baikonur

baikonur2.jpg02/06/2013 - Assistir ao lançamento de um satélite de telecomunicações é uma experiência inesquecível. Em meu trabalho profissional pude testemunhar algumas dezenas desse lançamento – no Cabo Canaveral, na Guiana Francesa ou no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Gostaria de voltar a esta última base, onde a antiga União Soviética, inaugurou a era espacial, em 1957, com o primeiro Sputnik. Estive lá 20 anos depois, em 1977, e no final dos anos 1990. É um dos lugares mais frios que já visitei. No verão, a temperatura estava perto de zero grau C. Mas vale a pena conhecer.

Estrela gêmea do Sol

CoRoT_1.jpg30/05/2013 - Uma estrela gêmea do Sol, assim denominada pelos astrônomos, é aquela que tem aproximadamente a mesma massa e composição química do nosso Sol.

Astrônomos brasileiros e estrangeiros acabam de anunciar a descoberta de uma dessas estrelas gemeas, a CoRoT Sol 1. É atualmente a estrela gêmea mais distante na nossa Galáxia e tem uma idade aproximada de 6,7 bilhões de anos.

"Até o momento, estrelas com características similares à do sol foram encontradas somente na vizinhança solar", conta o professor José Dias do Nascimento Júnior, do Departamento de Física Teórica e Experimental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e líder da equipe de astrônomos. O professor Jorge Meléndez, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da USP, também integra a equipe. Sua participação foi essencial na determinação das abundâncias químicas de alguns elementos da estrela CoRoT Sol 1.

Queima de resíduos pode ajudar a fabricar nanomateriais

queima_residuos.jpg24/05/2013 - Gases gerados na queima de bagaço de cana, resíduos de milho, pneus e PET foram usados para fabricar nanotubos

Os gases emitidos pela queima do bagaço de cana de açúcar, resíduos de milho, pneus velhos inservíveis e garrafas PET pós uso podem ser utilizados na fabricação de nanotubos de carbono, como mostra estudo realizado pelo físico Joner de Oliveira Alves, na Escola Politécnica da USP. Testes realizados em laboratório mostraram que, dentre esses quatro resíduos testados, os gases resultantes da queima do bagaço de cana apresentaram os melhores resultados, gerando nanotubos em um volume maior e com mais pureza. A queima de resíduos de milho apresentou resultados parecidos com os obtidos com o bagaço; já com o pneu e o PET, os resultados foram um pouco inferiores.

NASA refaz contrato com russos

Roscosmos.jpeg01/05/2013 - A NASA assinou um adendo de US$ 424 milhões em seu contrato com Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos) para serviços completos de transporte de tripulação para a Estação Espacial Internacional (ISS) em 2016 e serviços de resgate até junho de 2017.

Essa alteração no contrato vai assegurar a continuidade da presença dos Estados Unidos na estação, enquanto a NASA estimula provedores de voos comerciais de baixa órbita que possam assumir essas operações a custos compensadores.

A agência espacial norte-americana diz estar comprometida em lançar astronautas em espaçonaves domésticas o mais rapidamente possível. As previsões atuais apontam para 2017. Para isso, entretanto, precisa de aprovação integral de seu orçamento para 2014. A agência russa também trabalha para expandir sua frota de naves da série Soyuz nos próximos três anos.

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