Microeletrônica, a maior revolução tecnológica da Humanidade

Por Ethevaldo Siqueira

Começo com uma pergunta: "Como avaliar a evolução dos chips ou circuitos integrados que turbinam nossos computadores e smartphones?"

Foi muito mais do que evolução, foi uma revolução – a revolução da microeletrônica. O primeiro transistor, criado em 1947 pelo Laboratórios Bell Labs, tinha quase 1 centímetro de comprimento. Hoje, os modernos chips abrigam bilhões de transistores que, de tão pequenos, se tornaram praticamente invisíveis.

Eu diria mais: foi a a maior revolução tecnológica de todos os tempos, com impacto na eletrônica, nas comunicações, no entretenimento, na indústria, assim como na vida diária das pessoas. Suas alavancas são três grandes tendências, que tornam os componentes eletrônicos:

• cada vez menores,
• cada vez mais rápidos,
• cada vez mais baratos – não apenas no consumo de energia, mas, também no preço final.

Em inglês três adjetivos comparativos resumem essas tendências: smaller, faster, cheaper. Qual é tamanho típico de um transistor hoje? O mundo usa hoje transistores de 2 nanômetros (nm). Um nanômetro é bilionésimo do metro. Ou milionésimo do milímetro.

O transistor de 2 nanos é tão pequeno que, para preencher a cabeça de um alfinete, são necessários 200 milhões deles. Para alcançar o diâmetro de um fio de cabelo humano não necessários 10.000. Sua velocidade é algo como 20.000 vezes maior do que a do primeiro microprocessador do mundo, o Intel 4004, lançado em 1971. E seu consumo de energia é 10.000 vezes menor.

E a revolução final: o preço de cada transistor de 2 nm é 500.000 vezes menor do que era em 1971.

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