Um novo olhar sobre a Via Láctea, nossa bela morada no Universo

Por Ethevaldo Siqueira
13/05/2018 - Os astrônomos nos dizem que a Via Láctea é uma galáxia espiral da qual faz parte o Sistema Solar. Vista da Terra, aparece como uma faixa brilhante e difusa que circunda toda a esfera celeste, recortada por nuvens moleculares que lhe conferem um aspecto complexo e irregular.

Nas cidades, sua visibilidade é bastante comprometida pela poluição luminosa. Com poucas exceções, todos os objetos visíveis a olho nu pertencem a essa galáxia.

Podemos fazer uma ficha de identificação astronômica da Via Láctea com os seguintes dados principais:

• Nossa galáxia tem a idade aproximada de 13 bilhões de anos e abriga de 100 bilhões a 400 bilhões de estrelas. O Sol é apenas uma dessas estrelas. Ele leva 225 milhões de anos para dar uma volta em torno do centro galáctico,

• O diâmetro da Via Láctea é de 100.000 anos-luz aproximadamente e sua espessura é de cerca de 26.000 anos-luz

• Nosso Sistema Solar está situado a 26.000 anos-luz do centro da galáxia e 24.000 anos-luz da borda do disco galáctico.

Ao longo de sua existência de mais de 13 bilhões de anos, a Via Láctea passou por várias fases evolutivas até atingir sua forma atual, com diversas estruturas diferentes.

• Na parte central, que tem a forma alongada, há uma enorme concentração de estrelas e, como toda galáxia, a nossa também um buraco negro gigantesco ou supermassivo. Ao redor dele se estende o disco galáctico, formado por estrelas dos mais diversos tipos, nebulosas e poeira interestelar, dentre outros.

É desse centro da Via Láctea que partem os braços espirais. Ao seu redor, encontram-se centenas de aglomerados globulares – ou seja a reunião de até um milhão de estrelas que permanecem juntas pela ação da gravidade.

• Entretanto, o estudo das forças de rotação da galáxia revela que sua massa é muito maior do que a de toda a matéria observável. Este componente adicional de sua massa é chamado matéria escura, cuja natureza se desconhece.

Desde a Antiguidade, a humanidade buscou conhecer a natureza da galáxia, inicialmente com base em lendas e mitos. Um desses mitos está na origem do próprio nome Via Láctea, que, em latim, quer dizer “caminho do leite”.

• Segundo a mitologia greco-romana, Zeus teria trazido o garotinho Herácles (ou Hércules) para mamar no seio de Hera enquanto ela dormia. Ao acordar, confusa com a situação, pois Herácles não era seu filho, Hera teria empurrado o garotinho, fazendo com que um jato de leite espirrasse para o céu e se transformasse na Via Láctea.

Foi Galileu, com seu telescópio primitivo, o primeiro astrônomo a afirmar que a Via Láctea é formada por um grande conjunto de estrelas. Ao longo dos últimos dois séculos, entretanto, houve uma grande evolução da concepção científica dos astrônomos sobre da Via Láctea.

• Graças aos avanços tecnológicos de observação, com os grandes telescópios terrestres e espaciais, consolidou-se a visão de que ela é, de fato, uma grande galáxia espiral complexa e dinâmica e, nela, o nosso Sol é somente uma das bilhões estrelas existentes.

E onde se encontra nosso Sistema Solar nesse gigantesco condomínio cósmico? A resposta é hoje simples: o Sol e seus planetas se localizam entre o centro e a borda do disco, na região denominada Braço de Órion. Por fim, vale lembrar que a Via Láctea tem ao seu redor as suas galáxias satélites, entre as quais se destacam Andrômeda e as Nuvens de Magalhães

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