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NASA mostra água existente nos mundos oceânicos

nasa_agua_1.jpgPor Ethevaldo Siqueira
17/04/2017 - Orion Nebula é um planeta onde moléculas de água estão em formação atualmente. Com extraordinária abundância de hidrogênio gasoso, esse planeta poderá ter 60 vezes mais água do que a Terra. Outra possibilidade de formação de planetas com muita água, poderá acontecer em torno da estrela Beta Pictoris. Há muita água em asteroides, em cometas e outros corpos espalhados no Cinturão de Kuiper nos confins do Sistema Solar e em toda a Via Láctea.

Numa matéria especial da mais alta qualidade – com o título de Mundos Oceânicos – o portal da NASA discute a presença de água em abundância em outros mundos, não apenas no Sistema Solar, mas além deste.

Como a água chegou à Terra? A NASA explica que os asteroides e os cometas são restos deixados da formação de nosso sistema solar e são ricos na água. Esses pequenos corpos são verdadeiras cápsulas do tempo que contêm pistas tentadoras sobre o que era o nosso Sistema Solar há 4,5 bilhões de anos.

A maioria dos asteroides orbitam o Sol entre os planetas Marte e Júpiter, mas muitos se aproximam da Terra e até mesmo atravessam nossa órbita. Os cometas são encontrados nos confins exteriores do nosso sistema solar, seja no Cinturão de Kuiper logo após a órbita de Plutão, ou na vasta, misteriosa Nuvem de Oort que pode estender-se até a metade da distância da estrela Próxima.

Vale a pena ler essa matéria especial da NASA, pois a história dos oceanos é a história da vida. Os oceanos definem o nosso planeta natal, cobrindo a maior parte da superfície da Terra e conduzindo o ciclo da água que domina nossa terra e nossa atmosfera. Mas, mais profundo ainda, a história de nossos oceanos envolve nossa casa em um contexto muito maior que atinge o fundo do universo e nos coloca em uma rica família de mundos oceânicos que abrangem nosso sistema solar e além.

Uma das advertências sobre a água na Terra que a NASA faz nessa matéria é sobre a fusão do gelo das capas polares e em locais como a Groenlândia – cuja camada de gelo está derretendo à taxa de 287 bilhões de toneladas por ano. Na Antártica, o problema também é grave com a fusão de 134 bilhões de toneladas de gelo por ano. Enquanto isso, o nível dos oceanos se eleva anualmente à taxa de 0,13 polegada por ano (ou 2,93 milímetros) e a temperatura da Terra poderá subir até 8 graus Celsius.

Parece pouco? A elevação dos mares pode crescer em ritmo muito mais acelerado com o aquecimento global. Se a humanidade não reverter esse processo, até o final deste século muitas cidades litorâneas estarão sendo engolfadas pelo mar.

Mirem-se na tragédia de Marte

A NASA lembra que o planeta Marte já foi muito mais parecido com a Terra, com uma atmosfera espessa, água abundante e oceanos globais (como aparece na concepção artistística neste trecho). Há bilhões de anos, Marte perdeu seu campo magnético global protetor, deixando o planeta vulnerável aos efeitos do nosso Sol: vento solar e tempo espacial.

A missão MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution)
mediu a perda continua da atmosfera de Marte, subtraída pelo Sol, à taxa de quase 400 quilos por hora. Os cientistas estimam que Marte perdeu aproximadamente 87 por cento da água que tinha há alguns bilhões de anos atrás.

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