Sondas espaciais funcionam como os nossos olhos

Mundo Digital – terça-feira, 28 de março de 2017

MILTON – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Milton, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

MILTON – Ethevaldo, como você avalia a contribuição das sondas espaciais para o conhecimento do Sistema Solar?

ETHEVALDO: Milton, essas sondas funcionam como se fossem nossos olhos e nossas mãos distantes e que podem ser controlados a bilhões de quilômetros.

Essas sondas fotografam, filmam, medem campos magnéticos e radiações, analisam a composição de materiais. Veja alguns exemplos das sondas mais recentes:

Há quase três anos uma sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia, depois de viajar mais de 10 anos no espaço, fez seu módulo Philae pousar sobre o cometa P-67.

No dia 4 de julho do ano passado, foi a vez da sonda Juno entrar em órbita em torno de Júpiter e passar a fornecer informações diárias para a NASA.

Até setembro deste ano, a Juno fará dezenas de órbitas cada vez mais próximas do planeta até dar seu mergulho final e, na trajetória final, fazer todas as fotos e medições possíveis sobre massa gasosa de Júpiter.

A nave espacial Juno da NASA realizou seu último vôo aproximado de Júpiter no dia 2 de fevereiro – fez a quarta aproximação do planeta, passando cerca de 4.200 km acima de suas nuvens.

A sonda Cassini também fará suas órbitas finais até mergulhar sobre Saturno, para, durante a queda, registrar o máximo de informações sobre a estrutura do planeta, sua atmosfera e magnetosfera. Esta informação poderia nos ajudar a entender melhor os sistemas planetários que estão sendo descobertos em torno de outras estrelas.

E no dia 14 de julho, a sonda New Horizons completará dois anos de sua chegada ao planeta-anão Plutão, depois de uma viagem de mais de quase 5 bilhões de km ao longo de quase 10 anos.

MILTON – Que objetivos tem essa sonda que chegou a Plutão?

ETHEVALDO – O projeto New Horizons, Milton, tem, entre outros, a missão de identificar as propriedades da superfície e da atmosfera de Plutão e de seu sistema de satélites.

Agora está viajando nos confins do Sistema Solar, no chamado Cinturão de Kuiper, para estudar uma relíquia da formação do Sistema Solar, formado por mais de 100 mil pequenos objetos celestes.

MILTON – Até amanhã.

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