Autodesk University antecipa grandes desafios do futuro

Por Ethevaldo Siqueira (de Las Vegas)
20/11/2017 - A automação chegou, para ficar. Ela é o futuro. Ou melhor, é nosso futuro. Assim como a robótica, a inteligência artificial, a realidade virtual, a aprendizagem de máquina, a realidade aumentada. O que todos perguntamos é que significa isso tudo, como oportunidade, como criação de empregos ou de desemprego? Que significa tudo isso em termos de quantidade e de qualidade, para os humanos ou para os robôs? Você está preparado? Que significa isso para meu emprego ou para meu negócio? Que significa para minha família? Que significa tudo isso para o planeta?

Essas perguntas anteciparam na imensa tela do auditório o roteiro da palestra de abertura da Autodesk University (AU), evento gigantesco e extraordinário que reúne anualmente cerca de 10 mil pessoas em Las Vegas, entre as quais usuários arquitetos, designers, engenheiros e artistas digitais de todo o mundo para antecipar-lhes o futuro e todos os avanços na tecnologia "de fazer coisas".

Em sua palestra inaugural ou keynote, Andrew Anagnost (foto), CEO da Autodesk, passou a responder às questões no telão do palco e a debater a mesma temática da edição de 2017 da Autodesk University, compartilhando com 10 mil profissionais na plateia sua visão sobre a Era da Automação, sobre o futuro do trabalho.

Educação e desenvolvimento permanente de novas habilidades são os grandes desafios para o futuro do trabalho e do emprego, segundo Andrew Anagnost. Para ele, há hoje uma clara necessidade de se preparar a força de trabalho mundial para "fazer qualquer coisa".

Anagnost compartilhou sua visão otimista do setor, mostrando como a Autodesk poderá ajudar os clientes a fazer mais e melhor, com o menor impacto negativo possível, e, em especial sobre o futuro do trabalho na era da automação.

"A nova onda de automação – enfatizou Anagnost – causará, sem dúvida, interrupções, mas tecnologias como a inteligência artificial e a robótica serão muito mais eficazes para criar oportunidades de emprego e estimular o crescimento econômico do que muitos céticos teriam que acreditar".

O CEO da Autodesk lembra que é preciso reflitir sobre o grande debate que os robôs têm suscitado ao longo dos últimos 50 anos. "Muitos supunham que os robôs iriam roubar nossos empregos ao longo dessas décadas. Mas o que aconteceu não foi bem isso. Foi, sim, uma revolução tecnológica, como ocorreu na indústria automobilística. E o robô criou de fato mais empregos, não menos. Por que, então, teremos que pensar que no futuro as coisas serão diferentes? Na verdade, o job churn (ou rotatividade dos empregos) decresceu. E isso aconteceu não apenas na revolução industrial os EUA, como no resto do mundo."

Outro aspecto interessante ressaltado por Anagnost é o fato da automação em geral – e da robotização em particular – ter eliminado, sim, os maus empregos, os mais duros, repetitivos, cansativos e até desumanos.

O caso do jornalismo impresso é exemplar

Andrew Anagnost diz que há, sem dúvida, setores tradicionais que são implacavelmente destruídos pelo avanço tecnológico, como no caso da editoração eletrônica (desktop publishing). Jornais e revistas foram duramente afetados por ela e, claro, pela internet. Mas, ao mesmo tempo, essas novas ferramentas criaram milhares de novas oportunidades de trabalho e de empregos para designers e blogueiros, além de beneficiar milhões de pessoas com os novos recursos da editoração eletrônica. E relembremos que há 20 anos ninguém sabia o que era um blogueiro.

Outro exemplo é o da indústria do cinema. A televisão e o próprio cinema tiveram que ser redefinidos e recriados a partir dessa indústria de filmes. Milhões de pessoas no mundo assistem a filmes em seus home theater domésticos, com televisores muito maiores e áudio estéreo ou surrounding de melhor qualidade.

Pensemos agora na explosão da demanda de conteúdos que deu origem a uma nova indústria e o novo ecossistema criado pelo cinema e pela TV. A Netflix é o melhor exemplo. Com ela, nasceu uma incrível indústria dos microfilmes. Outro exemplo citado por Andrew Anagnost é o Emoji Movie – essas caretinhas e caricaturas de gestos que inundam a internet.

A revolução do CAD

É impressionante o que havia antes do software de CAD. Havia há cerca de 30 anos algo como 300 mil designers nos Estados Unidos. Hoje, são 10 milhões de usuários desses softwares de CAD.

Nesta 25ª edição, realizada de 13 a 16 de novembro de 2017 – terceiro ano neutro em termos de carbono – a Autodesk conduziu o grande evento que se propõe a atualizar as experiências de seus usuários, aprimorar sua rede de relacionamento e explorar novas formas de projetar e construir edifícios, infra-estrutura, produtos e entretenimento à medida que essas indústrias convergem cada vez mais.

No conjunto de suas edições em 14 países em todo o mundo, a AU reúne mais de 25 mil participantes em eventos ao vivo através de aulas, fóruns e conferências com especialistas da indústria e líderes de pensamento. Mais de 2,5 milhões de pessoas acompanham esses eventos da AU online via internet, com acesso gratuito o ano todo para fixar seu conteúdo, desenvolvimento profissional e conversas inspiradoras da indústria dos eventos da conferência da UA.

A produção de carbono da AU está sendo compensada este ano por meio de uma colaboração com a BioLite, fabricante do fogão HomeStove de madeira ultra-limpa que gera eletricidade a partir do calor da chama. Graças ao design inteligente que utiliza o software de simulação Autodesk, cada HomeStove reduz as emissões em 90% e o consumo de combustível pela metade.

 

Deixar seu comentário

0
termos e condições.
  • Nenhum comentário encontrado

newsletter buton