Por que o Japão ainda é uma exceção em coronavírus?

Por Oscar Boyd, do Japan Times
25/03/2020 - No momento da redação deste artigo, o Japão tinha pouco mais de 900 casos confirmados de coronavírus. São 900 casos registrados em um período de dois meses desde que a primeira pessoa - um homem que viajou para Wuhan - confirmou ter a doença enquanto estava em um hospital japonê,s entre 10 e 15 de janeiro.

Na Itália, o primeiro caso foi registrado duas semanas depois do que no Japão, em 23 de janeiro. Pouco depois, 50.000 pessoas foram colocadas em quarentena em várias cidades da região da Lombardia. Então, foi todo o norte. Agora, todo o país está em quarentena, com mais de 40.000 casos confirmados e 3.600 mortos.

As multidões apreciam as flores de cerejeira no Ueno Park, no sábado. Existem sinais e barreiras no parque, e os visitantes estão sendo desencorajados de realizar a tradicional contemplação das cerejeiras em flor (cherry blossoms) / Crédito: YOSHIAKI MIURA

Nos EUA, Nova York fechou seus bares e restaurantes e a Califórnia impôs restrições semelhantes em larga escala ao movimento de seu povo e às atividades de seus cidadãos.

Olhe ao redor de Tóquio e você irá se surpreender. Apesar do cancelamento de eventos esportivos, do fechamento de escolas e do fechamento de alguns, mas não todos, locais de entretenimento, grande parte do Japão segue com sua rotina normalente. Não há quarentena e fechamento obrigatório de bares ou restaurantes. Até clubes permanecem abertos.

Se você quiser comer o macarrão japonês (ramen) às 4 da manhã, tudo bem. Se você pegar o metrô, verá que está um pouco mais vazio, mas ainda está cheio. Se você deseja alugar um carro e se dirigir de um lado ao outro do país e vice-versa, faça-o, não há nenhuma restrição. Significa que também há muito pouco para impedir a propagação da doença.

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