Telescópio James Webb, da Nasa, assume sua forma final no espaço

Ethevaldo Siqueira

Anúncio foi feito neste sábado (8) pela agência espacial americana. A NASA, agência espacial americana, informa que o telescópio James Webb, lançado ao espaço no dia 25 de dezembro, assumiu sua forma final, com a implantação dos espelhos. As primeiras imagens feitas pelo telescópio devem chegar em 5 meses aos astrônomos da NASA.

O telescópio será alinhado e calibrado pelos próximos cinco meses. Só então a agência deverá receber as primeiras imagens dele, segundo anunciou na rede social Twitter: Na publicação, é possível ouvir um áudio anunciando a implantação dos espelhos do telescópio, e, ao lado, imagens dos cientistas da Nasa comemorando: Cientistas da Nasa comemoram implantação dos espelhos do telescópio James Webb, que assumiu sua forma final no espaço neste sábado (8).

O James Webb é o novo telescópio espacial da Nasa (JWST, na sigla em inglês: James Webb Space Telescope). Ele é, basicamente, um grande observatório espacial que consegue enxergar objetos – como estrelas, galáxias e exoplanetas – super distantes no espaço. Sua massa é de 6,5 toneladas. Ele custou US$ 10 bilhões (cerca de R$ 56,4 bilhões).


O super telescópio vai permitir aos astrônomos, literalmente, enxergar coisas no Universo que eles não conseguiam ver antes – como as primeiras galáxias que surgiram nele. Isso é possível por dois motivos: o primeiro é que o James Webb é muito grande: seu espelho primário tem 6,5m de diâmetro (quase 3 vezes maior que o do telescópio Hubble, seu antecessor).

O segundo é que ele consegue enxergar em infravermelho. O Hubble só enxergava uma faixa limitada desse comprimento de onda. Como a luz infravermelha tem um comprimento de onda mais longo que os outros, o James Webb vai conseguir olhar mais para trás no tempo — e enxergar as primeiras galáxias que se formaram no início do Universo. É como olhar para o passado. James Webb sendo lançado ao espaço em 25 de dezembro.

“Quanto mais longe [está a galáxia], mais no passado. É um efeito meio maluco de relatividade, mas você pode pensar assim: quando a gente está vendo uma coisa muito distante, está vendo uma coisa que aconteceu há muito tempo atrás — há bilhões de anos — e simplesmente levou muito tempo para a luz chegar até aqui”, explica o astrônomo Thiago Signorini Gonçalves, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nas palavras da própria NASA, o telescópio vai “alterar de forma fundamental o nosso entendimento sobre o Universo”.

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