Pesquisa revela hábitos de consumo online dos brasileiros

28/11/2019 - Os consumidores estão comprando no celular a uma taxa maior do que nunca - em todo o mundo. Até por causa disso, expressões como "mobile first" e "mobile only" estão se tornando cada vez mais comuns entre os internautas, que passam horas a fio de cabeça baixa olhando para as telinhas de seus celulares. Este foi o pano de fundo para que o PayPal encomendasse uma pesquisa global sobre o assunto a Ipsos.

O questionário focou nos hábitos de consumo online, divididos em três áreas principais: o comportamento do consumidor na hora de pagar pelo smartphone; os principais incentivos e barreiras para comprar via mobile; e o quanto essa forma de compra online cativa esses consumidores.

Mais da metade dos m-consumidores brasileiros tem o hábito de comprar produtos em sites estrangeiros / Crédito: rupixen.com / Unsplash

A Ipsos entrevistou 22 mil consumidores e 4.600 lojistas em onze mercados, sendo 2 mil consumidores e 500 lojistas no Brasil. E descobriu, entre outras coisas, que quase 80% dos e-consumers compraram via smartphone nos seis meses anteriores à pesquisa. Apesar disso, curiosamente, 37% das empresas globais ainda não estão preparadas para dispositivos móveis (ou seja, não têm sites responsivos, que se adaptam às telas dos smartphones). Esse índice, no Brasil, é de 25%, o que faz bastante sentido, já que, segundo o IBGE, por uma questão de preço, os smartphones são o principal meio de acesso dos brasileiros à internet e às redes sociais.

A Índia lidera nesse quesito: 92% dos consumidores indianos disseram já ter usado o smartphone para fazer pagamentos online; e 81% dos comerciantes indianos garantem estar otimizados para aceitar compras via mobile. Com 83%, a Itália é o principal mercado europeu para consumidores que fazem compras online via smartphone; ao mesmo tempo, apenas 65% das empresas italianas relataram ter um site ou aplicativo otimizado para celular. Já nos EUA, 72% dos consumidores usaram um smartphone para pagar online desde o começo do ano, enquanto 57% das empresas relataram oferecer uma experiência otimizada para celular - este é o segundo índice mais baixo entre os países pesquisados, perdendo apenas para o Japão, com 49%.

A seguir, os principais highlights da pesquisa, tanto do ponto de vista dos comerciantes, quanto dos consumidores brasileiros:

• 76% dos consumidores pesquisados disseram usar dispositivos móveis para fazer compras ou pagamentos online.

• 74% dos lojistas brasileiros entrevistados garantiram que têm versão otimizada (responsiva) de suas lojas online para smartphones.

• Em relação ao tíquete médio do comprador online brasileiro, ele gasta em torno de R$ 503 por mês em compras via celular.

• 60% dos consumidores brasileiros dizem pagar contas ou fazer compras online via celular pelo menos uma vez por semana.

• Já os comerciantes entrevistados garantiram que 44% de suas vendas online se dão por meio de dispositivos móveis.

• 43% dos consumidores entrevistados no Brasil disseram ter feito compras online por meio de redes sociais nos seis meses que antecederam a pesquisa realizada pela Ipsos.

• 52% dos lojistas nacionais entrevistados garantiram já estar vendendo produtos e serviços via redes sociais.

• 94% dos m-consumers brasileiros pagam contas ou fazem compras via aplicativos instalados em seus celulares. Destes, 47% garantem usar os aplicativos pelo menos uma vez por semana.

• 51% dos internautas brasileiros costumam fazer compras online internacionais via dispositivos móveis

• Do lado dos lojistas pesquisados, 74% deles se dizem integrados ao comércio internacional e já venderam online, via smartphone, para consumidores de outros países.

• Ainda nesse quesito, uma informação surpreendeu os pesquisadores da Ipsos: segundo os lojistas online brasileiros, 48% do volume de suas vendas vêm de clientes internacionais - que compram online via dispositivos móveis.

• 54% dos consumidores brasileiros preferem comprar produtos ou serviços e pagar contas via smartphones - média muito maior que a global, que é de 43%.

• 74% dos lojistas online brasileiros têm sites responsivos (que se adaptam às telas de smartphones) e adaptados para a experiência de compra móvel - a média global é de 63%.

• Dentre os quase 26% de lojistas que ainda não estão prontos para o comércio via smartphones, 40% garantem que a otimização de seus e-commerces é a prioridade para os próximos 12 meses.

Outras informações interessantes coletadas pela pesquisa:

• 92% dos consumidores brasileiros compram online, contra 95% da média global.

• 60% dos brasileiros compram ou fazem pagamentos online pelo menos uma vez por semana, contra uma média global de 48%.

• 66% dos compradores brasileiros navegam pela internet em seus smartphones à procura de produtos ou serviços pelo menos uma vez por dia, contra uma média global de 56%.

• 70% dos consumidores brasileiros pesquisados da geração Millennial buscam produtos ou serviços por meio de seus smartphones pelo menos uma vez por dia.

• 47% dos brasileiros pesquisados pela Ipsos costumam fazer compras online por dispositivos móveis quando estão na cama, antes de dormir.

• Já 17% dos brasileiros pesquisados que fazem parte da geração Millennial preferem comprar online via smartphone quando estão nas lojas.

• Ainda em relação à geração Millennial brasileira, 20% dos pesquisados garantem que fazem compras online via smartphone principalmente quando saem com os amigos.

Mais de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo possuem um smartphone. Há inúmeros aplicativos que rastreiam a localização de seus usuários, às vezes com precisão de centímetros e frequência de centenas de vezes por dia. Utilizamos os aplicativos por sua utilidade. Os dados de localização oferecem uma experiência pessoal, quando queremos obter mais informações sobre como encontrar um restaurante melhor, saber o clima local durante a semana ou até encontrar possíveis amigos próximos.

Os dados coletados por nossos smartphones e aplicativos são valiosos para as empresas, tanto para fins publicitários quanto para atrair novos clientes. Para onde estamos indo, o que fazemos e como negociamos são informações que oferecem uma rica perspectiva socioeconômica e demográfica, podendo ser aplicada em atividades específicas de marketing. Indo além, os dados de um app de localização podem ajudar empreendedores, líderes, executivos de planejamentos regionais e funcionários do governo a tomar decisões assertivas que podem melhorar nossas vidas no dia a dia.

No entanto, quando combinados com outros recursos de identificação, essas informações de localização podem expor completamente detalhes de nossas escolhas pessoais, vida familiar, saúde, trabalho, relacionamentos, entre outras.

Curiosamente, não precisamos nos inscrever no Facebook ou dar permissão aos aplicativos para rastrearem a nossa localização. Eles podem fazer isso sozinhos!

Como os smartphones e aplicativos rastreiam a localização?

Antes da chegada das tecnologias GPS e 4G, isso era feito por triangulação, podendo determinar a localização de um dispositivo móvel e calculando sua distância de três ou mais torres telefônicas com relação a um local fixo. É o método da velha escola.

Agora, os smartphones são equipados com chips Wi-Fi e GPS (Sistema de Posicionamento Global). Eles detectam a posição e o sinal de uma série de satélites. Mas, quando estão em um local sem uma visão nítida do céu, isto pode dificultar que a antena do smartphone rastreie a localização por GPS.

É aí que os dispositivos Wi-Fi entram. Como os smartphones agora possuem um chip Wi-Fi integrado, eles procuram constantemente por pontos de acesso Wi-Fi (como roteadores domésticos, beacons ou redes Wi-Fi públicas) e transmitem dados publicamente (como o SSID e o MAC do telefone).

Graças a essas tecnologias, os smartphones podem obter uma estimativa precisa da nossa localização e tornar mais úteis os aplicativos e serviços baseados nessas informações. Eles criam um banco de dados de geolocalização e desenham um perfil digital mais completo do usuário a cada movimento que ele faz. A NASA está trabalhando para superar os limites do GPS, com novos satélites e experimentos.

Como anunciantes usam dados de geolocalização?

Muitas pessoas estão dispostas a negociar sua privacidade, quando acreditam que os benefícios de um aplicativo superam seus riscos. A maioria de nós continua usando aplicativos que rastreiam a localização, por conforto e segurança.

As funções de localização podem priorizar os resultados pela proximidade, o que simplifica uma tomada de decisão. Por exemplo, preferimos um hotel 5 estrelas fora do nosso destino do que uma opção de hospedagem 3 estrelas com meia pensão, e perto de todas as atrações? Contar com um padrão de lojas favoritas, também tem suas recompensas. Por que ir a três lojas diferentes se você pode ser recompensado com créditos, cupons ou presentes da loja que visita com frequência? Os aplicativos que registram a localização oferecem ainda aos pais a tranqüilidade de saber sempre o local exato dos membros da família.

Cada conjunto de dados possui um componente de localização geográfica, que pode ser usado por especialistas de marketing para criar e enviar experiências e anúncios personalizados para smartphones. Se aceitarmos receber cupons, os anunciantes podem nos enviar mensagens com promoções por SMS ou através de aplicativos, quando entrarmos em uma área (um perímetro virtual predeterminado, como a entrada em uma Starbucks, acionando um alerta ou notificação).

Se uma empresa desejar abrir uma nova loja, poderá usar os padrões de tráfego de pedestres dos usuários do aplicativo e fazer referência cruzada com as informações adquiridas de uma empresa de marketing de dados.

Infelizmente, como qualquer outro dado confidencial, os serviços de dados de localização podem ser mal utilizados por terceiros. Os defensores da privacidade e os órgãos legislativos pressionam não apenas um melhor armazenamento de dados de localização, mas também para limitar a quantidade de dados hospedados em smartphones, com que frequência os dispositivos rastreiam a localização e a criptografia dessas informações.

Atualmente, embora não seja possível desativar o rastreamento de localização de um smartphone, existem maneiras de limitá-lo.

Como impedir que o seu telefone forneça dados de localização?

- Desative os serviços de localização. Isto pode ser feito completamente ou apenas para determinados aplicativos. A maioria dos apps não precisa saber o local, para funcionar. Para desativar os serviços de localização no Android, você deve acessar Configurações e, em seguida, acesse e desative Localização. No iOS, você deve acessar Configurações, Serviços de Localização e desativá-los. Lá, os usuários também podem optar para que os aplicativos nunca usem seu local, que apenas o utilizem enquanto estiverem rodando o app ou, então, para que sempre possam ter o acesso.

- Use uma VPN. Uma Rede Privada Virtual cria um túnel privado entre o telefone e a Internet, que criptografa o tráfego e a atividade da rede diante de pessoas curiosas e cibercriminosos.

- Peça para conectar. Verifique se o telefone solicita permissão para ingressar em uma rede, quando a detecta. Alguns telefones se conectam automaticamente com conexões Wi-Fi conhecidas. Para alterar isso, você deve acessar Configurações, Wi-Fi e ativar a opção Solicitar para Ingressar em Redes.

- Desinstale aplicativos. Recomenda-se desinstalar aplicativos que não são mais usados. Os desenvolvedores atualizam continuamente seus aplicativos para corrigir possíveis falhas de segurança, e é improvável que os usuários que não usam um app por meses instalem as atualizações necessárias.

Matéria atualizada dia 29/11/2019

Deixar seu comentário

0
termos e condições.
  • Nenhum comentário encontrado

newsletter buton