Bitcoin bate recorde e já vale 40 mil dólares

Por Ethevaldo Siqueira

É provável que todos os leitores já tenham ouvido falar ou lido sobre o Bitcoin, como moeda digital. O que mais importa, agora, é saber que seu valor atingiu em dezembro de 2020 a marca impressionante de 40 mil dólares. Sim, US$ 40.000.

Na realidade, Bitcoin é uma rede de pagamento inovadora e um novo tipo de dinheiro. É moeda virtual. Não existe fisicamente. Vale a pena saber também que Bitcoin é divisível em até 8 casas decimais. Ou oito unidades depois da vírgula. E não em apenas duas casas, como os centavos das principais moedas tradicionais.

Com o Bitcoin, pode-se comprar ou vender coisas ou serviços. Pode-se trocá-la por outras moedas (e vice-versa). Em sua essência, o Bitcoin é uma moeda inteligente, projetada por engenheiros com visão de futuro.

São vários propósitos centrais da criação do Bitcoin. Teoricamente, essa moeda virtual pode elliminar a necessidade de bancos. Pode livrar os cidadãos das taxas de cartão de crédito, das taxas de câmbio, das taxas de transferência de dinheiro e reduzir a necessidade de advogados nas transações.

Mais importante ainda, o Bitcoin é uma “moeda exponencial” — ou seja, capaz de mudar nosso conceito de moeda ou dinheiro. Da mesma forma que o e-mail mudou a maneira como pensávamos no correio. Você consegue se lembrar da vida antes do e-mail?

Como nasceu o Bitcoin

A criação e a difusão das criptomoedas — ou moedas virtuais — têm sido um dos assuntos mais abordados pela mídia nos últimos anos. A história do Bitcoin se inicia em meados de 2008, por intermédio de um misterioso Satoshi Nakamoto. O que mais desperta a atenção em todo o mundo é o crescimento exponencial do valor do Bitcoin. Em meados de 2010, ele valia singelos 100 dólares. Em novembro de 2017, ultrapassou os 7 mil dólares E, em 2020, chegou ao quebrar o recorde de 40 mil dólares.

Mas, afinal, que é Bitcoin?

Assim como o dólar, a libra esterlina ou real, o Bitcoin é uma moeda. Mas ele tem duas diferenças essenciais, que são:

1) É uma moeda virtual. Ou seja, não existe em espécie e é descentralizada, isto é, não requer nenhum intermediário para a concretização das transações.

2) O Bitcoin não está submetido à fiscalização e controle de nenhum país. Em outras palavras, o Bitcoin torna desnecessária a existência de bancos e a supervisão dos governos, principal razão de ser ela alvo de tantas polêmicas.

História do Bitcoin

O Bitcoin nasceu no auge da crise americana que levou à quebra de diversas instituições financeiras. O sistema que apoiou a criação da moeda foi apresentado por Satoshi Nakamoto no grupo de discussão The Cryptography Mailing.

Nakamoto se apresentou nas redes sociais como o criador do protocolo original da moeda e como a pessoa que mais teria contribuído para o desenvolvimento da rede Bitcoin ao longo dos anos iniciais. Após se envolver com o projeto, Nakamoto simplesmente desapareceu no final de 2010, alegando que havia “partido para novas coisas”.

A identidade de Satoshi Nakamoto tem sido um dos maiores mistérios da história do Bitcoin, mesmo depois de vários jornais e revistas especializadas tentarem sem sucesso desvendar sua real identidade. No ano de 2016, o empreendedor australiano Craig Wright chamou a atenção de todos ao afirmar ser o verdadeiro Nakamoto, inclusive fornecendo provas técnicas de sua alegação. No entanto, a maior parte da comunidade do Bitcoin refutou suas supostas provas, alegando que elas haviam sido forjadas.

De qualquer forma, na atualidade, parece ser pouco relevante para o desenvolvimento do Bitcoin saber a verdadeira identidade de Nakamoto, já que seu sistema não depende de ninguém ou de uma organização específica. O que importa é que a moeda parece ser uma concreta solução para o futuro, e que, no final de 2020, já contava com um mercado que movimentava mais de 100 bilhões de dólares.

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