Retrospectiva sintética das principais fases por que passou a Oi

Por Ethevaldo Siqueira
06/11/2019 - Num breve resumo, é bom lembrar as características das principais fases por que passou a Oi, partindo do presente para o passado: a) Cenário de 2019; b) De 2014 a 2018; c) de 2008 a 2014; d) De 2004 a 2008. e) De 2000 a 2004; e f) 1996 a 2000.

Cenário de 2019:

• Novo mundo de fibra, Espectro, Dados e Serviços, FTTH como a fronteira a conquistar, 4G+, 5G, IoT, IPTV, Cloud, Vídeo, Segurança, Conteúdo, Soluções;
• Novo Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), Novo Regulamento de Espectro, LGPD, Aprovação do PLC 79, que já é realidade;
Discussão da Migração da Concessão, Leilões 5G;
• Nova Estrutura Financeira e Governança;
Plano Estratégico de Transformação.

De 2014 a 2018:

• Voz e cobre – Dados, fibra e espectro; 34 Mbps, 4,5G, OTTs e VAS, Migração de SIMs, Pré-Pós, Declínio do Fixo, DSL, DTH, Consolidação – No Brasil, há uma redução da telefonia para 35 milhões fixas, 205 milhões móveis, 32 milhões de usuários de banda larga, 16 milhões de assinantes de PayTV;

• Nesse período começam a surgir as pressões por mudanças; Cresce o volume das multas e dos passivos, os chamados TACs. Do ponto de vista regulatório os temas são: franquias de Banda Larga, Neutralidade de Rede, Reversibilidade, CAPs de Espectro, PGMU, Consolidação, Discussão do PLC, o o novo projeto de lei apresentado na Câmara, para um novo modelo regulatório;

• Foi nesse período que ocorreu o declínio acelerado de resultados, com problemas de governança, a busca de consolidação, entrada em RJ, Execução do Plano, POR+50 mil profissionais, para mais de 50 Milhões de clientes.

De 2008 a 2014

• Nesse período o País alcança o pico do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), começa a implantação do 4G. O País tem, então, 44 milhões de linhas fixas; 270 milhões de celulares; 24 milhões de acessos de banda larga, 21 milhões de assinantes de PayTV e Combos (serviços combinados);
• São realizados os Leilões de 4G, Reversibilidade, Obrigações, Telefonia Pública, Passivos Regulatórios, Multa, Proibição de Vendas, Espectro;
• Várias coisas começaram a piorar, em especial com a dívida Pós-BrT, Portugal Telecom, Reestruturação, Conflitos e com a fusão OI/PT;
• Lançamento dos serviços DTH (Direct to-the-Home).

De 2004 a 2008

• A empresa se prepara implantar as Redes de Nova Geração (NGN), a Telefonia sobre Protocolo IP; a terceira geração (3G) de telefonia móvel e os smartphones. A rede fixa brasileira alcança, então, 40 milhões de terminais, 150 milhões de celulares, sendo 8 milhões em banda larga, e uma rede de assinantes de Pay TV de 8 milhões de domicílios;
• Essa foi a época dos leilões 3G, das interconexões e fusões; do Plano Geral de Outorgas (PGO) e de outras regras;
• A Telemar passa a chamar-se Oi, aquisição da Brasil Telecom (BRT), criada Oi Móvil, R$ 30 bilhões de receitas, Expectativa de Sinergias. Polêmicas com problemas de sócios e futuro da empresa.

De 2000 a 2004

• Neste período, a empresa investiu prioritariamente na digitalização, no desenvolvimento da segunda geração do serviço móvel (2G) nos serviços digitais DSL (digital subscriber line) de 256 de kbps; nesse período; no País, o serviço móvel supera o fixo – com 65 milhões de celulares contra 40 milhões de telefones fixos; a banda larga alcança 3 milhões de assinantes e é implanta a TV paga (PayTV);

• Ainda nesse período, são fixadas as datas e regras para a antecipação de metas e, no âmbito político setorial, são feitos os primeiros questionamentos do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações). Nesse período, ainda se expandiram a Oi Móvel e foi implantado o primeiro serviço do padrão GSM no Brasil, integrando a Brasil Telecom Celular e a Velox; a expansão das redes de fibras ópticas e de dados, com sensível melhoria operacional.

De 1996 a 2000

Nestes primeiros anos da Oi, as características da operadora eram as seguintes:
• Rede de cobre para voz e analógico para os 17 milhões de terminais fixos; para serviços móveis, de 4 milhões de celulares;
• Nessa época, entra em vigor a Lei do Cabo, a nova Lei Gera de Telecomunicações; a privatização total do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), Serviço Móvel Celular (SMC), com metas de Universalização, Competição e obrigações de investimento;
• Em 2010, ocorreu a compra da Brasil Telecom pela Oi, por R$ 5,4 bilhões. O número de concessões passou, então, a abranger 28 operadoras.

Deixar seu comentário

0
termos e condições.
  • Nenhum comentário encontrado

newsletter buton