InovaBra Habitat, um projeto cooperativo e inovador do Bradesco

Por Ethevaldo Siqueira e Thais Sogayar
07/02/2018 - Num edifício de 11 andares, inteiramente dedicado ao fomento do empreendedorismo, à promoção de negócios e à inovação cooperativa, o Bradesco lançou nesta quarta-feira (7 de fevereiro) o inovaBra habitat. Esse espaço é dedicado à coinovação e à geração de negócios de alto impacto, baseados em tecnologias digitais disruptivas como Blockchain, Big Data e Algoritmos, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Open API e Plataformas Digitais.

Situado no grande centro econômico de inovação e cultura de São Paulo, a região da Avenida Paulista – entre as ruas Angélica e Consolação, o novo ambiente busca proporcionar o desenvolvimento de coinovação pela interação, aonde todos os habitantes encontram um ambiente propício a conexões: corporações têm acesso a soluções entregues por startups, e investidores encontram boas opções de investimentos, por exemplo. O espaço já conta com mais de 600 habitantes, entre eles: startups, universidades, investimentos, grandes corporações e os principais parceiros tecnológicos do Bradesco.

Luca Cavalcanti, diretor executivo do Bradesco, Maurício Minas, vice-presidente do Bradesco e Walkiria Schirrmeister Marchetti, diretora executiva do banco

"O que diferencia o inovaBra habitat de outros ambientes de coworking é o fato de ser um espaço de colaboração voltado para a inovação e com o apoio de curadoria especializada, que engloba a integração entre demanda, tecnologia e capital, para promover a inovação nos mais diversos segmentos. Uma oportunidade real para grandes empresas atuarem conjuntamente com startups já maduras em seus segmentos", afirma Maurício Minas, vice-presidente do Bradesco.

O inovaBra habitat oferece uma infraestrutura de serviços alinhada aos mais altos padrões mundiais. São 22 mil m² - sendo 10 andares, um auditório para 150 pessoas, sky longe, sala para ideação, design thinking, espaço para criação de conteúdos (creators) e área de convivência com supermercado, farmácia, café premium e agência do Banco.

Na gestão do espaço físico e relacionamento entre os frequentadores, o Bradesco se uniu à WeWork, rede global de espaços de trabalho presente em 65 cidades e 20 países. A comunidade conta com mais de 200 mil membros globalmente – empreendedores, freelancers, artistas e pequenos negócios até grandes corporações. Presente no Brasil desde julho de 2017, a empresa conta com prédios em São Paulo e Rio de Janeiro.

"Para nós é uma grande honra poder fazer parte de um projeto tão importante e com potencial de impacto social e econômico tão significativo quanto o habitat. Além de passarem a fazer parte desse ecossistema, essas empresas de grande relevância também integram, a partir de agora, a comunidade global da WeWork", declara Lucas Mendes, diretor geral da companhia no Brasil. A parceria permite que os integrantes do habitat utilizem os mais de 200 prédios da WeWork, espalhados em todo mundo, com apenas uma reserva por meio do APP.

Mentoria

Para promover de fato as conexões entre os diversos públicos do habitat, o Bradesco conta com a expertise de empresas de consultoria, referências mundiais no segmento de inovação e parceiras do Bradesco de longa data, que com a assistência de consultores especializados no papel de advisors, auxiliam na mentoria, curadoria de entrada e apoio à geração de negócios entre os habitantes.

"É um ponto fundamental para que o habitat atinja seu grande objetivo, que é o de gerar valor para todos os habitantes do espaço e, consequentemente, à sociedade, com a oferta de produtos e serviços que facilitarão a vida das pessoas", comenta Minas.

O inovaBra habitat também promoverá ao longo de todo ano uma intensa agenda de atividades junto a profissionais renomados de diferentes áreas, com eventos diários, entre workshop, dinâmicas de grupo e iniciativas voltadas para a coinovação. Já passou pelo espaço, por exemplo, Rebecca Liao, ex-assessora da Hillary Clinton e uma das exponenciais autoridades do assunto Blockchain.

Em paralelo ao habitat, o Bradesco também inaugurou recentemente o inovaBra lab, laboratório colaborativo, cujo principal objetivo é acelerar o desenvolvimento de inovação do Banco juntamente com parceiros de tecnologia. No espaço são realizadas experimentação, prototipação, provas de conceitos e outras atividades.

"Ideias e soluções criadas no habitat que tenham potencial e sejam de interesse ao core business do Banco poderão, inclusive, ser desenvolvidas posteriormente no lab", enfatiza Maurício Minas.

"Inovar de maneira colaborativa nos proporciona muito mais amplitude e agilidade para endereçar os constantes desafios das áreas de negócio do Banco. As corporações têm um dilema comum: investir internamente em inovação ou comprar tecnologias de outras empresas. Restringir-se a uma opção não é mais viável, o ideal é manter em equilíbrio essas duas forças", conclui Minas.

O habitat e o lab integram a plataforma inovaBra de inovação do Bradesco, um ecossistema de programas que abrangem aquisições estratégicas, investimentos, inovação interna e coinovação. Para mais detalhes acesse www.inovabra.com.br

A estratégia do inovaBra, segundo Maurício Minas

Maurício Minas, vice-presidente executivo do Bradesco, fez um breve histórico dos projetos de inovação do Banco, reunidos sob a designação geral de inovaBra: "Um dos objetivos do banco é desenvolver plataformas de serviços e isso não se faz mais sozinho, nós precisamos de parcerias. Nós não pensamos mais o mundo contido dentro do Bradesco. Percebemos que as startups que estão aqui, são necessárias para a nossa jornada a médio e longo prazo".

Há 4 anos atrás, surgiu ideia de criar esse guarda-chuva chamado inovaBra, composto por 8 instrumentos, que são as plataformas e os modelos que nos ajudam a acelerar a inovação. Esse processo começou internamente, primeiro com o design thinking aplicado dentro da empresa, como polos de inovação espalhados pela companhia, de maneira que isso não estivesse restrito a uma área específica, mas do banco como um todo.

A partir daí, o Bradesco passou para um projeto de inovação aberta, com a criação do inovaBra Startups, convidando as Fintechs a participarem de um programa com o banco, aonde nós iremos acelerar não ofertando dinheiro, mas ofertando o mercado. Para Maurício Minas, essa é uma iniciativa de grande sucesso, pois quase 3 mil startups passaram pelo programa nos últimos três anos e meio, e o volume continua aumentando.

O outro instrumento é o inovabra Lab – criado e instalado em Aphaville, como um ecossistema físico e digital, onde todos os laboratórios do banco foram consolidados em 16 laboratórios em um único espaço físico. A relação entre o Bradesco e seus parceiros de tecnologia – que, historicamente, ajudam o Banco a fazer a alavancagem da inovação – mudou, porque naquele espaço existe o que Minas chama de um ecossistema do Bradesco, incluindo pessoal da área de negócios, tecnologia digital, pessoal de inovação. E, com isso, foi possível acelerar o processo de inovação com muita eficiência.

No inovaBra venture, o Bradesco investiu dinheiro e apostou em algumas startups, para ajudar o processo de aceleração.

No Exterior, o Bradesco criou o inovaBra international, um hub integrado por sete pessoas do banco, que trabalham em Nova York. E esse número tende a crescer, sendo que o próximo polo será em Londres. Esse trabalho é feito em colaboração com outros bancos internacionais, com o objetivo de desenvolver modelos de negócios, plataformas e serviços que possam ser compartilhados. Com esse processo, ganhamos uma alavancagem tanto em relação ao tempo, quanto em recursos financeiros.

Quando começamos a pensar no habitat, nós não queríamos somente um espaço de cooworking, embora esse aspecto seja fundamental. É tão importante que estabelecemos uma relação com quem talvez seja o melhor cooworking no mundo que é o WeWork.

Deixar seu comentário

0
termos e condições.
  • Nenhum comentário encontrado

newsletter buton