Prêmio Nobel de Física, Peter Grünbert revolucionou as memórias

Por Ethevaldo Siqueira – com matéria especial do New York Times
16/04/2018 - Tenho um iPod com mais de 5.000 músicas armazenadas (a Apple decidiu encerrar a fabricação dos iPods, o que é uma pena!). Mesmo sem o iPod, entretanto, você poderá armazenar a mesma quantidade de informação ou até mais em seu smartphone (de qualquer marca), com a adição de um chip-memória (USB-Universal Serial Bus Drive). Eu carrego em meu smartphone mais de 2.000 mil músicas para ouvi-las quando viajo.

Peter Grünberg em seu laboratório no instituto de pesquisa em Jüelich, Alemanha, em 2007. Sua descoberta premiada permitiu o desenvolvimento do big data / Crédito: Volker Hartmann/Agence France-Presse — Getty Images

Quando você armazena dezenas de Gigabytes numa pastilha de silício (que os brasileiros chamam erroneamente de "pendrive"), isso só se tornou possível a partir da contribuição de uma dupla de cientistas: o americano Peter Grünberg e o francês Albert Fert. A notícia triste desta semana foi a morte de Grünberg, que é tratada nesta excelente matéria do New York Times (de 12 de abril de 2018).

Peter Grünberg compartilhou o prêmio Nobel de física em 2007 com Albert Fert da Université Paris-Sud em Orsay. Trabalhando de forma independente, eles fizeram a mesma descoberta – a do chamado Efeito da Magneto-Resistência Gigante, em que as mudanças minúsculas em um campo magnético podem conduzir a mudanças enormes na resistência elétrica.

Vale a pena ler esta matéria do New York Times aqui: E que é um obituário, imaginem. Isso é jornalismo de verdade





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