Dados usados a nosso favor transformam informação de valor no pós-pandemia

Gabriela Almeida de Araújo (*)

O ano está terminando em um cenário que, duvido eu, tenha sido previsto antes da pandemia em alguma análise econômica. São muitas incertezas e também mudanças, não só na forma como vendemos nossos produtos e nos relacionamos com nossos clientes, como também nos organizamos internamente.

O e-commerce prevalecerá? Os consumidores direcionarão seus gastos a quais tipos de produtos? E minha força de vendas, voltará para rua? Faremos tudo a distância? São muitos os questionamentos sem resposta e arestas para serem aparadas; diversas variáveis para serem analisadas e “n” cenários que precisamos prever. E, sinceramente, não vejo outra saída a não sermos analíticos.

Estima-se que, até 2023, mais de 33% das grandes empresas terão analistas exercendo a “decision intelligence”. Os dados são do Gartner, que define esse conceito como sendo o domínio de diversas técnicas de tomada de decisão, que inclui não só abordagens tradicionais como, por exemplo, basear-se em regras de negócio, mas também as mais avançadas, empregando Inteligência Artificial e Machine Learning.

Vamos ter que definitivamente deixar o feeling de lado, de uma vez por todas, e olhar para todos os dados possíveis para conseguirmos orientar nossos próximos passos, direcionar nossas ações e o budget. Não temos tempo e nem lastro para errarmos e planejarmos nossos caminhos de olhos fechados.

Qualquer dado que puder ser transformado em valor fará uma enorme diferença para os resultados e para que as decisões sejam as mais assertivas possíveis e os nossos clientes bem atendidos. Temos os dados de mercado, os dados da curva de comportamento durante a COVID-19 e da probabilidade de uma segunda onda, somados às outras variáveis como, por exemplo, o nível de satisfação do meu colaborador; sua produtividade; como está a entrega ao cliente, como eles estão se comportando, e por aí vai. Poderia dar dezenas de exemplos.

E nem sempre esses dados estão dentro de casa ou armazenados em uma data lake que nos é proprietário. Inclusive, uma das tendências apontadas pelo Gartner para 2021 no mundo do Analytics, é o “X Analytics”, que traz o conceito de análises baseadas em vídeos, áudios e até de emoções, com a ajuda da Inteligência Artificial. Os analistas preveem que 75% das inovações e transformações até 2025 nas empresas que fazem parte da lista da Fortune 500 serão endereçadas a viabilizar o X Analytics dentro do ambiente corporativo, com diversas aplicações.

Mas será que tudo o que surge consegue adentrar de forma definitiva ao mundo real? Na prática, as pessoas não conseguem tirar seus projetos do papel e acabam associando o Analytics como algo muito distante. Temos que desmistificar isso também.

Sabemos que os dados existem, mas como eles estão dispersos e muitas vezes longe dos nossos olhos, não conseguimos enxergar valor, ter insights definitivos e preditivos, que é o que precisamos nesse momento. Falta aplicar a Data Science, normalizar as fases, entender as regras de negócios, gerar os insights, para poder empoderar as áreas, seja de negócios ou qualquer outra que tenha que tomar uma decisão, dentro do ecossistema da empresa.

Nem sempre ter uma área de BI significa ter a informação acessível. Muitas vezes, uma base de dados e relatórios isoladamente, com um monte de números, não diz nada. Ferramentas por si só não são suficientes. Fazendo uma analogia bem simplista, é como eu entregar um fone de ouvido sem fio para alguém que nunca tenha usado e dizer “ Escute músicas”, sem dar nenhuma orientação adicional como: “você precisa de um serviço de streaming de música, ativar o bluetooth, parear com seu celular, regular o volume, colocar no ouvido e aí sim escutar o que você gostaria”.

Ou seja, a enorme diversidade de dados deve ser canalizada por ações de inteligência que produzam modelos de atendimento eficientes e personalizados. Você pode ter a tecnologia de Data Analytics mais avançada do mundo, mas se não tiver Data Science por trás não conseguirá fazer uso da matéria-prima mais nobre da empresa: a informação. Não basta apenas coletar os dados dos usuários; inclusive, é bastante comum encontrar empresas que reúnem dados sem nem saber o motivo e como usá-los.

O que faz a diferença é transformar dados em informação de valor e, mais do que isso, olhar para a individualidade de cada usuário. Precisamos aprimorar a customer experience e isso é perfeitamente possível unindo tecnologia, estratégias, metodologias avançadas baseadas em sistemas cognitivos e que empregam a inteligência artificial.

E, vamos combinar, não dá para fazer isso sozinho, sem alguém que te ensine a usar o fone de ouvido, voltando à analogia. Ou seja, que lhe guie em como usar aquela base do BI, entenda o que cada um ou cada área precisa, que faça os cruzamentos necessários e entregue na mão dele essas informações. Isso é Data Science, isso é transformar dados em informação de valor. É isso que faz a música tocar.

(*) Gabriela Almeida de Araújo é CBO da Meeta Solutions, empresa de tecnologia que provê soluções para aprimorar o relacionamento das empresas com os seus clientes, transformando dados em informações de valor.

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SpaceX Falcon 9 leva 4 astronautas para a Estação Espacial

Por Ethevaldo Siqueira, com foto do dia NASA, de 18-11-2020

Esta exposição de 3 minutos e 20 segundos mostra a linha de lançamento do foguete SpaceX Falcon 9 vista sobre os reflexos aquosos do Cabo Canaveral, cerca de 25 km ao sul do lançamento. O foguete transportou quatro astronautas a caminho da Estação Espacial Internacional no primeiro voo deum sistema de nave espacial comercial humana certificada pela NASA.

Na foto, como se saísse do planeta Terra por um momento, um foguete SpaceX Falcon 9 arqueou no céu do início da noite no último domingo às 21:27 (hora de Brasília) do Complexo de Lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy.

Apelidado de Resiliência, nave espacial Tripulação do dragão dos astronautas atracado com sucesso com o posto avançado orbital um dia depois, na segunda-feira, 16 de novembro Na conclusão de sua seis meses estadia na ISS, os astronautas Crew-1 utilizará sua espaçonave para retornar à Terra. Cerca de 9 minutos após o lançamento, o primeiro estágio do foguete Falcon 9 voltou à Terra, pousando no Oceano Atlântico em um drone de grandes dimensões do espaço-porto autônomo.

Crew-1 Mission Launch Streak
Crédito de imagem e direitos autorais: Jen Scott

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O mundo pode retornar aos projetos de aviões supersônicos

Por Ethevaldo Siqueira

Os leitores mais velhos se recordam, com certeza, do mais famoso avião supersônico, o Concorde franco-britânico, dos anos 1970. Ou de seu concorrente soviético, o Tupolev 144.

O Concorde podia fazer a rota Rio-Paris em menos de duas horas. O problema era uma escala em Dakar, por simples questão de segurança de combustível. Fiz o voo Paris-Rio em 1977 naquele belo supersônico. Voei também no Tupolev 144 de Moscou a Alma Ata, no Cazaquistão.

Os hipersônicos foram abandonados, em especial, porque se tornaram antieconômicos, quando os preços do petróleo foram multiplicados por 10 no começo dos anos 1980.

O mundo volta a projetar novos aviões hipersônicos que possam voar até 6.000 km ou mais. A empresa Stratolaunch constrói, testa e opera veículos hipersônicos — ou seja, aqueles que podem viajar pelo menos cinco vezes a velocidade do som, ou Mach 5.

Esses aviões deverão usar o software de voo da empresa Draper no supersônico Talon-A, um Mach 6 — totalmente reutilizável, autônomo e movido por combustível do tipo foguete líquido.

Sou pessimista a curto prazo sobre a viabilidade de hipersônicos a mais de 3.000 km/hora. Mas a tentativa é válida, desde que sejam garantidas a viabilidade de duas questões essenciais: a segurança e a economia. 

Para relembrar

Avião supersônico é uma aeronave capaz de voar mais rápido que a velocidade do som (Mach 1, ou 1.228 km/hora). Os aviões supersônicos foram desenvolvidos na segunda metade do século XX e foram usados quase inteiramente para fins de pesquisa e objetivos militares. Apenas dois, o Concorde e o Tupolev Tu-144, foram projetados para uso civil como aviões de passageiros. Os caças são o exemplo mais comum de aviões supersônicos. 

A aerodinâmica do voo supersônico é chamada de fluxo compressível por causa da compressão física associada às ondas de choque ou "estrondo sônico" criada por qualquer objeto que viaja mais rápido do que o som.

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Avião hipersônico Stratolaunch voará a 6.000 km por hora

Ethevaldo Siqueira, com os redatores de Rocket Science e portal Space Daily, de 13-11-2020

A navegação e orientação de precisão são essenciais para o sucesso e a segurança em voos espaciais. Hoje, enquanto a Stratolaunch constrói seu veículo de próxima geração para teste de voo hipersônico, ele será guiado por um software de voo desenvolvido por Draper.

"Assim como as contribuições anteriores da Draper para o programa espacial dos EUA, os engenheiros dessa empresa estão orgulhosos de desenvolver um componente chave do software de orientação, navegação e controle de veículos hipersônicos (GN&C) da Stratolaunch", disse Neil Adams, diretor de sistemas espaciais de Draper.

"Os veículos da Stratolaunch viajarão pela atmosfera da Terra a velocidades de mais de 6.000 km por hora. O Stratolaunch apresenta uma oportunidade de colocar o software de voo de Draper em um envelope de voo hipersônico — um com uma forma delgada e de baixo arrasto que pode permitir manobras sustentadas a atmosfera."

O Stratolaunch constrói, testa e opera veículos hipersônicos — aqueles que podem viajar pelo menos cinco vezes a velocidade do som, ou Mach 5. O software de voo de Draper será usado no Talon-A, um Mach 6 — totalmente reutilizável, autônomo e movido a foguete líquido veículo hipersônico de classe.

Sob o contrato de vários anos, Draper projetará, desenvolverá e entregará um sistema de orientação, navegação e controle para o veículo hipersônico reutilizável Stratolaunch. O veículo foi projetado para uso do governo, incluindo o Departamento de Defesa, o setor comercial e a academia, que contratará capacidade de carga útil para aplicações espaciais ou terrestres.

O trabalho de Draper no veículo Stratolaunch baseia-se em seu legado de apoio à NASA, que começou com o projeto de Draper do Apollo Guidance Computer, e continuou com programas incluindo a Estação Espacial Internacional (ISS) e o Ônibus Espacial.

A Draper é empresa especializada em hipersônica há décadas e fornece avaliações de sistema, recursos, incluindo orientação, navegação e controle e suporte de teste de voo hipersônico para seus clientes do governo dos Estados Unidos.

Com notícia do portal Space Daily, de 13-11-2020

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X-57, uma esperança para o futuro do avião elétrico

Por Ethevaldo Siqueira


A NASA divulgou ontem mais detalhes de seu avião elétrico X-57 Maxwell, cuja imagem mostrada foi gerada a partir de uma simulação de supercomputador da aeronave experimental elétrica da NASA. Assim como os carros elétricos se tornam cada vez mais comuns em nossas estradas, os engenheiros aeroespaciais buscam tornar o transporte aéreo elétrico uma realidade.

Esta é a primeira vez em 20 anos que a NASA desenvolve um avião movido a eletricidade tripulado. Em comparação com aeronaves convencionais, a equipe do X-57 estabeleceu a meta de usar cinco vezes menos energia e -- ao optar pela eletricidade gerada a partir de fontes renováveis — com emissão-zero de carbono.

O sistema de propulsão exclusivo do X-57, em sua configuração final, possui 14 motores elétricos alimentados por bateria e hélices: 12 para fornecer sustentação durante a decolagem e pouso e um na ponta de cada asa para fornecer impulso para a frente durante o vôo.

A fim de compreender os efeitos aerodinâmicos deste projeto, uma equipe de engenheiros de três centros da NASA:

1) Ames Research Center, no Vale do Silício da Califórnia;

2) Langley Research Center em Hampton, Virgínia e 

3) Armstrong Flight Research Center em Edwards, Califórnia — que está usando supercomputadores para simular as condições de voo do X-57.

A simulação aqui mostrada é da fase de cruzeiro do voo, com a pressão mostrada na superfície da aeronave (marrom: alta pressão, azul escuro: baixa pressão) e a velocidade do fluxo, ou a velocidade e direção do ar fluindo em direção à aeronave, próximo ao X Hélice mais à direita do 57 (canto superior esquerdo da imagem; vermelho: alta velocidade, verde/azul: velocidades mais baixas).

Essas simulações ajudam a equipe a analisar a estabilidade da aeronave e sua capacidade de permanecer em vôo e mudar de direção e também permitirão que eles criem um modelo de computador preciso de desempenho aerodinâmico para incorporar ao simulador de vôo X-57.

Ao prever com precisão os impactos do sistema de propulsão do X-57, o modelo aerodinâmico garante que seu simulador de vôo funcione de maneira consistente com o vôo real e permite que os pilotos testem cenários de emergência e medidas de recuperação seguras. Executadas no supercomputador Pleiades nas instalações de Supercomputação Avançada da NASA em Ames, as simulações estão ajudando a dar o próximo passo em direção a uma maneira mais limpa de voar.


Imagem: NASA/Ames Research Center/J. Duensing
Text Credit: Michelle Moyer, NASA Advanced Supercomputing Division

https://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/iotd.html

 

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Satélite mostra fusão catastrófica do gelo do Ártico

Artigo da NASA mostra o efeito devastador do aquecimento global sobre o gelo do Mar Ártico. Na ilustração, vemos o gelo do Mar Ártico fotografado em 2011 durante a missão ICESCAPE da NASA, ou "Impactos do Clima sobre Ecossistemas e Química do Ambiente do Pacífico Ártico", uma pesquisa transmitida por navios para estudar como as mudanças de condições no Ártico afetam a química e os ecossistemas do oceano.

A foto demonstra a fusão acelerada do gelo do Ártico. A maior parte da pesquisa ocorreu nos mares de Beaufort e Chukchi no verão de 2010 e 2011. Observação final: E ainda há gente que nega o aquecimento global e seus efeitos catastróficos

Crédito: NASA/Kathryn Hansen

Leia Mais:
https://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?feature=7590&utm_source=iContact&utm_medium=email&utm_campaign=nasajpl&utm_content=daily-20200206-1

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