Todo dia aprendo alguma coisa nova e interessante sobre astronomia

Por Ethevaldo Siqueira
12/08/2019 - Uma das nebulosas mais belas e curiosas entre as conhecidas dos astrônomos são os Pilares da Criação. Eu os escolhi como tema de hoje porque eles fazem parte de um currículo especial que eu criei para minha atualização, como se fosse um curso básico da Astronomia em 2019. Seu conteúdo é recolhido todos os dias nos portais da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA).

Essa foto faz parte da série APOD da NASA distribuída diariamente / Crédito & Copyright: Ignacio Diaz Bobillo

Ao longo dos últimos dois anos, consegui fazer uma revisão completa e me atualizar nos principais tópico – a Terra, o Universo, o Sol, o Sistema Solar, Via Láctea, outras Galáxias, Buracos Negros, Exoplanetas e outros aspectos. É incrível, mas a Astronomia e a Cosmologia têm evoluído de forma acelerada, graças, especialmente, à contribuição dos Observatórios e Telescópios Espaciais da NASA e da ESA, como o

1. Telescópio Espacial Hubble;
2. Observatório de Raios Gama Compton;
3. Observatório de raios-X Chandra e
4. Telescópio Espacial Spitzer e
5. Telescópio Espacial Gamma-ray

As três fotos que vemos aqui mostram o que eram os Pilares da Criação na época dos faraós do Egito, há 3.000 anos antes de Cristo. Muitos cientistas, entretanto, com a crueldade intelectual que os caracteriza, insistem em afirmar que esses pilares, talvez já tenham desaparecido. Mas só o saberemos daqui a muitos séculos. Não parece loucura tudo isso?

Acrescentei outra foto dos Pilares da Criação – que permite notar com muito menor definição a imagem dessa maravilhosa nebulosa  / Crédito & Copyright: Ignacio Diaz Bobillo

 A foto maior é da NASA e faz parte da série APOD, ou seja, a Foto Astronômica do Dia (Astronomical Photo of the Day), distribuída diariamente. Além da foto, a NASA nos envia um texto, que nos atualiza sobre o tema de cada dia. Nesse dia vemos, a foto da Nebulosa da Águia, um jovem aglomerado estelar, cercado por nuvens de poeira e gás brilhante o M16 cuja idade é de apenas 2 milhões de anos. Seu nome astronômico é M16 – sendo o M a abreviação de Messier, que se refere ao Catálogo de Messier, uma lista de 110 objetos astronômicos, criada pelo astrônomo francês do século XVIII Charles Messier. Seu nome original era "Catalogue des Nébuleuses et des amas d'Étoiles, que l'on découvre parmi les Étoiles fixes sur l'horizon de Paris" (Catálogo de Nebulosas e Aglomerados Estelares Observados entre as Estrelas Fixas sobre o Horizonte de Paris).

A imagem maravilhosamente detalhada da região utiliza a paleta de cores do Telescópio Espacial Hubble e inclui esculturas cósmicas famosas em close-ups do complexo estelar, feitas pelo mesmo telescópio. Descrito como troncos de elefante ou pilares da criação, densas colunas empoeiradas subindo perto do centro são anos-luz de comprimento, mas são gravitacionalmente contratação para formar estrelas.

Densas colunas empoeiradas subindo perto do centro são anos-luz de comprimento, mas são gravitacionalmente contrataidas para formar estrelas / Crédito & Copyright: Ignacio Diaz Bobillo

A radiação energética das estrelas do aglomerado corrói o material perto das pontas, eventualmente expondo as novas estrelas incorporadas. Estendendo-se a partir do cume de emissão brilhante à esquerda do centro localiza-se outra coluna empoeirada – um berço formador de estrelas – conhecido como a Fada da Nebulosa da Águia. A M16 encontra-se a aproximadamente 7.000 anos-luz de nós, em uma parte do céu rica em nebulosas, como a Serpens Cauda (A Cauda da Serpente), facilmente visível apenas com olhos armados com binóculos ou, melhor ainda, com telescópios pequenos.

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