Aglomerado de galáxias contém quatrilhões de estrelas

Por Ethevaldo Siqueira
09/10/2017 - O maior aglomerado de galáxias já descoberto pode abrigar algo inimaginável como 10.000 trilhões ou 10 quatrilhões de estrelas. Localizado na direção da Constelação de Vela, oculto além da Via Láctea, estão diversos aglomerados de galáxias, cada um deles, contendo milhares de galáxias. A descoberta não foi da NASA, com seus superpotentes, telescópios espaciais como Hubble, Chandra ou Spitzer.

O Vela Supercluster (Vela SCl, VSCL) é um supercluster galáctico maciço de cerca de 265,5 megaprosecs, formado por cerca de 20 grupos de galáxias iniciais, identificados de forma espectroscópica. É uma das maiores estruturas encontradas no universo com dimensões equivalentes a 1 000 vezes a massa da Via Láctea.

Entre seus aglomerados de estrelas mais brilhantes está Gamma Velorum ou Velorum, ou ainda Suhail. Tem o brilho de uma estrela azul-branca que é um complexo sistema de múltiplas estrelas. Sua estrela mais brilhante é 280.000 vezes mais luminosa do que o nosso Sol, com diâmetro 17 vezes maior deste e com uma temperatura de 35.000 graus Celsius.

O super aglomerado de Vela

Não há fotos disponíveis de Vela para uso na internet. O da notícia abaixo é apenas ilustrativo, publicado pelo portal Futurism. Mas Vela é um super aglomerado de galáxias, ou seja, um conjunto de milhões de galáxias. E de proporções acima da imaginação dos astrônomos. Até aqui, nada se conhecia tão grande, tão massivo e tão extraordinário no Universo. Situado a 800 milhões de anos-luz de nós, o super aglomerado de galáxias se desloca no espaço cósmico em nossa direção à velocidade de 18.000 km/segundo ou 64,8 milhões de km por hora.

“Jamais pude supor que existisse no Universo uma estrutura dessas” – disse, boquiaberto, Renée Kraan-Korteweg, astrofísico responsável pelo estudo sobre Vela.

A descoberta, feita em dezembro de 2016 por astrônomos da Universidade de Cape Town, na África do Sul, nasceu das observações e da análise das imagens desse gigantesco aglomerado de galáxias, graças aos recursos de telescópios poderosos como o Grande Telescópio Sul-Africano (SALT-South-African Large Telescope), localizado nas vizinhanças da Cidade do Cabo, associado às imagens do Telescópio Anglo-Australiano (AAT, Anglo-Australian Telescope), situado em Sydney, além de pesquisas galácticas de raios-X.

O estudo foi publicado em detalhe pela Monthly Notices Letters of the Royal Astronomical Society. Os números até aqui revelados são surpreendentes. Imaginem o que poderemos saber, a partir de 2020, quando já estiver no espaço o Telescópio Espacial James Webb, sucessor do Hubble, que pode ver muito mais objetos do todos os telescópios espaciais já utilizados pela NASA, até aqui.

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