Poluição, subproduto terrível do progresso tecnológico

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Por Ethevaldo Siqueira

Segundo o jornalista Stéphane Mandard, são enterradas a cada ano na França, 900 mil toneladas de lixo plástico, denuncia um relatório parlamentar. Na foto que ilustra este artigo, a visão de uma praia em Chennai, na Índia, há pouco mais de um mês, no dia 18 de novembro. Na foto, o lixo acumulado em uma praia em Chennai, Índia, em 18 de novembro, em foto de Arun Sankar, da AFP.

Um número é suficiente para medir o perigo. A cada minuto, o equivalente a um caminhão de lixo cheio de resíduos plásticos cai nos oceanos. Este e muitos outros números igualmente impressionantes são compilados em um volumoso relatório publicado na segunda-feira (14/10) pelo Gabinete Parlamentar para a Avaliação de Escolhas Científicas e Tecnológicas (Opecst).

"Poluição plástica: uma bomba relógio?", perguntam os autores, senador (PS) de Lot Angèle Préville e membro do Parlamento (MoDem) do Maine-et-Loire Philippe Bolo.

O Opepst foi apreendido em abril de 2019 pelo Senado para "avaliar os riscos que essa poluição representa para o meio ambiente e a saúde humana e animal" e soluções para reduzi-la. Cerca de 140 audiências (pesquisadores, associações, agências de saúde, industriais...) e dezoito visitas de campo depois, a Opecst pinta um quadro muito sombrio e aponta para os resultados "ruins" e os muitos "limites" de um modelo fracassado baseado principalmente na reciclagem.

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