Juno explica antigo mistério de relâmpagos em Júpiter

Por Ethevaldo Siqueira – c/ notícia da NASA
12/06/2018 - Dados da missão Juno da NASA indicam que a maior parte da atividade dos relâmpagos em Júpiter está nas regiões próximas de seus polos.

Desde que a espaçonave Voyager 1 da NASA voou além de Júpiter em março de 1979, os cientistas se perguntavam qual seria a origem dos relâmpagos de Júpiter. A passagem daquela nave confirmou pela primeira vez a existência deles, que havia sido prevista teoricamente por séculos.

Esta ilustração – uma concepção artística que incorpora imagem da câmera especial da sonda Juno (JunoCam) com enfeites artísticos – mostra a distribuição dos relâmpagos no hemisfério norte de Júpiter / Créditos da foto: NASA/JPL-Caltech/SwRI/JunoCam

Mas quando aquela famosa sonda exploradora emitiu ondas de rádio sobre Júpiter os dados mostraram que os raios associados sinais de rádio daquele planeta não correspondiam aos detalhes dos sinais de rádio produzidos por relâmpagos aqui na Terra.

Em um novo artigo publicado nesta quarta-feira, 6 de junho, na revista Nature, os cientistas da missão Juno da NASA fazem mostram que as características dos relâmpagos de Júpiter são, realmente, análogas às dos relâmpagos da Terra. Embora, em alguns aspectos, os dois tipos de relâmpagos sejam opostos quanto aos polos

"Não importa em que planeta você esteja, relâmpagos agem como transmissores de rádio – que enviam ondas de rádio quando eles brilham através do céu" – disse Shannon Brown do laboratório de propulsão a jato da NASA em Pasadena, Califórnia, um cientista Juno e autor principal do papel. "Mas até Juno, todos os sinais de relâmpago gravados por espaçonaves (Voyagers 1 e 2, Galileu, Cassini) foram limitados a detecções visuais ou a partir da faixa kHz do espectro de rádio, apesar de uma busca de sinais na faixa de Megahertz. Muitas teorias foram oferecidas para explicá-lo, mas nenhuma teoria jamais poderia obter tração como a resposta."

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