A beleza do universo visto pelas lentes do Hubble

hubble_beleza.jpgEthevaldo Siqueira, Direto da Nasa para a CBN
27/06/2015 - Como em um vasto tapete cintilante de jovens estrelas que emergem para a vida nestas imagens do aglomerado estelar Westerlund 2 captadas pelo Hubble e divulgadas pela Nasa para celebrar os 25 anos do telescópio especial, lançado ao espaço no dia 24 de abril de 1990. Graças à sua contribuição, a humanidade passou a ter uma nova visão da grandeza, da complexidade e da beleza do Universo.

"Nem mesmo as pessoas mais otimistas com quem você conversasse em 1990 poderiam prever que o Hubble fosse capaz de reescrever quase tudo que se continha em nossos manuais até aquela data no campo da Astrofísica e da Ciência Planetária" – disse Charlie Bolden, administrador geral da Nasa e piloto da missão no ônibus espacial que pôs o Hubble em órbita. "Um quarto de século mais tarde, o Hubble mudou literalmente o entendimento humano do Universo e o nosso lugar nele."
Os resultados científicos do Hubble têm sido incomensuráveis. Eles nos mostraram o Universo como nunca havíamos imaginado.

"O Hubble mudou o curso da ciência com suas descobertas e nos mostrou em profundidade a beleza do Universo" – disse John Grunsfeld, astronauta do Hubble e administrador associado da sede da diretoria da Missão Científica da Nasa, em Washington.
É claro que, além do Hubble, outros telescópios e observatórios espaciais ampliaram as descobertas e ajudaram os astrônomos a pintar um novo quadro do Sistema Solar e multiplicar por mil o alcance de nossa visão pelo Universo adentro, nos últimos 25 anos. Entre eles, os grandes observatórios Chandra, Spitzer e o Compton Ray Observatory (já fora de órbita).

Projetado, inicialmente, para determinar o ritmo de expansão do Universo, descobrir as galáxias mais distantes e investigar a natureza dos buracos negros, o Hubble passou a pesquisar quase todas as fronteiras do espaço profundo, a aceleração da taxa de expansão, a aparente ligação entre a massa da galáxia e a massa do buraco negro central da Via Láctea, a formação da galáxia logo após o Big Bang, os estranhos eventos de transição no espaço e a química e a habitabilidade potencial dos planetas que orbitam as estrelas.

Outro tema associado aos 25 anos do Hubble é exatamente o projeto de seu sucessor o Telescópio Espacial James Webb (JMST, sigla em inglês de James Webb Space Telescope, que deverá ser lançado em 2018.

Crédito: NASA/ESA

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Restos da supernova 1987A imitam uma flor

supernova_flor3.jpgEthevaldo Siqueira, Direto da Nasa para a CBN
22/05/2015 - Esta foto do Telescópio Espacial Hubble mostra o que restou da Supernova 1987A ainda em expansão e a desabrochar. O anel brilhante, aqui iluminado pelas ondas de choque da explosão, é formado de material ejetado pela estrela antes de sua detonação. Esses remanescentes da 1987A estão localizados a 166.000 anos-luz da Terra, na Grande Nuvem de Magalhães. A luz da explosão que criou os remanescentes iluminou os céus da Terra em 1987.

O estudo pormenorizado dos dados dessa supernova foi feito a partir dos dados fornecidos pelo satélite NuSAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array), cujo objetivo principal é pesquisar em profundidade os maiores buracos negros, cuja massa pode chegar a um bilhão de vezes a massa do Sol. Além desse objetivo, o NuSTAR visa mostrar como as partículas são aceleradas e atingem 99% da velocidade da luz em galáxias ativas, e ainda esclarecer como os elementos são criados nas explosões das supernovas e seus restos remanescentes.

O destaque de dados à direita na foto do NuSTAR revela o mistério sobre como as estrelas massivas explodem. As observações indicam que as supernovas pertencentes ao Tipo II explodem e se desintegram de um modo estranho, desequilibrado, em que o núcleo da estrela é expelido em uma direção, e o material ejetado predominantemente noutra direção.

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A beleza intrigante do vulcão Etna visto da ISS

etna_vulcao.jpgEthevaldo Siqueira, Direto da Nasa para a CBN
18/05/2015 - Este é o vulcão Etna, com a cobertura de neve de suas encostas que se derrete à medida que a primavera avança. A foto, diferente e intrigante, foi feita há pouco mais de uma semana, pelo astronauta Scott Kelly, da Nasa, que está na Estação Espacial Internacional (ISS).

O Etna é um vulcão ativo situado entre as províncias de Catânia e Messina, na Sicília. Scott lembrou, em mensagem pelas redes sociais, que a primeira erupção desse vulcão ocorreu há 500 mil anos, mas que ele continua em atividade até hoje. Sua última erupção foi em agosto de 2014.

Scott Kelly comentou ainda que o Monte Etna é o mais alto vulcão ativo da Europa. E disse: "Seu apelido na Itália é Bela Montanha. Visto daqui da Estação Espacial, é realmente é lindo".
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Crédito: Nasa/ISS/Scott Kelly

 

 

 

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Um passeio por Júpiter, o planeta das tempestades

saturno_passeio.jpgEthevaldo Siqueira
23/04/2015 – Júpiter é um planeta turbulento, com ventos acima de 500 km/hora, como você poderá conferir no vídeo abaixo, que faz parte do material especial divulgador pela Nasa para as comemorações de seus 25 anos.
 Se você gosta de Astronomia, não deixe de acessar o site interativo especial do Hubble, que apresenta nesta semana uma seleção de fotos feitas por esse telescópio espacial. A Nasa e outras grandes agências espaciais tornaram muito mais fácil e acessível o conhecimento do Sistema Solar ou a simples atualização de nossas informações sobre o Universo.

Veja o caso de Júpiter, planeta do qual já falamos aqui. Ele é o maior do Sistema Solar: equivale a mais de 1.300 vezes o tamanho da Terra. É o quinto planeta, na sequência dos mais próximos aos mais distantes do Sol, depois de Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e do Cinturão de Asteroides.
Júpiter está situado à distância de 778 milhões de quilômetros do Sol. Essa distância pode ser expressa, também, em Unidades Astronômicas. Sua distância do Sol é de 5,2 AU (Unidades Astronômicas ou Astronomical Units). Uma AU equivale à distância entre a Terra e o Sol, que é da ordem de 150 milhões de km. Júpiter tem 62 satélites conhecidos. O mais recente deles foi descoberto em 2003. Os quatro maiores são: Io, Europa, Ganimede e Calisto – também chamados de satélites galileanos, porque foram descobertos pelo astrônomo italiano Galieu, em 1610.

O formato desse planeta é de uma esfera muito achatada nos polos: seu diâmetro equatorial é de 143 mil quilômetros, enquanto seu diâmetro polar é de 133,7 mil km. Esse planeta gira em torno de seu eixo com grande rapidez. Seu dia dura apenas 10 horas. O ano joviano (de Júpiter) – tempo que o planeta leva para dar uma volta em torno do Sol – dura 4.333 anos terrestres.
Júpiter tem diversos tipos de manchas. A maior delas é a Grande Mancha Vermelha, que é uma área de tempestades violentas (com ventos de mais de 500 km/hora). Essa mancha poderia abrigar quase três planetas do tamanho da Terra. Observe, na foto, aquela mancha preta: é a sombra do satélite Io que passa diante do Sol e do planeta.

Júpiter também tem um sistema de anéis, que é, na realidade, quase invisível, descoberto em 1979 pela missão Voyager 2. Aliás, muitas outras missões da Nasa visitaram o planeta. A próxima será a da sonda Juno que já está a caminho e alcançará o planeta em 2016.
Júpiter é um planeta de baixa densidade ou, na linguagem popular, um planeta balofo, por que é predominantemente gasoso. Sua atmosfera é constituída de hidrogênio e hélio. Júpiter não tem uma crosta ou superfície sólida, por ser formado, predominantemente, por gases. Embora seja 1.300 vezes maior do que a Terra, sua massa equivale a apenas 318 vezes a de nosso planeta. No seu interior, entretanto, há um núcleo sólido do tamanho da Terra.

Sua gravidade é de 2,5 g – i.e., 2,5 vezes maior do que a da Terra. Se pudesse ficar de pé sobre a superfície de Júpiter, um homem de 100 kg, pesaria 250 kg. 
O planeta não tem condições para sustentar seres vivos – como os conhecemos. Entretanto, na crosta de seus maiores satélites há oceanos que podem ter dado origem a diversas formas de vida.

Clique agora no link abaixo e explore todos os recursos de um vídeo altamente didático de Júpiter, no site do próprio telescópio espacial. Vá clicando nos destaques que representam os capítulos da coluna lateral (highlights) e faça um verdadeiro curso sobre esse grande planeta.

Crédito: NASA/JPL/Hubble

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Hubble fotografa o perfil lateral de uma galáxia

hubble_lateral.jpgEthevaldo Siqueira
05/04/2015 - O Telescópio Espacial Hubble mostra nesta imagem uma visão lateral ou de perfil da galáxia espiral NGC 5023. Neste ângulo de visão não é possível ver seus braços espirais, mas pode ser visto e admirado o elegante perfil de seu disco.

 

A NGC 5023 se encontra a 30 milhões de anos-luz da Terra e faz parte do grupo M51 de galáxias. A mais brilhante delas neste grupo é a Messier 51, chamada de Galáxia do Redemoinho (Whirlpool Galaxy), que tem sido fotografada com frequência pelo Hubble. Saiba mais aqui.

 

Visão lateral da galáxia espiral NGC 5023
Crédito: European Space Agency (ESA)/Nasa

 

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Como explicar estas gigantescas explosões solares?

explosoes2.jpgEthevaldo Siqueira
23/01/2015 - Os cientistas e pesquisadores da NASA tentam há anos compreender em profundidade quais são os fatores responsáveis pelas gigantescas explosões na atmosfera do Sol, como esta erupção solar ocorrida em 14 de outubro de 2012, registrada pelo Observatório de Dinâmica Solar.

Foto: NASA/SDO/Amari

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