Atelier des Lumière, o primeiro museu de arte digital de Paris

Por Thais Sogayar, com informações do site Dezeen
12/09/2018 - Localizado em uma antiga casa de fundição do século XIX, o espaço é o primeiro museu digital de belas artes da capital francesa

Projeções coloridas de pinturas do início do século XX, incluindo as de Gustav Klimt e Egon Schiele, são exibidas no Atelier des Lumière - um museu digital dedicado à arte em Paris.

Supervisionado pela Culturespaces, uma organização privada de museus e monumentos, o Atelier des Lumières apresenta obras de arte projetadas em paredes de 10 metros de altura em uma área de 3.300 metros quadrados.

"Essas exposições imersivas podem ser uma forma inivadora de descobrir arte e faltava um centro digital como esse em Paris", explicou Michael Couzigou, diretor do Atelier des Lumières, a Dezeen.

O edifício tem três salas principais de exposição. Há duas salas dedicadas ao pintor austríaco Gustav Klimt e um século de pintura vienense, incluindo obras de Egon Schiele e Hundertwasser. Uma sala menor foi reservada para artistas emergentes e apresenta instalações digitais e AI (inteligência artificial): "Queremos abraçar artistas emergentes no cenário da arte contemporânea", explicou Couzigou.

"Decidimos nos concentrar em Gustav Klimt, no centenário de sua morte, por três razões: a variedade de suas formas expressivas, que vão do classicismo ao início do impressionismo, e sua busca por criar uma 'arte total' durante a secessão (movimento artístico na virada do século XIX), sua fama, a natureza poética e romântica de sua obra, que consideramos um ponto de partida ideal", disse Couzigou.

"E também estamos incluindo um pequeno programa dedicado ao pintor e arquiteto Friedensreich Hundertwasser, influenciado pelo trabalho de Klimt", completou Couzigou.

As obras de arte são acompanhadas por um sistema de som "motion design" com 50 alto-falantes, que apresentam trilhas sonoras de Wagner, Chopin e Beethoven, entre outros.

"A exposição permite que os visitantes descubram a arte de um novo ângulo, através de experiências imersivas. Combinamos arte clássica e arte digital - pois estou convencido de que o casamento da arte e da tecnologia digital é o futuro da divulgação da arte entre as gerações futuras", disse Couzigou.

"Acredito que ela seja capaz de atingir um público mais jovem e mais amplo do que o dos museus tradicionais. Esta abordagem não pretende substituir os museus, mas é uma abordagem complementar à arte", explicou.

Segundo o jornal Guardian, mais de 400 mil pessoas visitaram o museu nos três meses seguintes à sua abertura em abril deste ano. "Já estamos pensando em outro museu na França", disse Monnier.

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