De Galileu ao Hubble, são 400 anos de descobertas

Por Ethevaldo Siqueira
06/07/2017 - Num riquíssimo texto e ilustração da NASA, você encontra uma retrospectiva da contribuição do Telescópio Espacial Hubble para os avanços de nosso conhecimento do Universo. A agência espacial lembra que, em 1609, o visionário cientista italiano Galileo Galilei transformou a luneta que havia recentemente inventado no primeiro telescópio, o dispositivo usado para contemplar o céu. Clique aqui e aproveite ao máximo as informações reunidas, além das fotos magníficas, que o artigo acrescenta.

Suas observações mostraram conclusivamente que haviam corpos celestes (as luas de Júpiter) que não giravam em torno da Terra, lançando uma revolução que mudou para sempre nossa visão de um universo centrado na Terra, como defendia dogmaticamente a Igreja Católica na época.

Quase quatro séculos depois, em 1990 com o lançamento do Telescópio Espacial Hubble a bordo do ônibus espacial Discovery, a humanidade iniciou nova revolução na astronomia. O Hubble, desenvolvido com uma parceria entre o programa espacial dos Estados Unidos e a Agência Espacial Européia, continua a girar em torno da Terra, a uma altura de 544 km sobre a superfície do planeta, voltado para a vastidão do Universo, fora e além dos efeitos de distorção da atmosfera, o que impede a luz das estrelas e bloqueia alguns comprimentos de onda importantes da luz de chegar ao chão.

Já em sua terceira década de atividade, o Hubble ainda é extremamente produtivo. O telescópio já captou mais de um milhão de observações e imagens e forneceu dados que os astrônomos usaram para escrever mais de 14.000 publicações científicas revisadas por pares em uma ampla gama de tópicos, desde a formação do planeta até os buracos negros gigantes.

Esses trabalhos foram citados em outras publicações mais de 600.000 vezes, com aumento em média, em mais de 150 por dia. Todo livro de texto de astronomia atual inclui contribuições do Hubble. Os estudantes universitários de hoje, não conhecem um momento sequer em suas vidas em que os astrônomos não estão fazendo descobertas ativas com dados do Hubble.

Deixar seu comentário

0
termos e condições.
  • Nenhum comentário encontrado

newsletter buton