É a fusão nuclear que produziria o brilho intenso das estrelas?

Por Ethevaldo Siqueira
15/05/2019 - Em lugar de formular essa pergunta, eu afirmei a um astrônomo que toda energia das estrelas resulta da fusão dos núcleos do hidrogênio. E ele confirmou que isso é verdade, mas explicou melhor:

“Pelo menos durante uma parte da sua vida, uma estrela brilha em consequência direta do processo de fusão nuclear do hidrogênio em seu núcleo. E mais: uma estrela é, na verdade, o que poderíamos chamar de uma gigantesca bomba de hidrogênio, cuja energia resulta da fusão dos núcleos (prótons).”

A nebulosa do Caranguejo é um exemplo de supernova que efetivamente, resultou da explosão de uma grande estrela

Essa fusão nuclear libera uma quantidade descomunal de energia, que atravessa o interior da estrela e se irradia pelo espaço sideral. Praticamente todos os elementos químicos mais pesados do que o hélio, que existem na natureza, foram criados pelas estrelas, seja pela núcleossíntese estelar durante suas vidas ou pela nucleossíntese das supernovas, ou seja, quando as estrelas explodem.

Escolhi como exemplo de supernova, a nebulosa do Caranguejo que, efetivamente, resultou da explosão de uma grande estrela.

Imaginem agora o que sentiram Galileu e Kepler em 1604 diante do que foi a primeira estrela a ser estudada logo ao explodir perante os olhos e lunetas recém-criadas. A Supernova 1604 tem sido chamada de "Supernova de Kepler", a partir do testemunho do astrônomo Johannes Kepler, um dos primeiros a observá-la.

O jornalista especializado em asetronomia Megan Gannon descreve para o portal Space.com e explica como Kepler a teria observado: “Mais brilhante do que todas as outras estrelas e planetas em seu auge, ela foi observada pelo astrônomo alemão Johannes Kepler, que pensou estar olhando para uma nova estrela", escreve. "Séculos depois, os cientistas concluíram que Kepler havia testemunhado a explosão de uma estrela."

Essa supernova representava um desafio para os astrônomos do século 17, que se viram a observar algo que contradizia toda a sabedoria convencional sobre o Cosmos.

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