Quatro superpotências tecnológicas americanas parecem ser imbatíveis

Por Shira Ovide, para o New York Times
31/07/2020 - Há três meses, o diretor executivo da Amazon, Jeff Bezos, declarou que sua empresa tentaria perder dinheiro. Em vez disso, a Amazon declarou nessa quinta-feira, 30, o maior lucro de sua história. É uma situação inusutada.

As empresas devem ganhar dinheiro, com certeza. Mas isso ocorre em um momento em que políticos e o público estão se perguntando se as superestrelas digitais dos EUA são tão poderosas - e talvez usem o jogo a seu favor - que elas simplesmente não podem ser derrotadas. Quando uma empresa como a Amazon planeja perder dinheiro e lucra bilhões de dólares é um sinal bastante convincente de poder.

Há três meses, Jeff Bezos declarou que sua empresa tentaria perder dinheiro. Nessa quinta-feira, a Amazon anunciou lucro recorde / Crédito: Kenny Brandenberger para o New York Times

Esta situação me fez pensar sobre o que disse o executivo de uma empresa outrora dominante: o que é bom para os Estados Unidos é bom para a General Motors e o que é para a GM é bom para o país. (Há um debate sobre o que o executivo quis dizer com isso, mas ainda é uma boa frase de efeito).

Os chefes de quatro dos gigantes da tecnologia dos EUA, foram arrastados (virtualmente) para a frente do Congresso nesta semana, e disseram algumas versões dessa teoria antiga. Eles alegaram que os respectivos sucessos são exclusivamente americanos e que suas empresas enriquecem o país e a vida das pessoas que vivem nele. Isso é verdade. No entanto, é difícil ignorar que as fortunas do país e de seus principais cidadãos corporativos, estão atualmente indo em direções opostas.

O que tem sido ruim para os Estados Unidos ainda não foi ruim para a Big Tech. Então, o que é bom para a Big Tech é bom para o país? Não tenho certeza.

Existe um espectativa na tecnologia de que a mudança acontece gradualmente, e de repente. As empresas de tecnologia podem parecer imbatíveis até que não o sejam - geralmente por causa de uma rápida mudança evolutiva. Aconteceu com a Nokia e a Sun Microsystems - cuja antiga sede foi tomada pelo Facebook - como a representação de um império substituindo outro império.

Então, poderia haver um momento de queda de Roma para as superpotências tecnológicas de hoje? Sim, em teoria, e podemos nunca ver isso chegando. No momento, apesar da situação econômica dos EUA não ser das melhores e de haver uma reação crescente a seu poder, essas quatro superpotências tecnológicas americanas parecem ser atualmente totalmente imbatíveis.

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