Autodesk University, um grande evento virtual

Por Ethevaldo Siqueira

Assisti, virtualmente, nesta tarde desta terça-feira, 17 de novembro, à magnífica palestra de Andrew Anagnost — CEO da Autodesk, proferida na Califórnia — com 5 fusos horários atrás da hora de Brasília, na Sessão de Abertura da Autodesk University. Para todo o mundo, o grande evento da Autodesk deste ano está sendo realizado de forma virtual.

Em sua palestra, o presidente e CEO da Autodesk, Andrew Anagnost, lembrou que tem mais de 20 anos de casa e que “faz parte deu uma subcultura da empresa — a equipe de design e engenharia de produtos.”

Em sua visão, “este ano que está acabando permitiu à Autodesk ir além do canteiro de obras, do chão de fábrica e do estúdio de produção. Seja orquestrando nossas equipes e nosso trabalho digitalmente, criando coisas virtualmente ou personalizando nossos produtos para atender à demanda em constante mudança, a tecnologia é algo que todos nós tivemos que abraçar.”

Quem acompanha a edição 2020 da Autodesk University, virtualmente, sente-se privilegiado. Graças à rede mundial, a rigor, não importa o local em que o palestrante esteja. A barreira das distâncias é superada, como comprovei hoje. Como este ano, não pude viajar aos EUA para participar do evento que este ano está sendo realizado virtualmente. A utilidade da internet é inegável como avanço nessa área, mas, é claro, não tem a emoção da participação pessoal, ao vivo, e, mais ainda, estar fisicamente em Las Vegas.

A apresentação de Andy MacAfee sobre as implicações dessa era de que estamos falando foi emocionante. Mais recentemente, ele escreveu o livro “More from Less”, que também se relaciona estreitamente com as coisas que mais nos preocupam.

Em “More from Less”, McAfee argumenta que, para resolver nossos problemas ecológicos, devemos fazer o oposto do que sugere uma década de sabedoria convencional. Em vez de reduzir e conservar, devemos confiar na consciência de custo embutida no capitalismo e nos milagres de racionalização da tecnologia para criar um mundo mais eficiente.

E lembra que o livro tem uma história muito específica: pois, um dia, enquanto ele “desperdiçava seu tempo na internet”, viu um título que dizia: “Como a Tecnologia Liberta o Meio Ambiente”. E, em particular, afirma, que “nosso uso global dos recursos como país, não per capita, mas nosso uso global de alguns recursos muito importantes, tem decrescido com o tempo inclusive em momento em que a economia tem crescido.”

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