Entre 1.030 exoplanetas, um sósia da Terra

comparisonwithearth.jpgEthevaldo Siqueira, Direto da NASA para a CBN
26/07/2015 - A missão Kepler da Nasa já confirmou a existência de 1.030 planetas fora de nosso Sistema Solar (exoplanetas), sendo o último deles o Kepler 452-b, o primeiro com dimensões próximas das da Terra na chamada zona habitável de uma estrela parecida com nosso Sol. A Nasa diz que esse planeta é "um primo, maior e mais velho do que a Terra". Na ilustração (uma concepção artística), a comparação entre a Terra e o Kepler 452-b, à direita, cujo diâmetro é 60% maior que o de nosso planeta.

Esta descoberta e a apresentação de 11 outros novos pequenos planetas candidatos da zona habitável constituem um marco na busca de uma "outra Terra", segundo a Nasa. Até aqui, o recém descoberto Kepler-452b é o menor planeta a girar em torno de uma estrela na zona habitável – que é a área em torno de uma estrela cujo planeta pode abrigar água em estado líquido em sua superfície, e essa estrela seja do tipo G2, como o Sol.

Crédito: Nasa/JPL
Saiba mais: http://www.nasa.gov/press-release/nasa-kepler-mission-discovers-bigger-older-cousin-to-earth

 

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Satélite fotografa face da Terra 100% iluminada

terra_iluminada.jpgEthevaldo Siqueira, Direto da NASA para a CBN
23/07/2015 - Uma das tarefas mais difíceis é fotografar uma face da Terra totalmente ensolarada pelo Sol. Quase sempre resta uma pequena faixa de sombra a leste ou a oeste ou num dos polos. As câmeras fotográficas científicas do satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory) conseguiram essa façanha, ao fazer esta foto de nosso planeta, visto a 1,6 milhão de quilômetros, no dia 6 de julho de 2015, que mostra a face ensolarada do planeta.

A geração de imagens coloridas é feita pela combinação de três imagens separadas, da Câmera de Captação de Imagens Policromáticas da Terra (que tem a sigla EPIC, do inglês Earth Polychromatic Imaging Camera), para criar uma imagem final de qualidade fotográfica. Na realidade, a câmera faz uma série de 10 imagens, com o uso de diferentes filtros de banda estreita – que vão do ultravioleta ao infravermelho – para produzir uma variedade de produtos de padrão científico. Os canais vermelho, verde e azul foram utilizados para produzir a foto da Terra que ilustra esta notícia.

Crédito: Nasa

Mais informações sobre o satélite DSCOVR, acesse o link:

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Sonda faz passagem histórica por Plutão

plutao_historia1.jpgEthevaldo Siqueira, dirato da Nasa para a CBN
13/07/2015 - Quem quiser poderá testemunhar a partir das 8:49 da manhã (hora de Brasília) desta terça-feira (14 de julho) um momento histórico da conquista do espaço: a passagem da sonda New Horizons a apenas 12.800 km de Plutão, pode ser comparada a um voo rasante (ou Fly-By) em termos astronômicos. Basta acessar em seu computador o site da agência espacial norte-americana (www.nasa.gov) e selecionar Nasa TV.

No momento em que a sonda estiver passando tão próximo de Plutão (Fly-By, na linguagem dos astrônomos), a sonda estará voando a uma velocidade de 49.600 km/hora. Mesmo com essa rapidez, a New Horizons fotografará e filmará a face desse planeta-anão voltada para o seu maior satélite, Charon. Esse último olhar para Plutão poderá revelar detalhes da intrigante estrutura geológica do subplaneta que tanto interesse desperta nos cientistas da missão.

A missão New Horizons completa, assim, o reconhecimento básico de todo o Sistema Solar, com essa primeira visão já obtida por uma espaçonave desse planeta-anão congelado. Cientistas do projeto New Horizons calcularam com maior precisão as dimensões de Plutão e chegaram à conclusão de que seu diâmetro é de 2.370 km, um pouco maior do que as estimativas anteriores.

A cobertura jornalística da passagem da sonda New Horizons nas proximidades de Plutão é considerada quase um milagre das telecomunicações, pois as imagens de TV geradas na sonda robótica levarão 4 horas e 24 minutos depois, para cobrir a distância que separa o planeta-anão da Terra. Mesmo assim, a TV Nasa poderá dizer que está fazendo uma cobertura "ao vivo".

De outro lado, as telecomunicações permitirão a muitos jornalistas credenciados na Nasa cobrir toda a passagem da sonda New Horizons pelas proximidades de Plutão (Fly-By) nesta terça-feira, 14 de julho, a mais de 4,8 bilhões de quilômetros da Terra.

Em todo o mundo, muitos jornalistas e telespectadores poderão acompanhar praticamente tudo como se estivessem participando dos briefings e entrevistas coletivas, nos vários auditórios de agência espacial em Washington, Cabo Canaveral, em Houston, em Pasadena ou noutros pontos do EUA, vendo as imagens dos telões da Nasa TV, que mostrarão a maior aproximação (flyby) da espaçonave New Horizons de Plutão.

Plutão e seu maior satélite, Charon, dançam o que se poderia chamar de "pas de deux" em balé – uma coreografia em que um bailarino e uma bailarina dançam em dupla, ou em dueto. Para comprovar visualmente esse fenômeno, a Nasa divulga um filme em cores produzido pela sonda New Horizons, que mostra essa dança orbital a dois, conhecida em Astronomia como duplo planeta.

O pesquisador-chefe do projeto New Horizons, Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, de Boulder, Colorado, diz que "é emocionante ver Plutão e Charon em movimento num filme em cores. Mesmo em baixa resolução, podemos ver que Plutão e Charon tem cores diferentes – Plutão é bege-alaranjado, enquanto Charon é cinzento. O ponto central do debate está exatamente nesse ponto: saber por que eles são diferentes".

A New Horizons é a primeira missão realizada para estudar Plutão e os confins do Sistema Solar, em especial o Cinturão de Kuiper, uma relíquia da formação do Sistema Solar situado além de Netuno. A existência desse cinturão foi sugerida em 1951 pelo astrônomo holandês Gerard Kuiper (1905-1973). O primeiro objeto dessa região foi descoberto em 1992 e, de lá para cá, já foram catalogados mais de mil outros pequenos objetos chamados de transnetunianos. Acredita-se que nessa região existam mais de 100 mil pequenos objetos celestes.

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Mary Bubb: A maior repórter da Era Espacial

main_bubb.jpg08/06/2015 - Ethevaldo Siqueira, Direto da Nasa para a CBN
Há figuras inesquecíveis em meu trabalho jornalístico. Uma delas é Mary Bubb, a maior repórter especializada na cobertura de lançamentos espaciais no Cabo Canaveral, na Flórida. Quase todos os jornalistas que cobriram aqueles lançamentos entre as décadas de 1960 e 1980, no Centro Espacial Kennedy, no Cabo Canaveral, na Flórida, conheceram Mary Bubb. Se eu tivesse que escolher a repórter mais apaixonada por seu trabalho, não pensaria um minuto para apontar Mary Bubb. Aliás, a Nasa também a homenageou por seu profissionalismo exemplar.

Mary morava a pouca distância da Base de Lançamentos Espaciais no Cabo Canaveral, numa pequena cidade chamada Cocoa Beach. Eu me hospedava num Holiday Inn modesto – que era praticamente o único local para os jornalistas que queriam ver de perto os lançamentos de satélites ou de naves tripuladas na Flórida.

Aprendi muito com ela – em especial a parte histórica dos projetos espaciais, desde os primeiros satélites até os projeto Gemini, Mercury, Pioneer, Viking, Voyager, Apollo e Space Shuttle. Ela dizia com orgulho que havia coberto mais de três mil eventos – entre lançamentos de satélites, sondas e espaçonaves tripuladas.

Curiosamente, sua formação era essencialmente humanística, em história e psicologia, na Universidade de Massachusetts. Idealista, ela ingressou no Women's Army Corps e foi trabalhar sucessivamente em Oro Bay (na Nova Guiné) e em Manila, nas Filipinas. Depois, optou pelo jornalismo, no Boston Globe e, logo depois, passou a fazer reportagens na área militar, antes de passar definitivamente ao setor espacial, como freelancer e depois como correspondente da revista Electronic News.

"Quando cheguei à Flórida, eu não sabia diferenciar um foguete de um buraco no chão" – brincava Mary. Depois de ter sido a primeira mulher a cobrir as atividades espaciais, ela trabalhou por mais tempo e cobriu mais eventos do que qualquer outro jornalista na área espacial americana. Sua mudança para a Flórida em 1956 foi decidida por razões de saúde de seu filho mais novo, a conselho médico. Mesmo vivendo atarefada como esposa e mãe, ela ainda achava tempo para escrever artigos para várias publicações. Mas, antes da criação da Nasa, em 1958, o trabalho de jornalistas no Cabo Canaveral era muito difícil por "razões de segurança" e outras restrições impostas pelos militares. Com o início do projeto espacial, Mary se tornou correspondente do Reuters News Service, mas escreveu centenas de artigos para a Time-Life, o Daily Telegraph de Londres, Springer News, Quick Magazine da Alemanha e outras publicações.Nunca vi uma pessoa tão respeitada e tão querida dos especialistas, astronautas, administradores da Nasa e outros que trabalharam no Cabo Canaveral quanto Mary Bubb.

A casa de Mary Bubb era um ponto de encontro de autoridades da Nasa, de esposas de astronautas e de jornalistas. Suas habilidades culinárias eram famosas, nos jantares que preparava para os amigos. As paredes de sua casa eram cobertas com milhares de fotos que ela mesma fazia. Sua memória era privilegiada. Às vezes, um dirigente da Nasa lhe telefonava para que ela esclarecesse detalhes de alguma missão ou da vida de algum astronauta.

Mary Bubb adorava chapéus, como esse da foto. Muitos amigos – inclusive eu – trouxemos esses adornos como presentes ao chegarmos de viagem para a cobertura de grandes lançamentos.
Um dos momentos de maior alegria dessa jornalista admirável foi a homenagem que a Nasa lhe prestou em 1987, no Clube de Imprensa do Cabo Canaveral, meses antes de seu falecimento, aos 67 anos.

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Hubble revela o maior ninho de estrelas da galáxia

hubble_ninho2.jpgEthevaldo Siqueira, Direto da Nasa para a CBN
02/06/2015 - Esta foto do Telescópio Espacial Hubble nos dá ideia do que é o mais denso aglomerado estelar da Via Láctea – com mais de 100.000 estrelas – entre as quais as 150 mais brilhantes de nossa galáxia. Estas estrelas são tão grandes e brilhantes que deverão consumir seu combustível em pouco tempo – o que numa escala cósmica significa alguns milhões de anos. Depois, morrerão em espetaculares explosões de supernovas.

O gás existente entre essas estrelas de vida curta, como as deste aglomerado, contém uma quantidade imensa de elementos pesados, produzidos por gerações anteriores de estrelas. Situado a 25.000 anos-luz da Terra, na Constelação de Sagitário (O Arqueiro), nas proximidades do centro da Via Láctea, esse aglomerado tem o nome de Aglomerado dos Arcos (Arches Cluster). Ele é vizinho dos Quíntuplos, um dos aglomerados mais jovens da galáxia, cuja idade oscila entre dois e quatro milhões de anos.

Mas o aglomerado dos Arcos, mesmo sendo um dos aglomerados mais brilhantes da Via Láctea, não pode ser visto a olho nu, porque sua luz visível é totalmente obscurecida por vastas nuvens de poeira nessa região. Mas os astrônomos dispõem de recursos para torná-lo visível: eles utilizam telescópios capazes de captar suas emissões de raios-X, infravermelho e ondas de rádio, já que essas radiações conseguem passar através das nuvens de poeira.

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Para quem quer saber mais sobre nosso planeta

terra.jpgEthevaldo Siqueira
29/05/2015 - Anualmente, astrônomos e outros cientistas comemoram o Dia da Terra – em 18 de abril. Entre os eventos deste ano, a Nasa e o Museu de Aeronáutica e Espaço, de Washington, promoveram uma palestra muito interessante de Piers Sellers, um astronauta-cientista, vice-diretor de Ciências e Exploração da Nasa, com o título "A Terra vista do Espaço".

Se você tem 54 minutos para investir no conhecimento de seu planeta, assista a este vídeo (em inglês). Vale a pena.

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