Sonda Chang’e-5 pousará na Lua e colherá amostras para trazê-las para a Terra

Por Ethevaldo Siqueira

A sonda chinesa Chang'e-5 desacelerou e entrou na órbita lunar no sábado, dia 28 de novembro, completando uma etapa vital em seu caminho para coletar e devolver amostras lunares, anunciou a Administração Espacial Nacional da China (CNSA).

Depois de voar cerca de 112 horas da Terra, um motor da sonda foi ativado quando estava a 400 km da superfície da lua às 8:58 da noite e foi desligado após cerca de 17 minutos, disse a CNSA.

A sonda realizou a frenagem sem incidentes e entrou na órbita lunar com sucesso, de acordo com os dados de monitoramento em tempo real.

A Chang'e-5, que compreende um orbitador, um pousador, um ascender e um dispositivo de volta, realizou duas correções orbitais durante a transferência da Terra-Lua, alcançando seus objetivos esperados.

Posteriormente, a sonda ajustará a altitude e a inclinação de sua órbita ao redor da lua. Quando o momento for apropriado, a combinação de pousador e ascender se separará da combinação de orbitador e dispositivo de volta, implementará uma aterrissagem suave no lado mais próximo da lua e realizará a coleta automática de amostragem conforme planejado.

Uma façanha única

Vocês já imaginaram o que significa lançar uma espaçonave rumo à Lua com a missão de recolher amostras de rochas lunares e trazê-las para a Terra.

Pois é exatamente essa a missão da sonda Chang’e 5 lançada dia 28 rumo à Lua pela China.

A Chang'e 5 tem como objetivo perfurar um buraco de dois metros de profundidade na superfície da Lua, recolher uma amostra de cerca de 2 kg de rocha e trazê-la para a Terra.

Se tiver êxito, será a primeira missão lunar de retorno de amostra desde 1976, quando uma sonda soviética chamada Luna 24 trouxe uma minúscula amostra de apenas 170g de amostra do solo lunar. E será mais um passo em frente no programa espacial da China.

A missão atual foi preparada anteriormente pela Chang’e 4, sonda que pousou na face oculta da Lua que é sempre invisível da Terra e, portanto, também fora do contato de sinais diretos de rádio.

Isso significa que as comunicações têm que ser retransmitidas por um satélite que habilmente localizado para esse propósito em um lugar onde a interação dos campos gravitacionais da Terra e da Lua permita que ele orbite um ponto no espaço vazio.

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