Eduardo Navarro é o Homem das Comunicações 2017

Por Ethevaldo Siqueira
30/08/2017 - Em solenidade realizada nesta segunda-feira, 28 de agosto de 2017, no Instituto de Engenharia de São Paulo, a Associação Brasileira das Empresas e Profissionais das Telecomunicações e Infraestrutura (Aberimest) homenageou o CEO e presidente da Tefônica-Vivo, Eduardo Navarro, escolhido pela entidade como "Homem das Comunicações do Ano".

Em seu discurso de agradecimento, Eduardo Navarro relembrou as grandes transformações por que passou o Brasil no setor de telecomunicações ao longo dos últimos 20 anos, após a promulgação da Lei Geral de Telecomunicações e a criação da Anatel, que antecederam a privatização da Telebrás. Disse ainda ter tido "o privilégio de participar do leilão das privatizações da empresa-holding do Sistema Telebrás na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1998".

Eduardo Navarro foi escolhido pela Aberimest como "Homem das Comunicações do Ano" / Crédito: André Siqueira

"Essa foi, sem dúvida, a mais emblemática das privatizações, ou seja, aquela que marcou o antes e o depois na vida cotidiana dos brasileiros", concluiu Navarro.

Como consequência da Lei Geral das Telecomunicações, moldada para atender à realidade das teles naquele momento, empresas concessionárias como a Telefônica passaram a ter uma série de metas e obrigações, dentre elas, a terceirização dos telefones fixos, privados ou públicos (orelhões).

De 1998 até hoje, as empresas investiram no setor de telecomunicações no país. Segundo Navarro, somente a Telefônica investiu nesse período cerca de R$ 180 bilhões, e prevê que "a empresa continuará a fazê-lo, pois nos próximos anos 3 anos serão investidos mais R$ 24 bilhões.

A escassez de telefones nos anos 90

Navarro lembrou que antes da privatização, as pessoas esperavam até cinco anos para receber uma linha de telefone fixo, e pagavam antecipadamente através dos chamados Planos de Expansão. Essa demora estimulou e alimentou um mercado paralelo da venda de linha telefônicas, gerando uma distorção enorme, pois uma linha de telefone fixo chegava a custar até US$ 5.000.

"Há 20 anos a população precisava de telefones fixos para se comunicar e o telefone foi democratizado em poucos anos. Além disso, a população passou a dispor de telefones celulares que foram, de fato, responsáveis pela inclusão de todos os brasileiros," disse Navarro.

Com a privatização, o Brasil passou a experimentar as vantagens da tão esperada abertura do mercado, ao permitir que as empresas privadas investissem na expansão e na modernização do setor de telecomunicações, deixando ao Estado o papel essencial da fiscalização e da regulação do setor.

Na realidade, as pessoas não querem mais telefones fixos: as pessoas querem internet e cada vez mais rápida. O conceito de telefone como conhecemos mudou: utiliza-se cada vez menos serviço de voz, a necessidade hoje é de dados.

O CEO e presidente da Tefônica-Vivo Eduardo Navarro, recebe homenagem em São Paulo / Crédito: André Siqueira

Quem é Eduardo Navarro

Formado em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal de Minas Gerais, Navarro começou sua carreira como engenheiro na indústria siderúrgica brasileira. Em seguida, foi consultor da McKinsey & Company, com foco em projetos de Infraestrutura e Telecomunicações na América Latina, Europa e África.

Em 1999, "foi atraído pelo mundo das telecomunicações e ingressou na Telefônica", em um momento em que a empresa promovia diversas fusões e aquisições no Brasil.

O CEO da Telefônica encerrou seu discurso dizendo que seus 20 anos no setor se confundem com os 20 anos da Telefônica no Brasil e prometeu manter investimentos para que se mantenha a modernização necessária para atender às necessidades dos usuários.

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