Atraso do leilão de 5G prejudica (muito) as comunicações do Brasil

Por Ethevaldo Siqueira, com Bryan Harris em São Paulo e Andres Schipani em Brasília, do Financial Times
13/01/2020 - O atraso da 5ª Geração de Telecomunicações Móveis afeta as ambições da tecnologia do país. Por outro lado, o movimento para postergar a venda de espectro oferece ao governo brasileiro, espaço para minimizar as reações norte-americanas diante da eventual participação da Huawei na licitação.

Uma mulher checa seu telefone na reserva indígena Tekohaw, Brasil. A tecnologia 5G é considerada um componente crucial para a próxima geração de comunicações / Crédito: © Rodrigo Abd / AP

A licitação do cobiçado espectro de 5G do Brasil foi adiada, um revés para as ambições tecnológicas do País, que poderá custar ao Estado brasileiro bilhões em receitas fiscais perdidas e investimentos.

Por outro lado, o atraso na implantação da tecnologia de próxima geração poderá ajudar o governo brasileiro a evitar um impasse iminente com os EUA caso a Huawei, o grupo chinês de telecomunicações, viesse a desempenhar um papel decisivo no setor.

O Brasil é um dos vários países que têm enfrentado pressão dos EUA para excluir a empresa chinesa dos planos 5G, alegando que a empresa chinesa usa supostamente sua tecnologia para espionar em nome de Pequim. A tecnologia 5G é considerada um componente crucial para a próxima geração de comunicações.

Em todo o mundo, as nações correm para atualizar suas redes e aproveitar a vantagem competitiva que vem com ela. O leilão do espectro 5G no Brasil estava previsto para março, mas agora foi postergado para o final do ano ou mais provavelmente para o início de 2021, em meio aos desentendimentos sobre as regras do leilão na Anatel, o regulador de telecomunicações do País.

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