Veja a Nebulosa do Caranguejo em 1054 d.C.

nebulosa_caranguejo_2.jpgPor Ethevaldo Siqueira
03/08/2018 - O que você vê aqui era a imagem da Nebulosa do Caranguejo há 6.500 anos. Era a época em que nasciam as primeiras civilizações do Oriente Médio. Jericó havia sido fundada havia menos de 2 mil anos. Em algum ponto da China, o homem começava a domesticar animais, como a vaca, a ovelha e o cavalo.

Essa nebulosa, portanto, a uma distância de 6.500 anos-luz, talvez não seja mais assim. O que sabemos, ao certo, é que ela foi o resultado de uma supernova conhecida por cronistas ligados à Astrologia no ano 1054 d.C. ou seja, de nossa Era.

A Nebulosa do Caranguejo foi descoberta pelo astrônomo inglês John Bevis em 1731, e mais tarde observada por Charles Messier, que a confundiu com o Cometa Halley. Foi observação dessa nebulosa que inspirou Messier a criar um catálogo de objetos celestes que poderiam ser confundidos com cometas. Em seu catálogo, essa nebulosa ganhou o código astronômico de M1.

Esta imagem final da Nebulosa do Caranguejo resulta de um grande mosaico montado a partir de 24 exposições individuais captadas pelo Telescópio Espacial Hubble durante três meses. As cores nesta imagem não correspondem exatamente ao que veríamos com nossos olhos, mas revelam a composição desse espetacular corpo estelar. Cada cor tem um significado científico.

Os filamentos de laranja são os restos finais da estrela e consistem principalmente de hidrogênio. O azul nos filamentos na parte externa da nebulosa representa o oxigênio neutro. O verde é o enxofre ionizado isoladamente e o vermelho indica o oxigênio duplamente ionizado. Esses elementos foram expulsos durante a explosão da supernova.

A nebulosa do Caranguejo se estende por 10 anos-luz. Em seu centro, encontra-se um pulsar: uma estrela de nêutrons tão maciça como o nosso Sol, mas com apenas o tamanho de uma pequena cidade (algo como minha Monte Alto, no interior de SP). É o pulsar do Caranguejo, que gira cerca a uma velocidade de rotação de 30 vezes por segundo.

Crédito: NASA, ESA, J. Hester, A. Loll (ASU)

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