A revolução prometida pelo 5G necessita de muito espectro

Por Thais Sogayar
22/05/2019 - A definição das faixas e do processo de licenciamento de espectro para os leilões de 5G em 2020 no Brasil avança, mas existem questões em aberto. Além disso é preciso começar a pensar nas futuras faixas e nas necessidades do País.

Com o aumento da demanda do 3G, para atender a mesma área geograficamente atendida pelo 2G, foi necessário ampliar a infraestrutura. Com o 4G, a infraestrutura necessária é ainda maior devido ao aumento da demanda de dados. Já com o 5G, a demanda por antenas cresce exponencialmente e a adoção de frequências mais altas (3.5 GHz) necessitam de mais infraestrutura.


Da direita para a esquerda: Agostinho Linhares, da Anatel, Roberto Falsarella, da Nokia, Francisco Giacomini Soares, da Qualcomm, Sérgio Kern, da Telebrasil, Carlos Alberto Camardella, da Claro Brasil e Leandro Guerra, da TIM Brasil / Crédito: André Siqueira

Nesse sentido o maior desafio é a agilidade da instalação de novas antenas por haver restrições legais, burocracia, prazos e custos de licenciamento.E a aprovação do PLC 79/2016 com foco em banda larga torna-se urgente.

Um consenso entre as operadoras, fornecedores e a Anatel é a necessidade de aumentar a oferta de espectro nas diferentes camadas de radiofrequências, para suprir a tecnologia móvel 5G.

A Anatel pretende leiloar, em março de 2020, 300 MHz na faixa de 3,5 GHz; 90 MHz em 2,3-2,4 GHz; e 3.200 MHz na faixa de 26 GHz. A agência acredita que estará disponibilizando espectro em momento e quantidade adequada, mas essa não é necessariamente a opinião das operadoras.

Esse foi um tema discutido na sessão temática Espectro para 5G: um roadmap necessário, realizado no Painel Telebrasil 2019, nessa terça-feira, 21/05, em Brasília.

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