Há 40 anos eu assistia à decolagem da Voyager 1

Por Ethevaldo Siqueira
31/08/2017 - No dia 5 de setembro de 1977, um foguete Titan III-C começou a decolar lentamente, do Cabo Canaveral. Em seu topo, ele transportava a sonda espacial Voyager 1, cuja missão era visitar os grandes planetas exteriores do Sistema Solar e partir em seguida para a mais longa viagem já realizada por qualquer outro artefato construído pelo ser humano.

E o mais admirável: os equipamentos de radiocomunicação das sondas Voyager 1 e 2 ainda estão em operação e continuam a enviar todos os dias sinais elétricos, com informações sobre o espaço profundo, a uma distância de quase 21 bilhões de quilômetros da Terra (no caso da Voyager 1) e 19 bilhões de km, no caso da Voyager 2. Mesmo nessas distâncias incríveis, as duas naves continuam a enviar dados à NASA, abrindo uma janela para os misteriosos domínios externos do nosso sistema planetário e além.

A viagem das duas sondas

Tanto a Voyager 1 quanto a 2 completaram suas visitas a Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno, em 1989, com roteiros diferentes, e continuram sua viagem até os extremos mais distantes do nosso Sistema Solar e ingressaram no espaço interestelar – onde nenhuma espaçonave já chegou até hoje.

Vale lembrar que a Voyager 2 foi lançada no dia 20 de agosto de 1977, duas semanas antes da Voyager 1, porque iria fazer um trajeto diferente, mais longo, ao visitar os grandes planetas exteriores do Sistema Solar.

Num disco, nossa identidade terrestre

Além de muitos outros equipamentos de alta precisão, as duas sondas levam um disco recoberto de ouro, com centenas de informações gravadas gravação e agulha de leitura (como nos velhos LPs), em que são apresentadas informações a Terra e a humanidade, destinada a serem lidas um dia por seres de outras civilização, caso, um dia, algum extraterrestre o recolha. O disco dourado contém uma apresentação sobre a humanidade para outras civilizações, formada 115 imagens (onde estão incluídas imagens, como a do Cristo Redentor, do Brasil, a Grande Muralha de China e des pescadores portugueses, entre outras), 35 sons naturais (vento, pássaros, água, etc.) e saudações em 55 línguas, incluindo em língua portuguesa, tanto com a pronúncia de Portugal quanto do Brasil. Foram também incluídos excertos de música étnica, de obras de Beethoven e Mozart, e Johnny B. Goode, de Chuck Berry. Atualmente, a Voyager 1 é o mais distante objeto feito pelo homem a partir da Terra, viajando fora do planeta e distanciando-se do Sol a uma velocidade maior do que qualquer outra sonda.

Entre os aparelhos científicos de medição e pesquisa, apenas o Subsistema de Raios Cósmicos das sondas Voyager está funcionando. Os demais aparelhos já deixaram de funcionar por falta de energia. Eles mediam as partículas as partículas de carga de baixa energia, os campos magnéticos, as ondas de plasma, dados da ciência de plasma, sistema de imagens digitais, espectrômetro e radiomedidor interferômetro infravermelho.

Relembrarei nesta semana, ate o dia 5 de setembro, os fatos mais interessantes relacionados com as duas sondas Voyager 1 e 2.

Saiba mais sobre sua jornada e como eles estão nos ajudando a entender o que está além do nosso sistema solar no espaço entre as estrelas. Tudo está no último Momento Teachable da NASA/JPL Especialista em Educação Ota Lutz - recursos e lições para ajudá-lo a trazer a maravilha da missão aos estudantes.

Mais informações, visite:

https://www.nasa.gov/press-release/nasa-and-iconic-museum-honor-voyager-spacecraft-40th-anniversary

Para ver as melhores fotos das sondas Voyager, acesse:

https://www.space.com/37847-nasa-voyager-mission-40-years-photos.html

 

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