Que tal voar ao espaço com Jeff Bezos por US$ 28 milhões?

Christian Davenport By Washington Post

Após o leilão realizado pela empresa Blue Origin, a identidade do misterioso vencedor só será divulgada nas próximas semanas, antes do voo suborbital de 20 de julho

Quanto você pagaria para ir ao espaço com Jeff Bezos? Para pelo menos uma pessoa, a resposta é US$ 28 milhões, uma soma impressionante que ganhou um leilão ao vivo no sábado por um assento no primeiro voo espacial humano para a empresa espacial Blue Origin de Bezos, o dono do jornal The Washington Post.

A identidade do vencedor não será divulgada em algumas semanas, disse a empresa, levando a especulações sobre quem poderia ser o misterioso vencedor. Empreendedor de tecnologia? Um estrangeiro rico? Ou talvez uma pessoa que quer ser astronauta apoiado pelo governo de um país que seria o primeiro de sua terra natal a ir para o espaço?

Quem quer que seja, a pessoa conseguirá se amarrar na cápsula de New Shepard ao lado de Bezos, seu irmão Mark e um quarto membro da tripulação, ainda a ser anunciado, para uma viagem divertida até a borda do espaço, com duração de apenas 10 minutos. O voo está programado para 20 de julho, data em que se comemoram os 62 anos do pouso da Apollo 11 na Lua. O lançamento será feito da plataforma da empresa no oeste do Texas.

A Blue Origin promete que a viagem será profunda — permitindo que os passageiros vejam a Terra à distância, vejam o céu escuro acima e se maravilhem com a curvatura da Terra. E abrirá o caminho para mais voos, à medida que a empresa intensifique o serviço comercial, levando clientes pagantes para fora da atmosfera.

Ao todo, cerca de 7.600 candidatos de 159 países participaram do leilão, elevando o preço a um nível muito além do que alguns funcionários da empresa haviam previsto. A Blue Origin voa com sua cápsula New Shepard a uma altitude de cerca de 96 km, onde os passageiros podem se soltar de seus assentos e experimentar por quatro minutos a sensação de gravidade zero ou seja de ausência de peso.

Os US$ 28 milhões representam cerca de metade do custo do que alguns cidadãos particulares estão pagando por uma viagem à Estação Espacial Internacional, com o direito de lá passar e trabalhar por cerca de uma semana antes de retornar para casa na espaçonave Dragon da SpaceX.

O dinheiro arrecadado no leilão da Blue Origin destina-se a apoiar a fundação da empresa, Club for the Future, que incentiva as gerações futuras a seguir carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática para “ajudar a inventar o futuro da vida no espaço”.

O leilão acontece em um momento em que várias empresas trabalham para voar com uma série de astronautas particulares. A principal rival da Blue Origin no mercado de turismo espacial suborbital, a Virgin Galactic, de Richard Branson, concluiu recentemente sua terceira missão de voo espacial humano.

Branson deveria permitir mais um voo de teste antes de se amarrar no avião espacial da empresa, conhecido como SpaceShipTwo, para seu voo. Mas ele está tão ansioso para chegar ao espaço há anos, que sua empresa deixou a porta aberta para permitir que ele voasse mais cedo na tentativa de competir com Bezos.

O SpaceX de Elon Musk, que voa em um foguete muito mais poderoso, o Falcon 9, também tem várias missões privadas de astronautas na fila. Mas ao contrário da Virgin Galactic e da Blue Origin, que disparam suas espaçonaves em trajetórias balísticas que voam quase em linha reta para cima antes de cair, a SpaceX envia sua espaçonave Dragon para orbitar ao redor da Terra à velocidade de 28.800 quilômetros por hora.

A SpaceX tem várias viagens programadas para enviar passageiros à Estação Espacial Internacional a um custo de US$ 55 milhões por assento.

Funcionários da Blue Origin disseram esperar que os licitantes paguem um prêmio pelo assento. É a primeira missão de voo espacial humano da empresa, após 15 voos de teste sem pessoas a bordo. E voar ao lado de Bezos pode ter sido uma perspectiva atraente para alguns. A empresa não disse quanto cobrará pelos assentos em futuros voos logo que os ingressos forem colocados à venda.

A Virgin Galactic havia cobrado US$ 250.000 antes de interromper as vendas. Quando eles voltarem a ficar online no final deste ano, a empresa disse que serão mais caros. O preço ainda não foi divulgado, mas os analistas estimam que seja de US$ 500.000.

Após o leilão, a Blue Origin disse que começaria a entrar em contato com os segundos classificados para inscrevê-los em voos futuros.

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